Meditando com a Lua / Meditando con la Luna

PORTUGUÊS (ESPAÑOL ABAJO)

Existe uma técnica de meditação que envolve olhar diretamente a Lua. Mas não é disto que trata este texto. Aqui estou sugerindo como você pode fazer para criar um foco de TRANSFORMAÇÃO MENTAL, a partir do CICLO LUNAR. 
E criar um ciclo de harmonização crescente e constante.

Chandra-Soma

Bianca di Fiore me lembrou dias atrás que, no Jyotisha, (que é a ciência védica de observação das luzes celestes e sua relação com nossa percepção e interação com o mundo), a Lua está associada à mente e à mãe.

Mais precisamente, a Lua, que se chama Chandra ou Soma, está associada a MANAS, que é o aspecto da mente que diz respeito a como percebemos sensorialmente o mundo. Manas é a mente enquanto um sentido de percepção. Não é a mente como sentido de identidade, memória, intelecto ou intuição. É a mente como o vetor central da percepção e psique. Esse sentido, no entanto, é influenciado pela raiz profunda da formação do ser, tanto na gestação como na primeira infância. Ou seja, pela influência da mãe. A mente MANAS não vê exatamente como são as coisas, mas como sente que as coisas são, com um forte grau de subjetividade emocional.

Essa forma de perceber pode colaborar ou prejudicar sua harmonização com as forças do Universo. Ou, como dizem os Rshis, colaborar ou prejudicar seu equilíbrio com a Rta, a ordem natural cósmica, que sustenta tanto o micro, como o macro, tanto o visível, como o invisível.

Harmonizar a MANAS é, portanto, entrar em harmonia com sua vida e com sua própria raiz psíquica. Fortalecer as influências benéficas que recebeu de sua mãe, e se livrar de eventuais transtornos psíquicos que também pode ter recebido. Trabalho de uma vida, mas possível de ser realizado.

O CICLO DE TRANSFORMAÇÃO DA MANAS ATRAVÉS DO CICLO LUNAR, se faz assim:

- Medite todos os dias, começando do fim da Lua Minguante, e indo até o dia da Lua Cheia. Mas faça isso através de um eixo dirigido de transformação, conforme explico a seguir.

- Primeiro, escolha aquelas qualidades mentais das quais quer se livrar. Vícios, adições, complexos, incômodos, excessos, descontroles, fobias, etc. Qualquer comportamento que não queira mais (porque todo comportamento começa na mente sensorial, MANAS). Em suma, aspectos da ILUSÃO que mantém você aprisionado em sofrimento psíquico.

- No dias do fim da Lua Minguante, antes de começar sua meditação, pense nisso que não quer mais na sua vida. Em seguida, realize sua prática de meditação, mas NÃO PENSE MAIS no problema. Concentre-se apenas na prática e no foco puro de concentração. Ao término da prática, incline-se e peça, para a forma divina com a qual mais se identifica (pode ser de acordo com sua fé religiosa, pode ser simplesmente a Luz da Consciência), para que liberte você daquilo que lhe aflige.

- Então vem a Lua Nova e a Lua Crescente.
Durante esses dias, continue meditando diariamente, mas agora, ao começar, pense naquilo que agora quer para sua vida, aquilo que vai substituir o que quer abandonar. Em seguida, realize sua prática de meditação, mas NÃO PENSE MAIS no problema. Concentre-se apenas na prática e no foco puro de concentração. Ao término da prática, incline-se e peça, para a forma divina com a qual mais se identifica (pode ser de acordo com sua fé religiosa, pode ser simplesmente a Luz da Consciência), para que mostre para você, com clareza de entendimento, o caminho para conquistar o que quer, para atingir LIBERTAÇÃO, PAZ e REALIDADE. Resumidamente: REALIZAÇÃO ESPIRITUAL.

- Então vem o dia da Lua Cheia.
Nesse dia apenas medite. Sinta a luz da Lua Cheia dentro de você. E ao término, incline-se e agradeça, por ter conseguido meditar todos os dias, do Minguante até o Plenilúnio. Agradeça a transformação que já está acontecendo. Se tiver alguma intuição sobre como seguir desse dia em diante, anote. (Você pode criar, se quiser, um pequeno diário para acompanhar seu processo de transformação através de ciclos de meditação com a Lua)

E vá assim, fazendo esses ciclos de meditação, sempre que possível e o máximo que conseguir. Harmonizando-se com a Lua e prosseguindo no seu autoestudo e transformação. Parece talvez simples demais, mas ao harmonizar sua psique com os ciclos lunares, está se harmonizando com Chandra-Soma. Harmonizando sua própria consciência profunda da luz da consciência. Harmonizando o fluxo dos líquidos do seu corpo, que conduzem todo processo metabólico do corpo físico, de nutrição, purificação e renovação, e das conexões intuitivas do sonho e da psique. Está fortalecendo sua capacidade de perseverar em si mesmo, em sua paz e capacidade de descobrir o que precisa para ter uma vida melhor, mais pacífica e livre. Está entrando em harmonia com o movimento constante de transformação cósmico.

O que vai acima vale para qualquer ciclo lunar, em qualquer tempo.
Mas agora vou escrever um pouco sobre a situação da Lua de Vesak. Para entender o que é essa lua, leia este link: Lua Cheia, Vesak e Baba

Para a Lua de Vesak, o que eu expliquei acima, vale mais ainda. É o ciclo de guia e transformação espiritual mais poderoso do ano, de mais expansão da consciência. Excelente oportunidade para estabelecer uma conexão profunda com seu Mestre Espiritual interior e infinito.

Estou escrevendo este texto em Abril de 2022. Neste ano, a Lua Nova que abre o ciclo de Vesak será no dia 30 de Abril. E a Lua Cheia (Lua de Vesak), na passagem de 15 para 16 de Maio. E neste ano, tanto na Lua Nova, como na Cheia, teremos Eclipse.
O Eclipse é um lembrete que a verdadeira luz continua brilhando mesmo quando está oculta, que tudo se transforma e a luz sempre volta a brilhar. A meditação no dia do Eclipse tem potencial para você ir ainda mais fundo dentro da sua fonte interior, indo além das próprias sombras, que ocultam você de você mesmo. Quanto mais conseguir tranquilizar seu coração e pensamento em um dia de Eclipse, mais concentração desenvolverá. E vice-versa, num ciclo de transformação bastante positivo, lúcido e de pulso de vida. Use o que aprendeu sobre respiração, batimento cardíaco e fluxo mental, e aprofunde sua paz interior.

Te desejo Bençãos Divinas de Transformação, do Topo da Cabeça às Solas dos Pés.
Com Amor,
Y Céu

27 de Abril de 22

ESPAÑOL:
(Muchas gracias, Pilar Mamaji, por traducir el texto al español.)

Existe una técnica de meditación que consiste en mirar directamente a la Luna. Pero de eso no trata este texto. Aquí estoy sugiriendo cómo puedes crear un foco de TRANSFORMACIÓN MENTAL, desde el CICLO LUNAR.
Y crear un ciclo de armonización creciente y constante.

Bianca di Fiore me recordó días atrás que en Jyotisha , (que es la ciencia védica de observar las luces celestiales y su relación con nuestra percepción e interacción con el mundo), la Luna está asociada con la mente y la madre.

Más precisamente, la Luna, que se llama Chandra o Soma , está asociada con MANAS, que es el aspecto de la mente que se refiere a cómo percibimos sensorialmente el mundo. Manas es la mente como un sentido de percepción. No es la mente como un sentido de identidad, memoria, intelecto o intuición. Es la mente como vector central de la percepción y la psique. Este sentido, sin embargo, está influido por la raíz profunda de la formación del ser, tanto en el embarazo como en la primera infancia. Es decir, por influencia de la madre. La mente de MANAS no ve exactamente cómo son las cosas, sino cómo siente que son las cosas, con un fuerte grado de subjetividad emocional.

Esta forma de percibir puede colaborar o perjudicar tu armonización con las fuerzas del Universo. O, como dicen los Rshis, colabora o altera tu equilibrio con Rta, el orden natural cósmico, que sustenta tanto lo micro como lo macro, tanto lo visible como lo invisible.
Armonizar el MANAS es pues entrar en armonía con tu vida y con tu propia raíz psíquica. Fortalece las influencias benéficas que recibiste de tu madre y deshazte de cualquier trastorno psíquico que también hayas recibido. El trabajo de toda una vida, pero factible.

