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Consciência do Nada


JIVA 4- PLANOS, desenho-litogravura de Céu D'Ellia

O VEDANTA cita, entre os aspectos da mente, AHANKAARA.

Quem estuda sânscrito sabe que traduções diretas das palavras são impossíveis ou, ao menos, não recomendáveis. Meus professores desse idioma, que também são meus professores de meditação, diriam que o significado do sânscrito só pode ser entendido, inicialmente, por aproximação explicativa. E em seguida, mais que compreendido, “realizado” pela prática constante da meditação.



Assim, uma forma aproximada de entender AHANKAARA, é como o aspecto de nossa mente que faz a separação entre “eu” e “outro”, ou “eu” e o “resto do mundo”. É chamado também de semente da separação. A separação, na consciência, do que se entende como “eu” e de “tudo que não é o eu”.

Também podemos dizer, ahankaara é o “eu que pensa que faz”, o “eu que pensa que é”. É aquela parte da mente que esquece que o corpo é conseqüência de fatos e matéria que antecedem o próprio nascimento. Que esquece que as próprias ideias, palavras, conceitos, existem independe e anteriormente à percepção de “eu”. E continuarão depois da morte desse “eu”, através do mundo e dos outros.

Costuma-se traduzir AHANKAARA como EGO. Mas não é mesma coisa. O que se entende como ego engloba o ahankaara e mais ainda outros aspectos da mente. Poderia se dizer, de forma simplificada, que enquanto uma pessoa que perde a noção de EGO, enlouquece, por outro lado, uma pessoa que se liberta do AHANKAARA, alcança a consciência transcendental. Ou seja, a consciência que vai além de si própria e que é capaz de enxergar o outro como um fenômeno de uma só totalidade do qual todos fazem parte. Uma consciência, portanto, que se torna compassiva, intuitiva e empática.



Dizemos também que ahankaara, semente da separação, é assim também semente da “angustia primordial”. Esse é um estado de desconforto atávico, que todo ser humano comum carrega desde o nascimento. Alguns com alguma consciência disso, outros com nenhuma. Uma insatisfação, nunca superada, que procura ser preenchida por experiências físico-sensoriais, emocionais e intelectuais. O motivo dessa “angustia primordial” seria a separação que se dá na consciência quando o ser deixa de fazer parte do Todo e passa a se perceber enquanto indivíduo. Há o prazer de ser perceber existente e há a dor da separação da totalidade. Entre o prazer e a dor, aloja-se a angustia.



Os aspectos da mente só podem ser plenamente percebidos em estados específicos da mente. Perceba que “aspecto” e “estado” são termos diferentes. Aspecto é uma característica, um elemento. Estado é um local, uma instancia.

A inter-relação entre esses aspectos e estados determinam o tipo (ou qualidade) de consciência de um ser individual.



(Aqui, um parênteses...
Talvez a Fenomenologia, que é uma corrente filosófica surgida no Ocidente bem no final do séc. XIX, tenha aberto espaço para se perceber, no chamado mundo ocidental, que as práticas orientais de meditação não eram meros rituais supersticiosos. Um discernimento que já se esboçava ainda algumas décadas antes, com as ideias filosóficas de, entre outros, Immanuel KANT e Arthur SCHOPENHAUER.

Mas é apenas em meados do século XX, com os avanços científicos nos estudos do funcionamento do sistema nervoso central humano, que se começa a perceber que, alem de fonte de reflexões filosóficas, meditação é uma ciência que pode ser verificada empiricamente e que tem gradações quantificáveis de desenvolvimento. O fato objetivo é que descrições sobre o funcionamento da mente, registradas nos UPANISHADS em tempos remotos, hoje são verificadas em laboratórios, em análises do metabolismo humano. Por exemplo, os chamados “estados da mente” e as hoje estudadas variações das ondas cerebrais.

