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A vida é indiferente, e essa indiferença não é insensibilidade.

Mensagem 482, Paris, 24 de maio de 23



por Gurudev Shibendu Lahiri 
*1

traduzida pelo Yogacharya Céu

A vida é inteligente, mas, por não ter qualquer escolha, ela permanece apenas como uma Testemunha — imperturbável, imparcial, surda a preces e súplicas pela satisfação de desejos ou pelo alívio de sofrimentos.
Isso é verdade e, quanto mais cedo alguém conseguir perceber isso, mais rápida será a libertação dos fardos da ganância e do medo.

E perceber essa verdade não é nem fácil nem difícil. "Fácil" e "difícil" são palavras que só fazem sentido quando há algum esforço envolvido. O esforço é útil quando existem um sujeito e um objeto, distintos um do outro.
Aqui, a questão é quem está vendo e o que está sendo visto. A mente humana (a mente psicológica) não passa de um conjunto de traços herdados e tendências condicionadas. Assim, a ganância e o medo, a felicidade e as tristezas, as preferências e as aversões, o orgulho e a humilhação, o ódio e o atração, a gratificação de praticar uma "boa" ação e a culpa de fazer algo "ruim" — tudo isso, TUDO, não passa desses traços e tendências. Eles controlam cada pensamento, palavra e ação, e nós afirmamos: "É assim que eu sou"! É por isso que o Guru diz: "Não é que eu tenha medo; eu É medo". 
*2

A entidade "eu" (o "eu" psicológico) é, portanto, nada. Ela não existe. O que existe são traços e tendências, e a pessoa funciona sob o controle deles.

Isso não pode ser VISTO pelo processo do pensamento, pois a entidade ("eu") que "pensa" e o conteúdo que é "pensado" são uma coisa só. Isso precisa ser visto por meio de uma ação da Inteligência da Vida, através do véu da tagarelice constante do pensamento. A Vida, sendo totalmente imparcial e isenta de escolha, nada fará para interferir! Mas se, por um breve instante, houver uma cessação dessa tagarelice, a Vida toca o indivíduo e ocorre, então, a compreensão imediata do mito do "eu". Surge, assim, uma Inteligência e uma Compreensão instantâneas.

O processo de Swadhyay pode ocorrer naturalmente em alguns organismos, mas não está ao alcance de todos. O que está disponível é a prática de Yoga — as  kriyas ensinadas durante a iniciação. Kriya Pranayama e Talabya ​​Kriya são meios que possibilitam aquietar a mente. Nabhi Kriya e Maha Mudra bloqueiam os impedimentos que se interpõem à quietude mental: o medo e a sensualidade sexual, respectivamente. Assim, a prática das kriyas com sinceridade, compreensão e dedicação favorecerá a ocorrência do *Swadhyay*. Então, pela graça divina, poderá ocorrer a culminação do conhecimento (*Vedanta*), levando à verdadeira compreensão. *3

O Guru disse tudo isso muitas vezes. A cada vez, foi um novo florescimento. O Bhagwat Gita disse isso há 5.000 anos, e o florescimento continua a acontecer. Ainda é algo novo! Pois, sempre que ocorre o lampejo da Vida penetrando o tagarelar constante do pensamento, dá-se a descoberta e a redescoberta da Liberdade no próprio corpo. Não há dependência de qualquer livro ou conhecimento emprestado, pois ocorre a morte dessa mente psicológica sempre que o lampejo acontece e a Vida desperta. É algo sempre novo. É graça. *4

(Shibendu Lahiri Gurudev, bisneto de Lahiri Baba)