EL CICLO DE TRANSFORMACIÓN DEL MANAS A TRAVÉS DEL CICLO LUNAR, se hace así:

- Medita todos los días, comenzando desde el final de la Luna Menguante, y continuando hasta el día de la Luna Llena. Pero hazlo a través de un eje dirigido de transformación, como explico a continuación.

- Primero, elige aquellas cualidades mentales de las que te quieres deshacer. Adicciones, adicciones, complejos, molestias, excesos, descontrol, fobias, etc. Cualquier comportamiento que ya no quieras (porque todo comportamiento comienza en la mente sensorial, MANAS). En definitiva, aspectos de la ILUSIÓN que te mantienen atrapado en el sufrimiento psíquico.

- En los días del final de la Luna Menguante, antes de comenzar tu meditación, piensa en lo que ya no quieres en tu vida. Luego continúa con tu práctica de meditación, pero NO PIENSES MÁS en el problema. Solo enfócate en la práctica y el enfoque puro de la concentración. Al final de la práctica, inclínate y pide a la forma divina con la que más te identifiques (puede ser según tu fe religiosa, puede ser simplemente la Luz de la Conciencia) que te libere de lo que te aqueja.

- Luego viene la Luna Nueva y la Luna Creciente.
Durante estos días, continúa meditando diariamente, pero ahora, al comenzar, piensa en lo que ahora quieres para tu vida, lo que reemplazará lo que quieres dejar. Luego continúa con tu práctica de meditación, pero NO PIENSES MÁS en el problema. Solo enfócate en la práctica y el enfoque puro de la concentración. Al final de la práctica, inclínate y pide, a la forma divina con la que más te identifiques (puede ser según tu fe religiosa, puede ser simplemente la Luz de la Conciencia), que te muestre, con claridad de entendimiento, el camino para conquistar lo que quieres, para alcanzar la LIBERACIÓN, la PAZ y la REALIDAD. Brevemente: REALIZACIÓN ESPIRITUAL.

- Luego viene el día de la Luna Llena.
Ese día solo medita. Siente la luz de la Luna Llena dentro de ti. Y al final, inclinarse y dar gracias, por haber logrado meditar todos los días, desde la Luna Menguante hasta la Luna Llena. Sé agradecido por la transformación que ya está teniendo lugar. Si tienes alguna intuición sobre cómo proceder a partir de este día, escríbela. ( Puede crear, si lo desea, un pequeño diario para seguir su proceso de transformación a través de ciclos de meditación con la Luna ).

Y siga así, haciendo estos ciclos de meditación siempre que sea posible y tanto como pueda. Armonizándote con la Luna y continuando tu autoestudio y transformación. Quizás parezca demasiado simple, pero al armonizar tu psique con los ciclos lunares, estás armonizando con Chandra-Soma. Armonizando tu propia conciencia profunda de la luz de la conciencia. Armonizando el flujo de los líquidos de tu cuerpo, que impulsan todos los procesos metabólicos del cuerpo físico, de nutrición, purificación y renovación, y de las conexiones intuitivas del sueño y la psique. Es fortalecer tu capacidad de perseverar en ti mismo, en tu paz y capacidad de descubrir lo que necesitas para tener una vida mejor, más pacífica y libre. Estás entrando en armonía con el movimiento constante de la transformación cósmica.

Lo anterior se aplica a cualquier ciclo lunar, en cualquier momento.
Pero ahora escribiré un poco sobre la situación de la Luna de Vesak. Para entender qué es esta luna, lee este enlace: 
Lua Cheia, Vesak e Baba

Para la Luna de Vesak, lo que expliqué anteriormente vale aún más. Es el ciclo de guía espiritual y transformación más poderoso del año, de mayor expansión de conciencia. Excelente oportunidad para establecer una conexión profunda con tu Maestro Espiritual interior e infinito.

Escribo este texto en abril de 2022 . Este año, la Luna Nueva que abre el ciclo de Vesak será el 30 de abril. Y la Luna Llena (Luna de Vesak), en el paso del 15 al 16 de mayo. Y este año, tanto en Luna Nueva como en Luna Llena, tendremos Eclipse .
El Eclipse es un recordatorio de que la verdadera luz sigue brillando aunque esté oculta, que todo se transforma y la luz siempre vuelve a brillar. La meditación del día del eclipse tiene el potencial para que profundices aún más en tu fuente interior, yendo más allá de tus propias sombras, que te ocultan de ti mismo. Cuanto más pueda calmar su corazón y sus pensamientos en un día de Eclipse, más concentración desarrollará. Y viceversa, en un ciclo de transformación muy positivo, lúcido y pulso de vida. Usa lo que has aprendido sobre la respiración, los latidos del corazón y el flujo mental, y profundiza tu paz interior.

Les deseo Bendiciones Divinas de Transformación, desde la Cabeza hasta las Plantas de los Pies.
Con Amor,
Y Cielo

27 de abril, 22

Meditação para Gestantes




Uma das melhores coisas que aconteceu comigo em 2021, e em todo meu percurso como Yogacharya, foi o convite que a Maternidade Santa Joana, de São Paulo, fez a mim: - Desenvolver um conjunto de instruções adequadas às mulheres grávidas, para que possam meditar, com segurança e resultado, durante o período da gestação dos bebês.

É um assunto que o destino quis que eu conhecesse, porque já fui procurado anteriormente por diversas mulheres grávidas, individualmente ou em pequenos grupos. Apesar de não fazer propaganda e manter um número pequeno de atendimentos, cheguei a atender num mesmo período nove gestantes, sem contar com diversas outras, que perdi a conta, de tempos em tempos. Já cheguei mesmo a escrever um post, neste mesmo blog, anos atrás, a respeito desse assunto: Gravidez e Meditação 

O convite da Santa Joana foi, em boa parte, estimulado por uma mamãe que trabalha na maternidade há muito tempo, que é minha aluna, e que teve a experiência de ter duas gestações, uma sem meditação, e outra com. E percebeu, claramente, a diferença e os benefícios da prática correta.


Para facilitar essa maravilhosa tarefa, e de bastante responsabilidade, quis a Mamãe Divina, senhora do Destino, que a Bianca e o Pieter-Jan ficassem grávidos do meu primeiro neto, justamente nesse momento do convite da Santa Joana. E sendo a Bianca Fiore professora de yoga formada, pudemos elaborar posturas adequadas para as mamães em gestação, que não ofereçam risco, que tragam benefícios e que sejam adequadas ao corpo das gestantes.

Esta coisa de estar Yogacharya tem momentos bem difíceis. Mas tem estes momentos divino-maravilhosos também.

Minhas instruções em meditação são sempre baseadas nos princípios fundamentais da Kriya Yoga:

Algumas das ilustrações que
produzi, exclusivamente,
para a Maternidade Santa Joana.

- Há uma primeira fase em que a praticante realiza determinadas posturas e técnicas respiratórias que irão equilibrar o eletromagnetismo do sistema nervoso, desacelerar o batimento cardíaco e o fluxo de pensamentos. Em geral a maioria das outras técnicas de meditação ignoram esta fase, dificultando muito que se alcance bons resultados, e tornando a meditação, ou ineficaz e breve demais, ou mentalmente torturante. Esta primeira fase envolve, no caso das gestantes, um processo de autoanálise, que elaborei especialmente, e que já traz o benefício embutido de estimular a mãe em gestação a se perceber melhor e criar um espaço de proteção entre ela mesma e suas preocupações.
- Há uma segunda fase, envolvendo técnica de respiração adequada, que é a meditação propriamente. Dependendo do empenho, concentração e tempo dedicados, a praticante pode alcançar resultados que vão da calma profunda a algum tipo de êxtase de felicidade.
- Há uma terceira fase, de finalização, que é de direcionamento e integração emocional, de agradecimento e reconhecimento dos aspectos estruturantes. Apesar de ser a fase mais curta em tempo de duração, é fundamental para desenvolver um processo contínuo de desenvolvimento pessoal e amadurecimento psíquico.

Para a Maternidade Santa Joana, além de textos de instrução e ilustrações, que preparei com carinho, e que serão integrados em documentos de orientação, gravei, com a equipe da maternidade, algumas aulas, que, uma vez editadas, serão disponibilizadas em vídeos de orientação passo-a-passo.