... que fecha aqui)



Meditação é em um primeiro momento uma prática de auto-investigação. Dependendo de algumas condições, essa prática se torna um processo de discernimento do que é periférico e do que é central no fenômeno da consciência. Na minha prática pessoal de meditação, assim como no acompanhamento do desenvolvimento de meus alunos, percebi que o ponto de transição da consciência que supera a angústia primordial é aquele que supera a identificação com a própria forma transitória. É quando a consciência do NADA deixa de ser um medo, para ser uma fonte de paz e prazer.

É quando se percebe que a fonte que alimenta a própria existência, o TUDO, é o próprio Nada.

TUDO que existe é a moldura de NADA. Através de tudo, se realiza o nada. Através da consciência conciliada com o nada, cada instante se torna único, inteiro, total.

Quanto mais um indivíduo é capaz de se aproximar da consciência do Nada, mais ela/ele desenvolve qualidades de integração, auto-consciência e prazer transcendental (ou não limitado por circunstâncias materiais).

Yogacharya Céu
SP 10 out 2017

Quem é o Yogacharya* Céu?

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*Yogacharya: Professor autorizado

Nascido em 1963, estuda meditação e técnicas de integração da consciência e do corpo desde a adolescência, entre as quais o Sengei N’garo (arte marcial tibetana), a Natação Zen (japonesa) e o Kathakali (dança marcial masculina indiana).

Suas primeiras práticas de meditação formal começam em 1987, com a Meditação

em Movimento na linha Theravada do Ceilão, pelo Venerável Puhuwelle Vipassi, técnica da linha que deu origem ao que hoje se chama Mindfulness. Em 1997 é iniciado por Chagdud Tulku Rinpoche na prática avançada de Phowa Budista Tibetano.


Em 2000 é iniciado em Kriya Yoga, na linhagem de Sree Lahiri Mahasaya – Harirananda, do Ashram de Karar de Puri, Índia. Em 2011 é autorizado como Yogacharya Céu, dessa linhagem. Conviveu brevemente com Paramahansa Hariharananda (1907-2002), de quem recebeu ensinos diretos. Hariharananda é Mestre Realizado em Kriya Yoga, discípulo direto de Yogananda e Sree Yukteshwar.

Atualmente o Yogacharya Céu segue seus estudos com dois antigos alunos de Hariharananda, o Yogi Sarveshwarananda (Buenos Aires) e o Yogacharya Don Abrams (New York City).


Sarveshwarananda, setembro 2017 em São Paulo

Sarvesh estará em São Paulo de 14 a 18 de Setembro de 2017. Programe-se e aproveite!

Nascido na França em 1959, David Vachon recebeu o nome Sarveshwarananda quando tornou-se monge em 1998


Desde 1988 começou a estudar com um dos mais notáveis professores de Kriya Yoga de todos os tempos, Paramahansa Hariharananda (1907-2002), mais conhecido afetuosamente por seus alunos como Baba (Paizinho). De fato, o encontro entre ele e Baba foi bem impactante. De ateu e anarquista convicto, formado em Comunicação pela Sorbonne, David tornou-se monge renunciado e cuidador direto e mais próximo de Baba, durante os últimos anos de vida deste. Ao todo estudou e conviveu diretamente com Baba por 14 anos.

Com a morte (mahasamadhi) de Baba em 2002, Sarvesh parte para um retiro de silêncio de quase dois anos, nas montanhas dos Himalayas. Retorna em seguida, para conduzir durante 10 anos, uma série de ações humanitárias na Índia e América do Sul. Em 2009 abandona o voto monástico e em 2011 tem uma filha. Atualmente mora em Buenos Aires e viaja regularmente, iniciando alunos em meditação Kriya Yoga, oferecendo workshops de auto-conhecimento e atendendo consultas particulares de medicina ayurvedica. 