*1-Nota do Yogacharya Céu: Shibendu Lahiri (1938-2024) é mestre realizado em Kriya Yoga, bisneto do fundador da Kriya Yoga moderna, Lahiri Mahasaya. Shibendu foi iniciado em 1960 por seu pai, o falecido Satya Charan Lahiri, no santuário da família em Varanasi.
Como seus ancestrais, também foi chefe de família. Recebeu educação universitária e sustentou bem sua família, por meio de empregos remunerados. Suas duas filhas e seus maridos são médicos especialistas e seu único filho, também casado, é um engenheiro erudito.
Shibendu Lahiri não tem organização, instituição, seita ou culto. Seu bisavô sempre alertou que instituições de Kriya Yoga são um perigo para a transmissão correta da prática. Ele não tinha ambição de influenciar ninguém. Ele apenas convidava os buscadores a compartilhar o insight que floresceu, geração após geração, através do processo de Kriya Yoga. Ele e Baba Hariharananda mantinham boas relações e respeito mútuo.

*2-Nota do Yogacharya Céu: Este trecho é particularmente importante para entendermos "Ver Significa Ser" e como criamos a realidade em que vivemos.

*3-Nota do Yogacharya Céu: Swadhyay (ou Swadhyaya) é o garimpar Si mesmo, o processo de encontrar a fonte do poço interior em que mina a água da Vida. É o estudo de Si, não apenas para encontrar a raiz da própria consciência, enquanto pensamento, sensações e emoções, mas também a pulsão de existência e o anseio por prazer. Kriya é a ação essencial, mas Shibendu Baba está se referindo à Kriya como as diferentes técnicas de purificação ensinadas na transmissão da autêntica Kriya Yoga, que promovem magnetização, canalização e liberação da Consciência em seu sentido mais amplo.
Está implícito no que ele escreve (mas pouco explícito) que o processo é natural, mas mais efetivo em alguns "organismos" do que em outros. Algumas pessoas percebem a Espiritualidade intuitivamente. Outras não. Mas todas podem provocar o processo com autêntica Yoga.

*4
- Nota do Yogacharya Céu: Quem me acompanha sabe que há divergências em datar o Bhagavad Gita com 5.000 anos. Arqueologia em geral o data com 2.000 anos e os Vedas com 4.000. A arqueologia dos primeiros dois períodos do sítio de Mehrgarh, no Paquistão, pode sustentar 8.500 anos para os Vedas e, nessa conta, a data proposta por Gurudev Shibendu teria sentido. Mas há fortes indícios de que os Vedas provêm de tradição oral e que qualquer documento histórico é muito posterior à sua formulação. Seja como for, o próprio parágrafo do mestre está lembrando que a redescoberta da Liberdade do indivíduo é um acontecimento sempre presente e potencial. O próprio Bhagavata Purana relembra no Capítulo 2, do Canto 11, que a libertação da ilusão material ultrapassa não só o tempo, mas as dimensões, e, misticamente, remete à conversa cósmica dos quatro sábios bebês eternos, os Kumara.



A metáfora da Libertação Cósmica:
Os Quatro Bebês Sábios eternamente brincando com Amor
(Os Kumara e Vishnu Narayama, arte de Jadurani Devi Dasi)

Memória, Bardo e Antarabhava

 PORTUGUÊS - ESPAÑOL

Quero agradecer a Madre Tenzin que hoje (25 de fevereiro de 2024) realizou uma cerimônia em homenagem ao amado menino Joaquim Angelo Escaleira, falecido no dia 19 passado.

De nosso satsang do dia 20 passado, quero voltar brevemente em duas perguntas. Uma a respeito de “onde é armazenada a memória”. E outra, se o conceito de “bardo”, do budismo tibetano, se aplica à Kriya Yoga.