Só posso realmente agradecer esta oportunidade maravilhosa. O fundamento do mundo em que vivemos são as crianças. A qualidade da vida humana é resultado direto da dedicação a formação física, intelectual e, principalmente, emocional das crianças.  Não há tarefa mais nobre do que cuidar da infância, desde a gestação. Como dizemos em nossa linhagem de professores, - Cuide de uma criança que você estará cuidando de sua própria Criança Divina.

Poder, de alguma forma, contribuir para que mamães e seus bebês se formem em um ambiente de mais paz, portanto, amor e consciência, é uma benção para mim, e todas as pessoas da minha família. Muchas gracias, Santa Joana!

Com Amor,
Yogacharya Céu,
Equinócio de Março de 2022





Farol (Lighthouse)

 PORTUGUÊS - ENGLISH - ESPANÕL

Saúdo a Mãe Divina em todas as suas formas.
Apesar das repetidas recomendações para que não se transforme a transmissão e prática da Kriya Yoga em um negócio, jogo de poder e vaidade, ou espaço de fofocas e bisbilhotices, a história costuma se repetir de novo e de novo, há milhares de anos.
A compulsão humana por se atrair aos centros baixos de consciência é mais do que sabida por um kriyavan. E precisamos estar atentos, se quisermos algum progresso real na prática. Os anos podem passar, o contato com os Gurus pode acontecer, e isso não significar nada, ir pelo ralo, se não existir essa atenção.
Esta é uma recomendação milenar dos Vedas. A decadência da civilização bramânica se deu por esquecer essa recomendação.
Também é uma recomendação de Paramahamsa Hariharananda, que deixou o corpo físico há pouco mais de 20 anos.
Lahiri Mahasaya alertava também para esse risco, e para como a institucionalização da transmissão da Kriya interrompe a linhagem.
O donativo da iniciação é frequentemente mal-entendido, porque nossa sociedade está exageradamente iludida em associar dinheiro a compra, pagamento e posse. O princípio do Yajna, que envolve os donativos no ritual da iniciação, é de fato difícil de entender sem uma Consciência Espiritual clara. Mas é o mínimo que se espera, ao menos dos Yogacharyas responsáveis por transmitir a Kriya Yoga. E que busquem instruir seus alunos nessa direção de entendimento. E não o contrário.
Mas ainda mais perigoso do que o atrativo financeiro, é o atrativo de poder. Velha história... Jesus Cristo não foi crucificado por expulsar os mercadores do templo, mas por ser uma ameaça ao poder dos sacerdotes.
O que pode ser mais triste do que transformar a oportunidade da libertação espiritual, em um beco sem saída da ilusão material e temporal?
O trabalho dos Gurus é humilde e nobre.
I salute the Divine Mother in all her forms.
Despite repeated recommendations not to turn the transmission and practice of Kriya Yoga into a business, a game of power and vanity, or a space for gossip and snooping, history has often repeated itself over and over again for thousands of years.
The human compulsion to be drawn to the lower centers of consciousness is well known to a Kriyavan. And we need to be on the lookout if we want any real progress in practice. Years can go by, contact with Gurus can happen, and it doesn't mean anything, all going down the drain, if there is no such attention.
This is a millennial recommendation from the Vedas. The decline of Brahmanical civilization was due to forgetting this recommendation.
It is also a recommendation from Paramahamsa Hariharananda, who left the physical body just over 20 years ago. Lahiri Mahasaya also warned of this risk, and of how the institutionalization of Kriya transmission interrupts the lineage.
Initiation donation is often misunderstood, because our society is overly deluded into associating money with purchase, payment, and possession. The principle of Yajna, which involves donations in the ritual of initiation, is indeed difficult to understand without a clear Spiritual Consciousness. But it is the least that is expected, at least from the Yogacharyas responsible for transmitting Kriya Yoga. And that they seek to instruct their students in this direction of understanding. And not the other way around.
But even more dangerous than the financial lure is the lure of power. Old story... Jesus Christ was not crucified for driving the merchants out the temple, but for being a threat to the power of the priests.
What could be sadder than turning the opportunity for spiritual liberation into a dead end of material and temporal illusion?
The work of Gurus is humble and noble.
Saludo a la Madre Divina en todas sus formas.
A pesar de las reiteradas recomendaciones de no convertir la transmisión y práctica de Kriya Yoga en un negocio, un juego de poder y vanidad, o un espacio para chismes y habladurías, la historia se ha repetido muchas veces una y otra vez durante miles de años.
La compulsión humana de ser atraído a los centros inferiores de conciencia es bien conocida por un kriyavan. Y debemos estar atentos si queremos algún progreso real en la práctica. Pueden pasar los años, puede darse el contacto con los Gurús, y no significa nada, irse por el desagüe, si no hay tal atención.
Esta es una recomendación milenaria de los Vedas. La decadencia de la civilización brahmánica se debió al olvido de esta recomendación.
También es una recomendación de Paramahamsa Hariharananda, quien dejó el cuerpo físico hace poco más de 20 años.
Lahiri Mahasaya también advirtió de este riesgo, y de cómo la institucionalización de la transmisión de Kriya interrumpe el linaje.
La donación de iniciación a menudo se malinterpreta, porque nuestra sociedad se engaña demasiado al asociar el dinero con la compra, el pago y la posesión. El principio de Yajna, que involucra donaciones en el ritual de iniciación, es ciertamente difícil de entender sin una clara Conciencia Espiritual. Pero es lo mínimo que se espera, al menos de los Yogacharyas encargados de transmitir Kriya Yoga. Y que busquen instruir a sus alumnos en esta dirección de comprensión. Y no al revés.
Pero aún más peligroso que el señuelo financiero es el señuelo del poder. Vieja historia... Jesucristo no fue crucificado por expulsar a los mercaderes del templo, sino por ser una amenaza para el poder de los sacerdotes.
¿Qué podría ser más triste que convertir la oportunidad de liberación espiritual en un callejón sin salida de ilusión material y temporal?
El trabajo de los Gurús es humilde y noble.
Com Amor,
Y Céu 22 FEV 06

Seva

Ford Madox Brown ( 1821-1893 ), 
Jesus lavando os pés de Pedro, 1852-56, óleo sobre tela,
Tate Gallery, Londres.
(do sânscrito Sevaa)

Seva é servir desinteressadamente, sem interesse em benefícios pessoais.
É uma maneira de melhorar as relações de uma comunidade, promover o bem comum e elevar o padrão moral de quem pratica. Seva é uma forma de expressar Amor.

Seva em sânscrito quer dizer prestar um serviço, ou atender alguém, pela alegria de o fazer, repetidas vezes. Tradicionalmente Seva, que é o trabalho voluntário sem expectativas de retorno, é um companheiro da prática de meditação.

Meditar com disciplina exige esforço e traz inúmeros benefícios. Mas há o risco da pessoa praticante desenvolver “ego espiritual”. Em outras palavras, achar que é uma pessoa superior às outras, porque medita. Esse isolamento, que desemboca em um narcisismo prejudicial, acaba por afastar o meditador dos benefícios principais da meditação, que são o amor, a alegria, a humildade espiritual, o senso de irmandade universal e a compaixão. Surge então a recomendação da prática de seva. Dedicar algum tempo para fazer algo de bom para outras pessoas, principalmente as necessitadas, e, se possível, com as quais não tenhamos nenhum relacionamento pessoal, de nenhum tipo. E com uma postura e atenção humilde, de servir.

O maior desafio da Seva é não esperar nada em troca, nem mesmo um agradecimento. E não sair contando para todo mundo o que você fez. Ser discreto. E nesse ponto a prática de Seva também se torna uma meditação profunda. Observar nossos próprios pensamentos e emoções, para conseguirmos nos manter isentos de expectativa. É uma experiência de autoconhecimento bastante intensa.

Somos treinados desde crianças a fazer algo esperando um retorno. E nesse processo, muitos de nós esquecemos o poder da doação, pois transformamos tudo em trocas, inclusive os relacionamentos pessoais.

A prática de Seva pode ser libertadora em diversos sentidos. Fazer o bem, pelo objetivo único de promover o bem, tem efeito terapêutico para a comunidade, e principalmente para quem pratica.

Reserve, por exemplo, um par de horas por mês. Ou apenas uma hora. E doe esse tempo para alguém. Nosso tempo com alguém é algo que o dinheiro não pode substituir, ainda que doar dinheiro, alimento e recursos materiais, também possa ser bom e necessário.