Em São Paulo, neste Setembro de 2017:

Se você quer se CONSULTAR particularmente com Sarvesh, para diagnóstico em MEDICINA AYURVÉDICA ou para seu DESENVOLVIMENTO PESSOAL:
- Contate José Orbino: jorbino@gmail.com/ cel: (11) 9 4144 8447.
- Preço da consulta individual: R$ 270,00

Se você quer participar de um curso rápido sobre a BHAGAVAD GITA como instrumento de auto conhecimento (workshop SOMOS UM BHAGAVAD GITA VIVO):

- Contate Marcos: mtvf@hotmail.com/ cel: (11) 9 9688 6377. 
- Preço: R$ 170,00
- Duração 4 horas (14h30 às 18h30), Domingo 17 de Setembro de 2017

Se você quer se iniciar na técnica de meditação KRIYA YOGA:

- Vá na palestra gratuita, para receber todas as informações e tirar suas dúvidas.
- A PALESTRA GRATUITA (DESCOBRINDO O PROPÓSITO DA VIDA) acontecerá na quinta-feira, dia 14 de Setembro de 2017, das 19h às 20h30, no Centro Cultural da Índia. Alamenda Sarutaiá, 380. Jardim Paulista.
- Reserve o Sábado, dia 16 de Setembro para sua iniciação.
- Contate Camila Bogea: camilabogea@hotmail.com/ cel (11) 9 8409 0323.
- Quem quer se iniciar, além de estar presente na PALESTRA GRATUITA, precisa oferecer, no dia da iniciação, CINCO FRUTAS, CINCO FLORES e DONATIVO FINANCEIRO de R$ 396,00

Com Amor,
Yogacharya Céu

Primeiro Programa de Kriya Yoga em Manaus

De 15 a 19 de Junho de 2017, aconteceu em Manaus o primeiro programa de Kriya Yoga nessa cidade. Segundo a tradição da linhagem transmitida de Lahiri a Yukteshwar, Yogananda, e até Hariharananda*, do Ashram de Karar.

A Kriya Yoga é uma prática de meditação profunda. Não é religião e nem somos um grupo sectário. Qualquer pessoa, atéia ou de qualquer credo espiritual, pode aprender e praticar. É baseada em técnica científica, de desenvolvimento mensurável, segundo antigas tradições que circulam há milênios no subcontinente Indiano. Traz benefícios comprovados por pesquisas científicas recentes. Para a saúde física, mental e para o amadurecimento psicológico.


Inúmeras vezes ao longo dos séculos a transmissão dessa prática sutil foi perdida. Nem sempre os professores alcançam o estágio de pleno desenvolvimento e, gradualmente, de geração em geração, perde-se a pureza necessária para a correta iniciação de novos alunos.


O iniciador moderno da linhagem, Lahiri Mahasaya*, alertava quanto aos riscos de transformar a difusão da prática em atividade de grandes instituições. Apenas quem se aprofunda de verdade na consciência imaterial pode entender os alertas de Lahiri, e o processo de diluição e perda da pureza da transmissão. Mas o que posso dizer, de forma mais pragmática, é que quanto maiores os grupos, mais política, mais disputa de poder e maiores quantias de dinheiro envolvidas. Substitui-se o estudo pelo culto de personalidades e pela ganância material. Consequentemente, menos foco na prática e na realização Kriya. Mais narcisismo e menos pratyahara.

Sou grato à vida por ter podido olhar nos olhos de Hariharananda (1907-2002), pouco menos de um ano antes de sua morte. Eu não poderia saber o que sei hoje sobre o que se esconde nos olhos dos seres viventes, se não tivesse tido essa oportunidade reveladora. Também não poderia ter aprendido o que aprendi (e continuo estudando) se não tivesse estado tão próximo de tão dedicado, amoroso e generoso professor.
Era ele um iluminado? Como posso saber?
Dizemos que ele é um Mestre Realizado, porque atingiu o desenvolvimento mais elevado da Kriya Yoga, atingindo o raro estágio de Nirvikalpa Samadhi, que entre outras coisas tem como características físicas, a ausência de pulso e respiração.

Sei também que aconteceram alguns fenômenos muito incomuns entre eu e ele, no período de poucas semanas em que estivemos fisicamente juntos. Mas afirmar que esta ou aquela pessoa é iluminada... É melhor ter cautela com isso.
O primeiro grupo de kriyayogis de Manaus
No entanto, já presenciei muitas pessoas que se declaram iluminadas e muitas outras que acreditam (ou fingem acreditar) nesses pseudo-iluminados auto-declarados. É um jogo ilusório que não tenho nenhum interesse em participar.