Como eu disse, nós tendemos a projetar a tecnologia material do momento para explicar todas as outras coisas, inclusive as não-materiais. No século XV, quando a hidráulica era a ciência do momento, tudo era explicado, desde o corpo humano, aos anjos e Deus, como se fosse um sistema de vasos comunicantes e pressão.
Hoje, observe como se usam expressões da informática para falar ou explicar tudo. Muito comum então se pensar que a memória é como um disco rígido armazenando informações.
Bem, na Ciência Espiritual da Kriya Yoga, entendemos que aquilo que não é material, mas está no perímetro de um ser, como sonhos, pensamentos, memórias, ideias, emoções, compõe o corpo astral. Todos os corpos são formados por ondas de som, vibração e luz, em diferentes densidades e de acordo com a geometria específica da triguna de cada Alma (Vastu). Então, a memória não está armazenada em um local, mas faz parte do campo vibratório não material do espírito. E esse campo se modifica, integrando ou dissolvendo as suas vibrações. Onde? No Plano Astral, que é aqui mesmo, mas imaterial.

Em relação ao bardo do Budismo Tibetano: O budismo tibetano é uma religião, mas a Kriya Yoga não é. Uma religião, enquanto instituição religiosa, é uma abordagem do Conhecimento Espiritual, modelada de acordo com uma cultura social, para atender e pacificar uma comunidade geográfica, promovendo seu desenvolvimento. Kriya Yoga é uma ciência espiritual, que estuda a essência do conhecimento espiritual, independente de instituições sociais e culturas temporais e locais. E pode ser estudada por um praticante de qualquer religião.

Parênteses: (Bem, isso no campo ideal e elevado. O ser humano de pouca clareza espiritual, tende a transformar Religião em Política -isto é, luta de poder-. E transformar Kriya Yoga em Religião (Instituição) e daí em Política também...Então, cuidado para não sujar a água que você mesmo bebe )

Entendido isso, o Budismo Tibetano tem uma fonte de conhecimento muito próxima da própria fonte da Kriya Yoga. Veja por exemplo que eu estudei algumas religiões diferentes, e onde encontrei práticas de meditação mais próximas da Kriya Yoga, foi no Budismo. E de todos os Budismos, foi no Tibetano que fui iniciado em Powa, que é bem similar ao Kriya Pranayama.
O conceito de “Bardo” do Budismo Tibetano é a tradução da palavra sânscrita “Antarabhava”, que muito resumidamente pode ser traduzida como “Essência da Expansão de um Espírito Recolhida ao Interior”. Em outras palavras, cada um de nós se recolhe ao Antarabhava quando deixamos o corpo material. Mas mesmo quando estamos no corpo material, estamos trilhando e lapidando nosso Antarabhava, a medida que purificamos nosso Corpo Astral, nossa Memória Espiritual (que é viva e pulsante).

Com Amor,
Y Céu

Gracias Marita Mamaji de Argentina, por la traducción al español.

Quiero agradecer a la Madre Tenzin que hoy (25 de febrero de 2024) realizó una ceremonia en honor al querido niño Joaquim Angelo Escaleira, quien falleció el día 19.

De nuestro satsang del día 20, quiero volver brevemente a dos preguntas. Uno sobre "dónde se almacena la memoria". Y otra, si el concepto de “bardo”, del budismo tibetano, se aplica al Kriya Yoga.

Como dije, tendemos a diseñar la tecnología material del momento para explicar todas las demás cosas, incluidas las no materiales. En el siglo XV, cuando la hidráulica era la ciencia del momento, todo se explicaba, desde el cuerpo humano, hasta los ángeles y Dios, como si fuera un sistema de vasos comunicantes y de presión.
Hoy observa cómo se utilizan las expresiones informáticas para hablar o explicar todo. Es muy común pensar que la memoria es como un disco duro que almacena información.
Pues bien, en la Ciencia Espiritual del Kriya Yoga entendemos que lo que no es material, sino que está en el perímetro de un ser, como los sueños, pensamientos, recuerdos, ideas, emociones, conforma el cuerpo astral. Todos los cuerpos están formados por ondas de sonido, vibración y luz, en diferentes densidades y según la geometría específica de la triguna (Vastu) de cada Alma. Entonces, la memoria no se almacena en un lugar, sino que es parte del campo vibratorio inmaterial del espíritu. Y este campo cambia, integrando o disolviendo sus vibraciones. ¿Dónde? En el Plano Astral, que está aquí mismo, pero inmaterial.