Você pode procurar alguma organização que preste serviços voluntários e colaborar. Ou ter alguma iniciativa pessoal, desde que com orientação de quem conhece o assunto.
Há quem cozinhe e ofereça os alimentos em orfanatos ou asilos. Há quem vá fazer companhia para órfãos, asilados ou enfermos. Presta auxílio em centros de valorização da vida, dá aulas, auxilia estudantes com dificuldades etc.

Pesquise e faça seu melhor.
 E não espere nada em troca. Interessantemente, quanto menos esperar em retorno, mais vai receber, espiritualmente. E ainda assim, é necessário se esforçar para não esperar nada. É também um exercício de desapego e de aprimoramento da consciência do poder de doar. É Amor em prática.

A Ressurreição dos Filhos do Brâmane

 

26 de agosto de 2021 contei e estudamos um pouco a história do Bhagavatan Purana X, "A Ressurreição dos Filhos do Brâmane" (ou dos Brâmanes).

A aluna do grupo de Meditação Básica, Vitória Leopoldina, fez umas perguntas bem interessantes, depois da aula, e estou postando aqui, para quem se interessar. Quem quiser conhecer a história, procure no Bhagavatan.


1- Céu, sobre a história de ontem, fiquei examinando interessante isso de eles terem que atravessar toda a existência para encontrar a si mesmos e isso do sete, sete mundos, sete oceanos... Interessante esse número, são sete dias o nosso ciclo da lua e da semana, digo parece uma metáfora de atravessarmos o nosso cotidiano, a nossa própria existência para encontrar esse nosso eu humano e supremo em outro nível. é isso?

Sim, isso mesmo. Sete é um número que representa todos os níveis possíveis da existência humana. É quase um arquétipo, porque aparece com esse significado em diversas culturas. No Budismo são os sete fatores da iluminação. No Islão o peregrino dá sete voltas em torno da Kaaba. Para os Sufi são sete os pilares da sabedoria. São sete as estrelas principais das Plêiades. No Antigo Testamento, sete sacerdotes tocando sete trombetas deram sete voltas em torno de Jericó e no sétimo dia derrubaram suas muralhas. São sete os pedidos do Pai Nosso. Maria Madalena (Lucas 8:2) se purifica ao expelir sete demônios. No Apocalipse (Revelação), 1:12 Jesus surge no meio de sete luzes (candeeiros), além dos sete selos 5:1, as sete tochas que são os sete espíritos de Deus 4:5, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc. Sete notas musicais, sete cores do arco-íris e eu poderia passar 7 x 7 dias lembrando setes. (Mas meu preferido continuaria sendo os sete anões da Branca de Neve).

Na Yoga e no significado védico específico dessa história, sete representa, como eu disse acima, os sete níveis da existência humana, que se projetam na coluna vertebral (que é o próprio arco Gandiva), em sete chakras principais:

1- Sobrevivência e acúmulo material
2- Sexualidade e família
3- Alimentação e poder físico
4- Emoções
5- Comunicação e ideias
6- Consciência de si
7- Consciência espiritual

Arjuna tem enorme conhecimento e é capaz de visitar todos os planos da existência, materiais e astrais. Arjuna é o guerreiro espiritual, cujo arquétipo no tarot é o arcano número sete. Mas precisa de Krshna para ir ALÉM da existência, além de tudo que pode, e chegar na causa original, além de tudo que é manifesto e é a própria fonte da manifestação.


2- Mas fiquei pensando, por que uma cobra de mil cabeças? Digo, poderia ser tantos outros seres, é um símbolo?

Cobras e serpentes são um dos arquétipos mais presentes no imaginário e no inconsciente de todas as culturas, todas as épocas e lugares. E não é diferente na mitologia das Puranas. Há no entanto aqui, simbologias bem distintas:
A- Serpentes podem representar os vícios humanos, como na contraposição entre a águia Garuda, que representa a ação purificadora de Lei Cósmica, e seus inimigos ancestrais, as 1000 serpentes.
B- Cobras surgem como Nagas, principalmente nas Puranas com raízes em culturas xamânicas (até hoje as Nagas são reverencidas no Ladak, por exemplo). São Espíritos da Natureza fonte de poder, medicina e conhecimento.
C- Cobras de tamanho fabuloso, como Ananta, nesta história que estudamos, simbolizam o infinito. A palavra Ananta quer dizer “imensurável, o que não pode ser medido”. Em todas as culturas, o sentimento de SUBLIME é despertado por aquilo que não se consegue perceber o fim, aquilo que leva ao infinito. Nesta história Ananta é descrita como branca resplandecente, mas com a goela azul o mais profundo, que são os dois aspectos luminosos do cosmos infinito. Outra cobra infinita nesta mesma mitologia é Kala, que quer dizer “Tempo”.

Ananta, que é o leito da Divindade Suprema, suspensa no Oceano Infinito da Luz ou da Escuridão, representa também todos os seres viventes, já que são eles o próprio reflexo e suporte da manifestação Divina. O número 1000, nesta mitologia, é sinônimo de Infinito. Dizer 1000, ou dizer infinito, é a mesma coisa. Mil cabeças querem dizer então infinitos seres viventes. Mas repare que são 2000 olhos. Isso quer dizer que todas essas infinitas cabeças estão no mundo da dualidade. Ou seja, ignoram que são a manifestação divina, mesmo sendo sua própria sustentação.
D- A cobra também está associada à força vivente na coluna vertebral, a Kundalini. Neste caso, esta é a serpente que pode ser, dependendo do despertar da consciência de cada um, cada uma das três que descrevi acima:
- Pode se manifestar em vícios, quando agindo na inconsciência e na ilusão. (material)

- Pode ser a força mística de cada ser. (astral)
- Pode ser o caminho para o infinito, a consciência suprema realizada. (causal)


3- E o que significa 10 mortes levarem a essa busca atravessando toda a existência? É uma representação também?

São mortes de recém-nascidos. Ou seja, estão em desacordo com a harmonia da Vida. E não apenas uma, mas diversas, seguidamente, para que não reste dúvida de que algo está errado. E no reino de Krshna, que é um Avatar – alguém cuja missão, propósito da existência, é restaurar o Dharma, que é a Harmonia Espiritual, a Lei Universal. Realmente algo está completamente fora do lugar, nos diz o início da narrativa.

A mensagem da história é que aquilo que parece estar muito errado com o mundo, com a comunidade onde estamos, é um chamado para a ação. Um impulso para buscarmos nossa razão de existir, nosso senso de fraternidade, de amor ao próximo e, mais que tudo, a fonte de nossa consciência Espiritual. Há quem diga que o fato de Deus permitir que haja tanta injustiça e sofrimento é a prova de que ele não existe. Mas a história nos diz que esses são exatamente os chamados para sairmos da comodidade de nosso egoísmo, de nosso narcisismo, e nos tornarmos como Arjuna, guerreiros Espirituais. Ou seja, enfrentarmos nossa ignorância e buscarmos a Suprema Consciência.

Arjuna busca as crianças mortas em todos os mundos e planos da existência. E não encontra. E ele fez isso por seu amor pelos pais das crianças, pelas crianças e principalmente por seu amigo Krshna. Mas o próprio Krshna sabia onde estavam as crianças e é quem leva Arjuna a elas, depois que este esgota todos seus recursos. Ou seja, tudo aquilo era apenas um teste, uma prova, para incentivar Arjuna a expandir sua consciência e agir, realizando seu valor e amor ao próximo e à Divindade. O agir, o esforço, a ação amorosa, o senso de sacrifício de Arjuna eram o objetivo de tudo, e não encontrar as crianças. Porque elas estavam o tempo todo bem abrigadas no coração da Suprema Existência. Tudo era apenas uma ilusão de sofrimento para mover Arjuna e permitir a realização plena de seu potencial espiritual. E uma vez que ele luta com todas as suas forças, por compaixão aos outros, chegando ao ponto do completo desapego, oferecendo-se para sacrifício até mesmo físico, a Divindade se revela e o abençoa com a Suprema Visão.

De fato, observo que a maioria das pessoas que dizem estar buscando conhecimento e evolução espiritual, em todos os grupos que conheci, e mesmo nas nossas sanghas da Kriya, estão buscando apenas para elas próprias. Para resolver seus próprios problemas, para aprimorarem a si mesmas e se livrarem do próprio sofrimento, ou por ego espiritual, para se julgarem superiores a outras pessoas que não buscam. Raras as que buscam espiritualmente porque estão preocupadas com o sofrimento alheio. E não vejo que exista ensino, técnica, prática de qualquer tipo que possa mudar isso. A decisão de olhar para os outros e amá-los tanto quanto se ama a si mesmo ainda é puro livre-arbítrio. Mas talvez seja o único movimento verdadeiro, que realmente leva a alcançar o entendimento supremo, a Realidade Transcendental.