Fui confirmado Yogacharya, podendo iniciar interessados em conhecer e praticar Kriya Yoga, por outros dois alunos diretos de Baba Hariharananda: Yogi Sarveshwarananda e Yogacharya Don Baba. Ambos estudaram e conviveram com Baba por algumas décadas. O primeiro me confirmou em 2011 e o segundo mais recentemente, no início deste 2017. É uma grande responsabilidade. Faço o melhor possível para aprimorar, todos os dias, a todo momento, a minha própria prática. Porque quero oferecer o melhor possível para quem se aproxima de mim para aprender algo. Mas sou apenas um minúsculo yogacharyazinho. Um ser humano perfeitamente imperfeito, como todos os outros.

Fiquei muito feliz com a iniciação em Manaus. Organizada com Amor pelos inspirados Marcelo Calegare e Fernanda Priscilla. Contei também com o Amor, apoio e colaboração de minha esposa Fedra de Faria e do amigo Moacir Biondo (e toda sua família). Grato a todos eles.



Realizamos duas palestras gratuitas e abertas a interessados. Uma delas em auditório no prédio da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas. Iniciamos 23 pessoas.
A qualidade dos alunos é EXCELENTE. Uma grande alegria ter tido essa maravilhosa oportunidade. Todos com grande potencial e poderão superar facilmente este pequeno professorzinho, se dedicarem-se.

O dinheiro arrecadado foi utilizado para pagar as passagens aéreas e outras despesas. O restante foi doado: parte para que o grupo de Manaus comprasse materiais de estudo, parte para o grupo de São Paulo pagar passagens aéreas dos próximos programas que trarão Yogi Sarveshwarananda e Yogacharya Don Baba. 


Fique atento porque muito em breve postarei aqui sobre o próximo programa de nosso amigo Sarveshwarananda, em São Paulo, em Setembro de 2017.

Agradeço com Amor a Todos os envolvidos. 
Yogacharya Céu



*Conheça nossa linhagem aqui: Nossa linhagem de transmissão Kriya Yoga

O Amor é o mais importante. (parte UM de TRÊS)

No fim de semana de 27 e 28 de Maio de 2017, o grupo de São Paulo reuniu-se em um sítio para um Retiro de Aprofundamento em Kriya Yoga.  O tema de estudo: "O Amor é o mais importante."


O que segue é o texto base que foi desenvolvido nesse retiro:

  


Ao ser iniciado em Kriya Yoga na linhagem de Hariharananda, o aluno aprende uma sequência de sete técnicas, precedidas de sete preparações preliminares. A sétima e última preparação é: - Faça com Amor.


- O Amor é o mais importante. 


Essa é uma citação comum do Guru, Paramahansa Hariharananda (1907-2002). Baba, como nós mais afetuosamente o chamamos, sempre repetia, quando guiava as meditações: - Amor, amor, amor. O Amor é o mais importante.



Sempre lembro dessa fala. De fato, uma frase bem poética e simpática. Mas foi somente após 16 anos de prática, quando havia mudado para New York City, já meditando nos Kriyas mais avançados, que dei o clique: há muito mais nessa frase do que poesia e acolhimento. Baba não repetiria algo tão insistentemente, se isso não fosse realmente muito necessário. Não é apenas um conselho amoroso e camarada. Para realizar a conexão Kriya, de fato, mais que nada, o Amor é o mais importante.



E por que? Por que, para a prática de Kriya Yoga, o Amor é o mais importante?



Sim, você pode me dizer, fazer qualquer coisa com amor é bom, porque nos coloca em uma melhor disposição diante do que temos que fazer. 
Você pode citar o lindo capítulo 13 da Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios:



“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor*, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria. A Caridade é sofredora é benigna; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo Sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor.”



(* A palavra “amor” na epístola é originalmente, em grego, “agape” que, em algumas traduções, aparece com o vocábulo “caridade”.)