Respecto al bardo del budismo tibetano: el budismo tibetano es una religión, pero el Kriya Yoga no lo es. Una religión, como institución religiosa, es un acercamiento al Conocimiento Espiritual, modelado según una cultura social, para servir y pacificar a una comunidad geográfica, promoviendo su desarrollo. Kriya Yoga es una ciencia espiritual que estudia la esencia del conocimiento espiritual, independientemente de las instituciones sociales y las culturas temporales y locales. Y puede ser estudiado por un practicante de cualquier religión.

Paréntesis: (Bueno, esto es en el campo ideal y elevado. El ser humano con poca claridad espiritual tiende a transformar la Religión en Política -o sea, una lucha por el poder-. Y transformar el Kriya Yoga en Religión (Institución) y luego en Política. también... Así que tenga cuidado de no ensuciar el agua que bebe)

Habiendo entendido esto, el budismo tibetano tiene una fuente de conocimiento muy cercana a la fuente del propio Kriya Yoga. Vea, por ejemplo, que estudié algunas religiones diferentes y donde encontré prácticas de meditación más cercanas al Kriya Yoga fue en el budismo. Y de todos los budismos, fue en tibetano donde me iniciaron en Powa, que es muy similar a Kriya Pranayama.
El concepto de “Bardo” en el budismo tibetano es la traducción de la palabra sánscrita “Antarabhava”, que muy brevemente puede traducirse como “Esencia de la expansión de un espíritu retraído dentro”. En otras palabras, cada uno de nosotros se retira a Antarabhava cuando abandonamos el cuerpo material. Pero incluso cuando estamos en el cuerpo material, estamos pisando y puliendo nuestro Antarabhava, mientras purificamos nuestro Cuerpo Astral, nuestra Memoria Espiritual (que está viva y pulsante).

Con amor,
Y Céu

Estrategias para superar la procrastinación y meditar diariamente

Kriyavan Sebastian Echocopar Ji de Lima hizo una pregunta importante:

- ¿Cómo superar las barreras internas y poder meditar todos los días?

Esta es la famosa pregunta del millón de rubíes, ya que todo el mundo tiene esta dificultad y la mayoría de las personas que conozco perdieron la batalla y dejaron de luchar.
Incluso para mí es una lucha diaria y constante. Aunque soy plenamente consciente de que mis mejores días son cuando medito, porque pierdo menos tiempo en cosas innecesarias de todo tipo, incluidos pensamientos compulsivos y emociones desequilibradas.

Estos son algunos de mis CONSEJOS:

- El verdadero obstáculo no es MEDITAR, sino SENTARSE a meditar. La mayoría de las veces simplemente toma la decisión de sentarte y el resto fluirá naturalmente.

- Establecer un tiempo fijo y considerar este tiempo SAGRADO. Es el momento en el que
demuestras si tienes o no amor por ti mismo.

- SI LO DEJAS para meditar cuando “puedas” o cuando “tengas tiempo”, lo dejarás para el día siguiente, y el día siguiente para el día siguiente. Y finalmente lo dejarás ir.
 
- Al igual que Yogananda, considero que la mejor estrategia es meditar al despertar, a PRIMERA hora del día. Un poco de agua fría en tu cara, siéntate y empieza.

- Para poder despertarte temprano y meditar, es importante recordar que tu meditación EMPIEZA la noche anterior: acuéstate temprano. No mires pantallas pequeñas, pantallas medianas o pantallas grandes (celulares, tabletas, notebooks y televisores) en la cama. Además de retrasar el dormirte, éstas perturban la calidad del sueño. Y haz un trato contigo mismo: medita tan pronto te despiertes.