Arjuna já era vitorioso mesmo antes de realizar todos os feitos que realizou nessa história e alcançar a Graça Divina, porque desde o início se moveu pelo Amor aos semelhantes e ao seu amigo Krshna, e não por narcisismo egóico. Firmou-se em si (- Não sou tão poderoso quanto os outros, mas sou Arjuna e tenho meu arco Gandiva, posso lutar e, se não conseguir ao menos terei lutado) e foi em frente, disposto ao sacrifício (sacro ofício, consagrar a ação, tornar-se um com o Sagrado).

Quanto ao número de crianças mortas, dez, não sei se é um número qualquer ou realmente simboliza algo específico. O mais importante, me parece, é que significa que “passou do limite, passou de qualquer ponto tolerável”.

O dez é o número mais básico e próximo de nós como limite matemático. Mesmo quem não tem nenhum conhecimento sabe usar os dez dedos da mão para contar. E o limite é justamente dez.

Alguns textos védicos, nos quais o próprio Baba Hariharananda se apoia, dizem que dez são as direções no mundo físico (norte-sul-leste-oeste-nordeste-noroeste-sudeste-sudoeste-acima-abaixo) e dez são os sentidos do mundo físico (visão-olfato-paladar-audição-tato-sexo-excreção-andar-manipular e mente). Dez seria então o limite da nossa experiência no mundo material e a partir daí, esgotado, começamos a perceber que a busca, de fato, está além desse limite.

Mas se alguém tiver uma explicação melhor para esse dez, ou para todas essas perguntas da nossa amiga Vitória, também estou querendo saber.

Com Amor

Y Céu


Carta Abierta - Open Letter - Carta Aberta

Esta es una carta abierta de Yogacharya Céu a kriyayogins y yogacharyas
This is an open letter from Yogacharya Céu to kriyayogins and yogacharyas
Esta é uma carta aberta do Yogacharya Céu aos kriyayogins e yogacharyas

ESPANÕL - ENGLISH – PORTUGUÊS


ESPANÕL

Guru Purnima, 2021

Hari Hara Om
Guru Kripa Hi Kevalam
Saludo a todos los Bienaventurados Iluminados, Seres Sagrados de todas las culturas y direcciones.

Yogi Swami Sarveshwarananda Giri dejó el cuerpo físico hace una luna, el 25 de junio. Durante este período he estado preparándome para escribir esta carta abierta, con el objeto de ofrecerles lo mejor que pueda y sugerir a los queridos estudiantes kriyayogins de Yogiji una dirección a seguir de ahora en adelante. Sigo siendo una persona con limitaciones y defectos, por lo que les pido a los gurús que bendigan mis pensamientos y mis palabras, para que me sea posible, pese a mi imperfección, ser su instrumento.

En este período de 21 años en el que conviví con Swamiji, en un momento dado nos miramos profundamente a los ojos y nos reconocimos como hermanos. Así que yo podría reunir muchas historias y hechos sobre ese tiempo en el que estuvimos juntos, para contarles sobre su gracia, alegría y disposición divina. Podría, sin éxito, intentar explicarles, qué me provocó su repentina partida. Pero me atendré a lo que creo ser lo más importante para aquellos que verdaderamente buscan la conciencia del Kriya.

Esencialmente, sea siempre honesto y sincero, consigo mismo y con los demás. Déjese guiar por la humildad y el Amor. Y busque tan solo al Gurú. No se deje engañar por los adornos de la forma: que uno tenga barba, viene de la India y se vista de colores naranja no significa que sea un verdadero gurú. No se deje engañar por las trampas del ego y la vanidad, ni del tuyo ni de los demás: los narcisistas hacen lo que sea por conseguir seguidores y no son gurús.

Cuando estuve por primera vez ante la forma física de Baba Hariharananda, me encontraba en el ashram de Homestead. En este momento, tenía más de dos décadas de experiencia vivida con organizaciones religiosas y humanitarias. También me había dedicado a lo largo de este periodo a estudiar otras prácticas avanzadas de meditación y el despertar de la conciencia. Esta experiencia previa me permitió reconocer fácilmente que el Kriya Yoga, que recibí de Baba, es superior a cualquier otra experiencia que había tenido. Y también darme cuenta de que alrededor de Baba orbitaban diferentes tipos de criaturas. Algunas muy políticas y con agendas de poder, dinero y vanidad. ¡Ojo! Campo minado.

No hay nada que supere, para un mortal ignorante, la Gracia Divina del Divino Maestro.

A quienes preguntaban cuál es el significado de su nombre, Swami Sarveshwarananda solía responderles: “Alegría Divina en todas las cosas”. Pero esta respuesta, que no es exactamente precisa, nos dice mucho sobre su carácter. El significado más aproximado sería "Bendición del Poder del Supremo Señor Divino" o "Poder del Absoluto". 

Una vez le mencioné esto, en tono de pregunta, pero ya sabía que su modestia, humildad y reverencia hacia Baba Hariharananda serían la respuesta. Él, de forma muy simple y sin afectación, me explicó que cuando recibió su nombre monástico de Baba, se sorprendió. Le pareció demasiado, pero no quiso cuestionarle al Gurú, y encontró, como solución, esta respuesta. Me dijo: - ¿Qué puede ser más poderoso y divino que la alegría? Y en TODAS las cosas…

Así era nuestro amado Yogiji. Una persona que JAMÁS acudiría a Baba a pedirle que lo llamaran Paramahamsa, para fines de marketing personal. Cuando, tras el Mahasamadhi del Amado Gurú, fue vilmente traicionado por un compañero monje, no le guardó rencor, y hasta el final de su vida jamás pronunció una palabra de deshonra sobre esta pobre alma. Al contrario, siempre encontraba la forma de ver y hablar algo positivo sobre él.

Sarveshwarananda no alcanzó, al menos en la vida material, la conciencia absoluta. Así como ningún otro discípulo o discípula de Baba. Hasta donde sabemos, hasta el momento, solo Rajarshi Raghabananda alcanzó el estado de Savikalpa. E inducido por Sree Hariharananda. Nuestro querido Sree Rajarshi siempre cultivó la humildad de admitirlo, al no permitir, como muchos otros, que se crearan falsas mitificaciones. Siempre se mantuvo fiel a la misión de la Verdad y la Liberación. Estoy absolutamente seguro de que esta actitud le trajo y sigue trayendo bendiciones a él y a todos los que lo cultivan en su corazón.

Del mismo modo, Sarveshji continuó trabajando pacientemente a lo largo de los años por la memoria libre del auténtico linaje del Kriya Yoga. Entre todos los yogacharyas y discípulos directos de Baba con quienes conviví, él fue el único que, frente a mí, supo reconocer un error y tratar de corregirlo. Como dice Baba, el error no es para el error, el error es para corrección. Pero siguen siendo muy raras las almas que tienen esta conciencia. Yo mismo no sé si soy capaz de este tipo de actitud. Soy tan solo un pequeñísimo yogacharya y, al menos, lo admito.

Si quiere algunos consejos de este pequeño profesor para su viaje, preste atención:

Cuando Baba Hariharananda dejó el cuerpo físico, Sarvesh estuvo dos años en retiro en el las Himalayas y nos quedamos sin maestro. Lo que mantuvo encendida la luz que nos guió a mí y a nuestra modesta sangha en São Paulo fue el trabajo de seva del Arca del Amor. Por cierto, creada por la alegre inspiración de Sarvesh Babaji. Si desea profundizar su claridad espiritual, acuérdese de esto. Dedicar algo de su tiempo, y de su trabajo, con Amor, a los que más lo necesitan, sin esperar nada a cambio. Éste es el camino de la Gracia. Pero asegúrese de no esperar nada a cambio. Una paradoja...

¡Ojo!