Você pode dizer tudo isso pra mim e eu vou concordar.  Mas tem mais. Baba está nos orientando que o aspecto mais importante da meditação é o Amor. Não é o Guru, ou a técnica, a concentração, o professor, ou o grupo do qual fazemos parte. Não são os anos de experiência e muito menos a quantidade de informações que acumulamos sobre o que é meditação ou espiritualidade. É o Amor. O Amor é o mais importante.



Mas o que é o Amor? A que Amor Baba se refere?




Uma das formas mais comuns de se tentar explicar o Amor é através de seis palavras gregas que definem seis tipos diferentes de amor:

Eros, Philia, Ludus, Pragma, Philautia e Ágape.



- Eros é a paixão sexual, a atração física. Pode ser uma forma de aproximar intimamente as pessoas, mas também pode aflorar o desejo de dominar e possuir.


- Philia é a amizade profunda. O amor que se desenvolve entre pessoas que compartilham a vida com solidariedade e lealdade.


- Ludus é o compartilhar em brincadeira. Comum entre as crianças, surge também entre adultos que se reúnem para uma festa, para dançar ou praticar um esporte.


- Pragma é o amor duradouro, aquele que se desenvolve entre pessoas que compartilham a vida juntos, como os casais. É fruto de paciência e dialogo compassivo.


- Philautia é o amor por si mesmo. Pode se tornar algo perigosamente narcisista, mas pode também ser o amor da auto-confiança, da busca interior pelo auto-conhecimento.


- Ágape é o amor incondicional, desapegado. Considerado a forma mais elevada de amor,  porque é aquele dedicado à humanidade inteira. O amor de quem se preocupa em amparar estranhos, sem esperar nada em troca.




Há também quem explique o que é o Amor, pelo seu oposto. E o oposto do Amor não seria o ódio, mas o medo.

Porque o ódio é um estado de atração invertida. Quem odeia, sente-se ligado ao objeto do ódio. Assim como quem ama, sente-se ligado ao objeto do amor. Mas o medo, desliga, afasta. Enquanto o Amor liga, reúne.

Quem tem medo se recolhe, esconde, se fecha. Quem ama se abre, vai à vida.



Tudo isso é muito interessante e ecoa dentro da maioria de nós como verdadeiro. Mas ainda tem mais. Todas essas explicações acima, por exemplo, dizem respeito às pessoas, ao amor como algo que nasce nos seres humanos. E o Amor pode ir mais além da gente. Pode ser transcendental.



Em 27 e 28 de Maio de 2017, nosso grupo de Kriya Yoga de São Paulo se reuniu em um retiro para meditar e para estudar o Amor. Os participantes escreveram estas definições sintéticas do que entendem como Amor:



" O Amor nos une, torna indiferente nossas diferenças. Não apenas entre humanos, mas entre todos seres viventes. É indizível, inefável. Cada um exerce o Amor que lhe é possível."



" Amor, força que integra, mobiliza, reúne, dá segurança, através de Compaixão, tolerância, doação, empatia, entrega e outras manifestações. Estratégia evolutiva."


" O Amor é uma força poderosa e transformadora, que faz compreender o incompreensível. Por Amor se faz o que é preciso mesmo no fim das forças."



" O Amor é a força que une e transforma. O Amor está em tudo e em todos."


" O Amor é uma escolha. Escolher estar inteiro em cada momento, em cada ação. Dar o nosso melhor, buscando não um ganho pessoal, mas que tudo se ajeite da melhor maneira possível."
  
" O Amor é uma sensação, uma energia, uma força não-racional, universal, transcendental. Seja para com si próprio ou o outro, e que integra e nos une." 
 
" Energia criadora, mantenedora e provedora."


" O Amor = Presença divina que cria, mantém e transforma o universo."



" Amor, a percepção e atenção com o próximo, aceitação, o que nutre."



" Amor: Força e consciência, criadora, nutridora, transformadora, curativa. Permeia o Tudo e o Nada. Está em tudo, é tudo. Rege a natureza, a vida. Se propaga, reverbera no universo."


" O Amor é o sentimento de dissolver-se (eu) plenamente em algo maior (Eu maior, Eu cósmico)."