- Para aquellos que, bajo ningún concepto, pueden meditar al despertarse, la
alternativa es programar un horario FIJO en su vida diaria. Nuestro amigo Ivan Bartoli, de
Macaé, medita tan pronto llega del trabajo, es lo primero que hace. La familia ya conoce y
respeta su tiempo y lugar de meditación.

- Ten un lugar DEFINIDO en tu casa para meditar. Esto te ayuda a decidir rápidamente y
también crea un campo vibratorio favorable a la práctica.

- Establece objetivos pequeños y ALCANZABLES. En lugar de decirte a ti mismo: “- A partir
de mañana, voy a meditar todos los días” (y que ese mañana nunca llega, procrastinas hasta
rendirte), di:
“- Voy a meditar los próximos tres días”, repítelo todos los días
Luego “- Meditaré todos los días de esta semana”.
Y progresa, creando el hábito poco a poco.
 

- AUTOSUGESTIÓN:

Existen pequeños trucos para superarnos en alcanzar un objetivo. Es controvertido saber sí son científicos o no (algunos los llaman Neurociencia, Autocondicionamiento y otros nombres).
Pero lo que sigue son algunos de esos trucos que ya he probado y que pueden funcionar en
algunos casos. No sólo la meditación, sino también se pueden utilizar para otras cosas, cualquiera sea requiera disciplina y constancia.
 
- Truco 1: Tablero de premios (o Guru Pavlov)
Establece todos los días una meta para la cantidad de días que meditarás. Por ejemplo,
siete.
Dibuja un diseño con siete bolas vacías formando un círculo y cuélgalo en un lugar visible.
Establece o fijate un premio. Por ejemplo, un dulce o un viaje que te guste.
Ahora, cada día que medites, sin interrupción, acércate al tablero y pinta una bolita.
Si logras meditar siete días seguidos, y pintas los siete puntos, recibirás el premio
establecido. Caso contrario, no.
Puedes hacer esto tantas veces como quieras.
 
- Truco 2: Programación 3-6-9
Crea una frase corta de agradecimiento. Por ejemplo: “Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días”.
Es importante que la frase esté en pasado, agradeciendo como si ya hubiera sucedido. Y que sea objetiva. La cantidad de días que desea planificar es su elección, pero debe ser una cantidad definida.
Ahora apartarás una libreta y, cada día, escribirás esta frase, una y otra vez. Por la mañana
escribirás tres veces:
1- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
2- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
3- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
Por la tarde, seis veces más:
1- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
2- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
3- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
4- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
5- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
6- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
Por la noche, nueve veces más:
1- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
2- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
3- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
4- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
5- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
6- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
7- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
8- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
9- Doy gracias a Dios por haber logrado meditar durante siete días.
Esto lo harás todos los días, hasta lograr aquello por lo que ya estás agradecido.
Esta es una estrategia de enfoque. Muchas veces no logramos algo que queremos, ya sea meditación o cualquier otra cosa, simplemente porque no establecemos suficiente enfoque. Con este truco priorizarás lo que quieres. Incluso puede que te des cuenta de lo vaga que está tu mente y de lo que ella cambia  de opinión durante el día. Esto es parte del proceso y también es un tipo de meditación en sí mismo. Un método de auto-observación.
 