Tenga cuidado con aquellos que utilizan el Kriya Yoga para ganar dinero o para sus realizaciones personales. Y no sea usted esta persona. Si lo que quiere es su realización personal y dinero, búsquelo en una carrera profesional, en su trabajo para la comunidad, para el mundo. Si quiere trabajar y pagar sus cuentas con algo en la órbita del Kriya Yoga, desempéñese como terapeuta o médico ayurveda, masajista thai, acupunturista, profesor de Vedanta, consultor de Jyotisha, etc. Pero preserve el Kriya Yoga de los deseos materiales. El Kriya Yoga tiene que ver con el desapego y la humildad.

Entiendo que un yogacharya es un conserje, con una escoba y un cubo de agua que, modestamente, mantiene la puerta limpia y abierta. Y así, pendiente de que la puerta esté libre de impedimentos para que otros puedan pasar, poco a poco va realizando el trabajo del Gurú, de quien es mero - pero divino - testigo.

Tenga cuidado con las grandes organizaciones que inevitablemente corrompen la transmisión del Kriya Yoga. Una de ellas, famosa, lanzó hace unos años un libro, en tres grandes volúmenes que, según se lee en la portada, fue escrito por Paramahansa Yogananda. El libro es falso, no fue escrito por él. Al leerlo con atención, en sus líneas, de forma disfrazada reconocen esto. Pero el intento de engañar al lector y ganar dinero es evidente. Otra gran organización está dirigida por un exalumno que, poco después del mahasamadhi del Gurú, ya estaba yendo en contra de las enseñanzas del propio Gurú sistemáticamente, mediante una estrategia de marketing financiero. Y sigue haciéndolo hasta el día de hoy.

Mucho mejor es una pequeña sangha de buscadores sinceros, que ayudan y colaboran con modestia y fraternidad. El trabajo de los Gurús y la Madre Divina es noble en su propia humildad. No hay necesidad de pompa. Todo lo contrario. Recuerde a Sree Lahiri Maharaj.

Por cierto, cuidado con los libros. No se deje engañar por la cantidad. Hay pocos imprescindibles y muchos innecesarios. Baba Hariharananda escribió poco en comparación con otros maestros, pero pulió diamantes.

Cuidado con los chismes. No sea un chismoso.

Tenga cuidado con los yogacharyas que utilicen las enseñanzas de los Gurús como moneda de cambio para ganar poder sobre sus estudiantes y alimentar la ilusión narcisista de que son superiores a sus alumnos. Están lejos, perdidos en el ego y ni siquiera lo saben. Kriya Yoga no es una carrera, no es una competencia. El Gurú es la generosidad misma... Pero no echa perlas a los cerdos.

Ser un Yogacharya es desarrollar la capacidad de escuchar el Alma de otra persona. Y para eso, es necesario el desapego total del ego y la vanidad, y la completa realización de su propia Alma. Solo un maestro consumado es un verdadero Yogacharya. El resto, tenemos que apoyarnos mutuamente y hacer lo mejor que podamos y un poco más.

La transmisión del Kriya Yoga es personal. La proximidad física y el esfuerzo por esta proximidad forman parte del proceso. La INICIACIÓN se lleva a cabo frente al yogacharya, con ambas personas presentes en el mismo lugar geográfico. Tenga cuidado con las ilusiones de las redes sociales y la tecnología moderna. Hay una ilusión de cercanía que lo único que hace es agregarle otra capa de velos a tantos otros velos de Maya.

No se preocupe si el Gurú ya no está en su cuerpo físico. Si realmente está buscando una respuesta, una guía, usted la encontrará. Siga puliendo su propia conciencia con las técnicas de Kriya que ya haya recibido. No se preocupe por el grado de la técnica. Para el buscador sincero, lo único necesario es la respiración. En la cima. El verdadero Gurú es generoso y usted, lo que realmente necesita, es saber reconocer las fantasías de su propio ego, para poder discernir entre la manifestación del Alma Inmortal y un delirio narcisista.

Esto se lo voy a decir solo para que se tranquilice y sepa que es posible: He recibido, y sigo recibiendo, innumerables darshans directos, guiándome, tanto en la técnica de Kriya como en respuesta a preguntas intrincadas y aparentemente sin respuesta, guiando mi vida personal, física, emocional y espiritual. El Maestro Divino está presente entre nosotros.

La victoria del maestro es que el alumno aprenda la lección y se convierta también en un maestro. La victoria del Gurú es la liberación del alumno. Jai Guru Dev

Me inclino a los Gurús y a su amado discípulo Yogiji Sree Swami Sarveshwarananda Giri, quien camina eternamente, liberado por la luz amorosa de su esfuerzo alegre, por los armoniosos campos en flor del piedemonte.

Me inclino ante el Océano Infinito de Luz y Paz. Me inclino para que la Verdad del Amor quede eternamente inscrita en el oro de mi corazón. Me inclino al poder absoluto de la manifestación Divina en cualquier circunstancia. Me inclino a la sabiduría liberadora de los Niños Kumaras.

No me dejen nunca.

Con Amor, Amor, Amor. Con Alegría,



ENGLISH

Guru Purnima, 2021

Hari Hara Om
Guru Kripa Hi Kevalam
I greet all the Enlightened Blessed Ones, Holy Ones from all cultures and directions.

Yogi Swami Sarveshwarananda Giri left his physical body a moon ago on the 25th of June. During this period, I have been preparing to write this open letter. The aim is to offer, to the dear kriyayogin students of Yogiji, the best I can, a guidance to keep forward. I am still a person with limitations and defects, and so I ask the Gurus to bless my thoughts and my words, so that I can, however imperfect, be their instrument.

In this 21-year period that I lived with Swamiji, at one point, we looked deeply at each other and recognized each other as brothers. So, I could string together many stories and facts about this past time together, to talk about his grace, joy, and divine disposition. I could try to explain, unsuccessfully, what his sudden departure caused me. But I will stick to what I believe is fundamental to those who truly seek Kriya consciousness.

Essentially, always be honest and truthful, with yourself and others. Be guided by humility and Love. And just seek the Guru. Don't let yourself be fooled by the trappings of the form: it´s not because someone has a beard, is from India and dresses in orange, that is a true guru. Don't let yourself be deceived by the traps of ego and vanity, neither the one of yourself nor the one of the others: Narcissists do everything they can to have followers, and they are not gurus.

When I first encountered the physical form of Baba Hariharananda, it was at the Homestead Ashram. At that time, I had already more than two previous decades of well-lived experience with religious and humanitarian organizations. I also had had that same time of study of other advanced practices of meditation and awareness raising. This previous experience allowed me the ease of recognizing that the Kriya Yoga, which I received from Baba, is superior to any other experience I had ever had. And to realize that around Baba, different kinds of creatures orbited. And some very political, with agendas of power, money, and vanity. Watch out, minefield!

There is nothing that surpasses, for an ignorant mortal, the Divine Grace of the Divine Master.

Swami Sarveshwarananda used to answer those who asked the meaning of his name: "Divine joy in all things." But this answer, that is not exactly accurate, says a lot about his fineness. The closest common meaning is "Blessing of the Power of the Supreme Divine Lord." or “Power of the Absolute”.

I once mentioned this to him, in a questioning tone, but already knowing that his modesty, humility and reverence to Baba Hariharananda were the answer. He simply and without affectation explained to me that when he received his monastic name from Baba, he was surprised. He thought it was too much, but he didn't want to question the Guru. So, he found, as a solution, that answer. He told me: -What can be more powerful and divine than Joy? And in ALL things...

Such was our beloved Yogiji. NEVER a person who would go to Baba ask to be called Paramahamsa, for personal marketing purposes. When, after the Mahasamadhi of the Beloved Guru, he was vilely betrayed by a fellow monk, he held no grudges, and to the end of his life he never uttered a word of discrediting about that poor soul. On the contrary, he always found some way to observe and quote something positive about him.

Sarveshwarananda has not attained, at least in material life, absolute consciousness. Just like no other disciple of Baba. As far as we know, so far, only Rajarshi Raghabananda knew Savikalpa. And by Sree Hariharananda's induction. And our dear Sree Rajarshi has always cultivated the humility to admit this, not having, like many others, allowed false myths to be created. He always remained faithful to the mission of truth and liberation. I am sure that this attitude has brought and brings blessings to him, and to all who cultivate him in their hearts.

Likewise, Sarveshji patiently continued to work over the years for the liberated memory of the authentic Kriya Yoga lineage. And of all the yogacharyas and direct disciples of Baba with whom I was acquainted, he was the only one who, in front of me, recognized an error and seek to correct it. As Baba says, an error is not for error, an error is for correction. But the souls who have this awareness are still very rare. I don't know if I'm capable of that kind of attitude. But I'm just a tiny yogacharya, and at least I don't hide it.