" Amor é a força harmônica incondicional universal de atração que une e sustenta todos os versos, numa dança."


" Amor é estar sempre inteiro em cada momento. Suas várias formas são como camada superpostas. Cada uma é única, e de cada uma se vê apenas uma parte, mas estão juntas."


" Amor, querer o bem, pensar o bem e fazer o bem, dentro de nós e para alem de nós mesmos."



" Amor é ter paixão pela vida e compaixão pelo próximo. É energia que renova. É doação"


" O Amor é a força incondicional, que une e sustenta o Universo."
 


Eu acho todas essas ideias e definições, que os participantes do retiro escreveram, muito lindas. Mas, voltando ao início do meu texto, ainda assim não parece que explicam muito claramente porque Baba Hariharananda diz que, para a Kriya Yoga, o Amor é o mais importante.

Nos próximos dois textos desta série eu vou aprofundar melhor isto.


Yogacharya Céu, São Paulo, maio-agosto 2017
 
O Amoroso Grupo de Kriya Yoga de São Paulo, reunído para estudar o que é mais importante.

Sree Yukteshwar em Shambhavi Mudra





Nestas duas fotos de Sree Yukteshwar pode-se entender melhor a posição dos olhos físicos na prática da técnica de Shambhavi Mudra.


Programa de Kriya Yoga Manaus 2017


MEDITAÇÃO

Programa de Kriya Yoga Manaus 2017

Por Yogacharya Céu



Palestra aberta ao público 
(Entrada – 1kg alimento não perecível)

SAÚDE ATRAVÉS DA PRÁTICA DE MEDITAÇÃO – INTRODUÇÃO À KRIYA YOGA

15/06 – 16h às 18h

Local: Auditório João Bosco – Escola do Legislativo – ALEAM

Av. Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife), 3.950 – Parque 10 de Novembro



Palestra aberta ao público (Entrada – 1kg alimento não perecível)

O QUE É A MEDITAÇÃO KRIYA YOGA

16/06 –19h às 21h

Local: Condomínio Residencial Espanha – Rua Joaquim Uchôa, 15 – Conj. Petro.



INICIAÇÃO EM KRIYA YOGA

17/06 – 9h às 17h e 18/06 – 14h às 17h

É necessária a presença nos dois dias.

Interessados em se iniciar devem participar de pelo menos uma das palestras gratuitas nos dias anteriores.

Donativo financeiro: R$200,00 (mais 5 frutas e 5 flores)

Local: Yoga Ashram Amazônia - Rua Itaúna, 11 – Adrianópolis



SATSANG E PRÁTICA GUIADA

19/06 e 20/06

19h30 às 20h30 – Satsang aberto ao público

20h30 às 21h30 – meditação guiada em Kriya Yoga apenas para iniciados

A Cor Dar, Casa de Brincar – rua Belo Horizonte, 990 - Adrianópolis



Informações e inscrições:

Marcelo – 9814 98777 / mgacalegare@gmail.com

Fernanda – 9910 77074 / naiade89@gmail.com




Yogacharya Céu:
Estuda meditação e técnicas de integração da consciência e do corpo desde a adolescência, entre as quais o Sengei N’garo, a Natação Zen e o Kathakali.
Iniciado em Phowa Tibetano, por Chagdud Tulku Rinpoche (1997), em Meditação em Movimento na linha Theravada do Ceilão, pelo Venerável Puhuwelle Vipassi (1987), e em Kriya Yoga, que pratica desde 2000.
Autorizado em 2011 como Yogacharya (professor) em Kriya Yoga, na linhagem de Sri
Lahiri Mahasayaji e Babaji. Conviveu com Paramahanda Hariharananda (1907-2002), de quem é aluno direto. Hariharananda é Mestre Realizado em Kriya Yoga formado no Karar Ashram de Puri, Índia, discípulo de Yogananda e Sri Yukteshwar.
Atualmente o Yogacharya Céu segue seus estudos com dois antigos alunos de
Hariharananda, o Yogi Sarveshwarananda (Buenos Aires) e o Yogacharya Don Abrams

(New York City).


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