If you want some advice from this little teacher, for your journey, pay attention:

When Baba Hariharananda left the physical body, and Sarvesh went to his two-year retreat in the Himalayas, we were left without a teacher. What kept the light north for me and our modest sangha in São Paulo was the seva work of the Ark of Love. Incidentally, created by the joyful inspiration of Sarvesh Babaji. If you want to develop spiritual clarity, remember this. Giving a little of your time, and your work, with Love, to those in need, without expecting anything in return, is the way to Grace. But be sure to be careful not to expect anything in return. Paradox...

Caution.

Beware of those who use Kriya Yoga to make money or to ego projection. And don't be you such a person. If you want personal fulfillment and money, go for it in a professional career, in your work for the community, for the world. If you want to work and pay your bills with something in the Kriya Yoga orbit, train as an Ayurvedic therapist or doctor, Thai massage therapist, acupuncturist, Vedanta teacher, Jyotisha consultant, etc. But preserve Kriya Yoga from material desires. Kriya Yoga is about detachment and humility.

I understand that a yogacharya is a janitor, with a broom and a bucket of water, who modestly keep the door clean and open. And so, attentive to keeping the door unhindered so that others can enter, he gradually carries out the work of the Guru, of whom he is a mere but divine witness.

Beware of large organizations that inevitably corrupt the transmission of Kriya Yoga. One of them, famous, a few years ago, released a book, in three large volumes, which they put on the cover that it was written by Paramahansa Yogananda. And the book is fake, it wasn't written by him. If you look carefully inside the book, you will find that, in a disguised way, they admit it. But the attempt to deceive the reader, to make money, is evident. Another large organization is led by a former student who, shortly after the Guru's Mahasamadhi, was already contradicting the Guru's own teachings. Systematically, by financial marketing strategy. And he continues to do that to this day.

Much better is a small sangha of sincere seekers, who help and collaborate with modesty and fraternity. The work of the Gurus and the Divine Mother is noble in its own humility. No need for pomp, on the contrary. Remember Sree Lahiri Maharaj.

By the way, beware of books. Don't be fooled by quantity. There are few essentials and many unnecessary. Baba Hariharananda wrote little compared to others. But he cut diamonds.

Beware of gossip. Don't be a gossip.

Beware of yogacharyas who want to use the Gurus´ teachings as a bargaining chip to gain power over their students and feed the narcissistic illusion that they are superior to their students. They are far away, lost in the ego, and they don't even know it. Kriya Yoga is not a race, it is not a competition. The Guru is generosity itself... But he does not give pearls to pigs.

To be a Yogacharya is to develop the ability to listen to another's Soul. And for that, total detachment from ego and vanity is necessary, and complete realization of its own self Soul. Only an Accomplished Master is a true Yogacharya. The rest, we need to support each other and do the best we can and a little more.

The transmission of Kriya Yoga is personal. Physical proximity and the effort of that proximity are part of the process. The INITIATION is face to face to a Yogacharya, both people present in the same geographical spot. Beware of the illusions of social media and modern technology. There is an illusion of closeness that just adds another layer of veils to the many veils of Maya.

Don't worry if the Guru is no longer in the physical body. If you are really looking for an answer, for guidance, it will come. Keep polishing your own consciousness with the Kriya techniques you have already received. Don't worry about the technique's degree number. For the sincere seeker, breathing is enough. On the top. The true Guru is generous and you, what you really need, is to know how to recognize your own ego's fantasies, to discern what is the manifestation of the Immortal Soul, and what is narcissistic delusion.

I say to you, just so you can reassure yourself and know that it is possible: I have received, and continue to receive, countless direct darshans, guiding me, both in the Kriya technique, as well as in answering intricate and apparently unanswered questions, as well guiding me in my personal, physical, emotional, and spiritual life. The Divine Master is present among us.

The teacher's victory is that the student learns the lesson and becomes a teacher as well. The Guru's victory is the student's freedom. Jai Guru Dev.

I bow to the Gurus and their beloved disciple Yogiji Sree Swami Sarveshwarananda Giri, who walks eternally, freed by the loving light of his joyous effort, through the harmonious flowering fields of the piedmont

I bow before the Infinite Ocean of Light and Peace. I bow so that the Truth of Love is eternally inscribed on the gold of my heart. I lean to the absolute power of Divine manifestation in any circumstance. I lean towards the liberating wisdom of the Kumara Children.

Don't ever leave me.

With Love, Love, Love. With Joy,



PORTUGUÊS

Guru Purnima, 2021

Hari Hara Om
Guru Kripa Hi Kevalam
Saúdo a todos os Iluminados Seres Abençoados, Seres Sagrados de todas as culturas e direções.

O Yogi Swami Sarveshwarananda Giri deixou o corpo físico há uma lua, no dia 25 de junho. Durante esse período estive me preparando para escrever esta carta aberta. O objetivo é oferecer o melhor que posso, como sugestão de orientação para prosseguir, aos queridos estudantes kriyayogins de Yogiji. Ainda sou uma pessoa com limitações e defeitos, e assim peço aos Gurus que abençoem meus pensamentos e minhas palavras, para que eu possa, ainda que imperfeito, ser seu instrumento.

Nesse período de 21 anos que convivi com Swamiji, em dado momento, nos olhamos profundamente e nos reconhecemos irmãos. Assim, eu poderia enfileirar muitas histórias e fatos sobre esse tempo que passou, para contar de sua graça, alegria, e divina disposição. Eu poderia tentar explicar, sem sucesso, o que sua súbita partida me causou. Mas vou me ater ao que acredito fundamental àqueles que buscam verdadeiramente a consciência Kriya.

Essencialmente, seja sempre sincero e verdadeiro, com você e com os outros. Paute-se pela humildade e pelo Amor. E apenas busque o Guru. Não se deixe iludir pelas armadilhas da forma: não é porque tem barba, vem da Índia, e se veste de laranja, que alguém é um verdadeiro guru. Não se deixe iludir pelas armadilhas do ego e da vaidade, nem de você mesmo e nem de outros: Os narcisistas fazem de tudo para terem seguidores, e não são gurus.

Quando estive pela primeira vez diante da forma física de Baba Hariharananda, isso foi no Ashram de Homestead. Na época eu já tinha mais de duas décadas anteriores de experiência bem vivida com organizações religiosas e humanitárias. Também já tinha esse mesmo tempo de estudo de outras práticas avançadas de meditação e despertar da consciência. Essa experiência prévia me permitiu a facilidade de reconhecer que a Kriya Yoga, que recebi de Baba, é superior a qualquer outra experiência que eu já tivera. E também perceber que, ao redor de Baba, orbitavam diversos tipos de criaturas. E algumas bem políticas e com agendas de poder, dinheiro e vaidade.  Cuidado, campo minado.

Não há nada que supere, para um mortal ignorante, a Divina Graça do Divino Mestre.

Swami Sarveshwarananda respondia aos que perguntavam o significado de seu nome: “Alegria Divina em todas as coisas”. Mas essa resposta que ele dava, que não é propriamente exata, diz muito de seu caráter. O significado comum mais aproximado é “Benção do Poder do Supremo Senhor Divino.” ou “Poder do Absoluto”. 

Uma vez eu comentei isso com ele, em tom de pergunta, mas já sabendo que sua modéstia, humildade e reverência a Baba Hariharananda eram a resposta. Ele, de forma simples, e sem nenhuma afetação, me explicou que, quando recebeu seu nome monástico de Baba, ficou surpreso. Achou que era demais, mas não quis questionar o Guru. Então, encontrou, como solução, essa resposta. Me disse: - O que pode ser mais poderoso e divino do que a Alegria? E em TODAS as coisas...

Assim era nosso amado Yogiji. NUNCA uma pessoa que iria a Baba pedir para ser chamado de Paramahamsa, para efeito de marketing pessoal. Quando, após o Mahasamadhi do Amado Guru, foi traído de forma vil por um monge seu companheiro, não guardou ressentimentos, e até o final da sua vida nunca proferiu uma palavra de desabono a respeito daquela pobre alma. Ao contrário, sempre encontrava algum jeito de enxergar e citar algo de positivo a seu respeito.

Sarveshwarananda não atingiu, ao menos em vida material, a consciência absoluta. Assim como nenhum outro discípulo ou discípula de Baba. Até onde se tem notícia, até o presente momento, apenas Rajarshi Raghabananda conheceu o Savikalpa. E por indução de Sree Hariharananda. E nosso querido Sree Rajarshi sempre cultivou a humildade de admitir isso, não tendo, como muitos outros, deixado que se criassem falsas mitificações. Permaneceu sempre fiel à missão da verdade e da libertação. Tenho plena certeza que essa atitude trouxe e traz bençãos a ele, e a todos que o cultivam em seus corações.

Da mesma forma, Sarveshji pacientemente continuou trabalhando ao fio dos anos pela memória liberta da autêntica linhagem de Kriya Yoga. E de todos os yogacharyas e discípulos diretos de Baba com quem convivi, foi o único que soube, diante de mim, reconhecer um erro e procurar corrigi-lo. Como diz Baba, o erro não é para o erro, o erro é para a correção. Mas ainda são raríssimas as almas que têm essa consciência. Eu mesmo não sei se sou capaz desse tipo de atitude. Mas sou apenas um pequeníssimo yogacharya, e ao menos não escondo isso.

Se quer alguns conselhos deste pequeno professor, para sua jornada, preste atenção:

Quando Baba Hariharananda deixou o corpo físico, e Sarvesh foi para seu retiro de dois anos nas Himalayas, ficamos sem professor. O que manteve o norte de luz para mim e nossa modesta sangha em São Paulo, foi o trabalho de seva da Arca do Amor. Aliás, criada pela inspiração alegre de Sarvesh Babaji. Se você quer desenvolvimento de clareza espiritual, lembre-se disso. Dar um pouco do seu tempo, e do seu trabalho, com Amor, aos que necessitam, sem esperar nada em troca, é o caminho da Graça. Mas tenha a certeza de estar cuidando para não esperar nada em troca. Paradoxo...

Cuidado.

Cuidado com os que se utilizam da Kriya Yoga para ganhar dinheiro ou para se realizar pessoalmente. E não seja você uma pessoa assim. Se quer realização pessoal e dinheiro, vá buscar isso em uma carreira profissional, em suas obras para a comunidade, para o mundo. Se quer trabalhar e pagar suas contas com algo na órbita da Kriya Yoga, forme-se como terapeuta ou médico ayurvédico, massagista thai, acupunturista, professor de vedanta, consultor em jyotisha, etc. Mas preserve a Kriya Yoga de desejos materiais. Kriya Yoga é a respeito do desapego e da humildade.

Eu entendo que um yogacharya é um zelador, com uma vassoura e um balde de água que, modestamente, mantém a porta limpa e aberta. E assim, atento para manter a porta sem impedimentos para que os outros possam entrar, vai gradativamente realizando o trabalho do Guru, de quem é mera, mas divina testemunha.

Cuidado com grandes organizações que inevitavelmente corrompem a transmissão da Kriya Yoga. Uma delas, famosa, poucos anos faz, lançou um livro, em três grandes volumes, que colocam na capa que foi escrito por Paramahansa Yogananda. E o livro é falso, não foi escrito por ele. Se procurar com atenção, dentro do livro, vai descobrir que, de forma disfarçada, reconhecem isso. Mas a tentativa de iludir o leitor, para ganhar dinheiro, é evidente. Outra grande organização é liderada por um ex-aluno que, pouco tempo depois do Mahasamadhi do Guru, já estava contrariando os ensinos do próprio Guru. Sistematicamente, por estratégia de marketing financeiro. E continua fazendo isso até hoje.

É muito melhor uma pequena sangha de buscadores sinceros, que se auxiliem e colaborem com modéstia e fraternidade. O trabalho dos Gurus e da Mãe Divina é nobre em sua própria humildade. Não precisa de pompa, ao contrário. Lembre-se de Sree Lahiri Maharaj.

Aliás, cuidado com livros. Não se iluda com quantidade. Há poucos imprescindíveis e muitos desnecessários. Baba Hariharananda escreveu pouco, se comparando com outros. Mas lapidou diamantes.

Cuidado com fofocas. Não seja um fofoqueiro.

Cuidado com yogacharyas que querem utilizar os ensinos dos Gurus como moeda de troca para terem poder sobre os alunos, e alimentarem a ilusão narcísica de que são superiores aos seus alunos. Estão distantes, perdidos no ego, e nem mesmo sabem. Kriya Yoga não é uma corrida, não é uma competição. O Guru é a própria generosidade... Mas não dá pérolas a porcos.

Ser um Yogacharya é desenvolver a capacidade de ouvir a Alma do outro. E para isso é necessário total desapego do ego e da vaidade, e completa realização da própria Alma. Apenas um Mestre Realizado é um verdadeiro Yogacharya. Os demais, estamos precisando nos apoiar uns aos outros e fazermos o melhor possível e mais um pouco.

A transmissão da Kriya Yoga é pessoal. A proximidade física e o esforço dessa proximidade fazem parte do processo. A INICIAÇÃO é diante do Yogacharya, ambas pessoas presentes no mesmo lugar geográfico. Cuidado com as ilusões das redes sociais e da tecnologia moderna. Há uma ilusão de proximidade que apenas acrescenta mais uma camada de véus aos muitos véus da Maya.

Não se preocupe se o Guru não está mais em corpo físico. Se você realmente estiver buscando uma resposta, uma orientação, ela virá. Continue lapidando a própria consciência, com as técnicas de Kriya que já tiver recebido. Não se preocupe com o número grau da técnica. Para o buscador sincero, basta a respiração. No topo. O verdadeiro Guru é generoso e você, o que precisa mesmo, é saber reconhecer as fantasias do próprio ego, para discernir o que é manifestação da Alma Imortal, e o que é delírio narcísico.

Digo a você, apenas para que se tranquilize e saiba que é possível: Já recebi, e continuo recebendo, inúmeros darshans diretos, me orientando, tanto na técnica de Kriya, como na resposta a perguntas intrincadas e aparentemente sem resposta, e na orientação para minha vida pessoal, física, emocional e espiritual. O Mestre Divino está presente, entre nós.

A vitória do professor é que o aluno aprenda a lição e se torne também um professor. A vitória do Guru é a libertação do aluno. Jai Guru Dev

Eu me inclino aos Gurus e seu amado discípulo Yogiji Sree Swami Sarveshwarananda Giri, que caminha eternamente, liberto pela luz amorosa de seu esforço alegre, pelos harmoniosos campos floridos do piemonte.

Eu me inclino diante do Infinito Oceano de Luz e Paz. Eu me inclino para que a Verdade do Amor se inscreva eternamente no ouro de meu coração. Eu me inclino ao poder absoluto da manifestação Divina em qualquer circunstância. Eu me inclino à sabedoria libertadora das Crianças Kumaras.

Não me abandonem jamais.

Com Amor, Amor, Amor. Com Alegria

 

Guru Yeshua Emanuel

 


Ciência Espiritual é conhecer o Espírito. Consciência. Conhecer a verdade de si mesmo. A fonte da Existência.
Na manjedoura de nossa Alma renasce, todos os dias, a todo instante, a Criança Divina. Veja. Ouça. Sinta.
Na Kriya Yoga celebramos este Mestre de elevada estatura, Guru Yeshua Emanuel, popularmente chamado Jesus Cristo, que no modo singular e profundo ensina da revelação mística da Consciência Crística. A libertação iluminada em Paz e Amor.
Feliz Natal.
Meus votos que você transgrida as barreiras da mesquinharia material, do cativeiro do ódio e dos interesses políticos. Que se permita acolher a novidade. Para que todas essas dores e angústia se dissolvam no nascimento da Flor.
Que 2021 lhe liberte, com Amor
Yogacharya Céu
 

Spiritual Science is knowing the Spirit. Consciousness. Knowing the truth about yourSelf. The source of Existence.
In the manger of our Soul, the Divine Child is reborn every day, every moment. Look. Listen. Feel.
In Kriya Yoga we celebrate this high-ranking Master, Guru Yeshua Emanuel, popularly called Jesus Christ, who in a unique and profound way teaches the mystical revelation of Christic Consciousness. Liberation enlightened in Peace and Love.
Merry Christmas.
My wishes that you transgress the barriers of material pettiness, of the captivity of hatred and of the political interests. Let the newness be welcomed. So that all these pains and anguish are dissolved in the birth of the Flower.
May 2021 set you free, with Love
Yogacharya Céu