- Truco 3: Gato* emocional 
La mayoría de las personas tienen algún tipo de bloqueo psicológico (de hecho, lo correcto sería decir bloqueo astral), lo que les dificulta querer verdaderamente la liberación
espiritual.
Es importante entender que la liberación espiritual es sinónimo de PAZ.
Pero incluso sabiendo esto, también nosotros somos arrastrados al caos emocional. Por nuestros bloqueos psicológicos (o astrales).
Por eso, normalmente, postergamos continuamente hacer algo tan simple y tan bueno para
nosotros: - Como es sentarnos y meditar, para estar en paz y vivir mejor.
Una forma de sortear este aspecto, que es inconsciente, es cambiar de objetivo:
- En lugar de intentar practicar Kriya, intenta disolver tu bloqueo psicológico. Comprende
que este bloqueo no es sólo un obstáculo para tu práctica de meditación profunda, sino que
es el obstáculo que te impide vivir bien, en todos los aspectos.
Así que, de ahora en adelante, dirigirás tu práctica en esa dirección.
Ve a sentarte y pregúntale a los Gurúes (pregúntale a los Gurúes, o a Dios, o, sí no tienes fe ni en los Gurúes ni en Dios, pregúntale a tu Inconsciente Profundo): - Te pido que me guíes para que pueda adquirir claridad y disolverme cualquier obstáculo psicológico o astral que me
impida ser feliz.
Entonces deja de pensar en tu pregunta y concéntrate exclusivamente en la práctica.
En unos días de práctica empezarás a ver resultados, que pueden ser:
- Sentirse bien sin saber por qué (significa que los bloqueos se disuelven solos)
- Obtén información sobre cuáles son tus bloqueos.
- Inspírate en lo que debes hacer para eliminar los obstáculos.
- Una mezcla o combinación de las tres cosas anteriores.
Esta forma de abordar tu práctica se convertirá cada vez más en un diálogo poderoso.
Pero cuidado: - No imagines diálogos internos. Haz preguntas y pedido, pero no fuerces las
respuestas. Las respuestas deben surgir espontáneamente, como destellos intuitivos, de tu
práctica constante. Y estas respuestas pueden aparecer tanto durante la práctica, como al
final o en cualquier momento de la vida cotidiana. Pero déjalo emerger sin forzarlo ni
manipularlo.

*Gato: ¿Por qué “gato”? Porque la estrategia del gato para moverse es en zig-zag o curvas, no directamente. Cuando quiere llegar a algún punto, hace una parábola, haciendo parecer que no va en la dirección que realmente quiere. El gato es un maestro a la hora de superar
obstáculos, pasando por el punto de menor resistencia. “Gato” es también una expresión
brasileña para cuando algo se desvía, de una fuente, a otra dirección.
 
- TIEMPO:
Es muy común que nuestra principal excusa para no meditar diariamente sea la “falta de
tiempo”.
Incluso aquellos que saben que la práctica diaria beneficia con más claridad, más estabilidad
emocional, mejor calidad de sueño sin necesidad de dormir demasiado, etc. Es decir, aunque sepamos que meditar nos hace ganar tiempo.
Baba dice: - El tiempo practicando Kriya Yoga es tiempo ganado.
Pero aquí tienes algunas observaciones y más consejos sobre lo que puedes hacer para
afrontar tu falta de tiempo.
 
- Tiempo 1:
Vale la pena recordar que una práctica guiada de Primer Kriya generalmente toma 60
minutos. Lleva tiempo porque el guía tiene que repetir varias instrucciones detalladamente.
Pero cuando aprendemos la técnica y lo hacemos solos, concentrados, es posible practicar
Toda la meditación, con grandes resultados, entre 15 y 30 minutos. Y muchas veces una práctica rápida pero totalmente concentrada da más resultados que una práctica larga, llena de dispersiones. Ahora sí tienes tiempo para hacer una meditación larga, con buena
concentración, también está muy bien.

- Tiempo 2:
Si tienes muy poco tiempo disponible, en lugar de no hacer nada, prioriza las siguientes
técnicas:
- Inclinación
-Mahamudra
- Kriya Pranayama
Estas tres técnicas son las que no debes perderte.  Aunque lo ideal, para mejores resultados, es hacer las siete . Pero sí el problema es la falta de tiempo, haz al menos estas tres. Sí lo haces bien, tardarás menos de 15 minutos.
 

- Tiempo 3:
Si ni siquiera encuentras tiempo para practicar las técnicas anteriores, ten claro que estás
experimentando un proceso de ansiedad acelerado. En tal caso entonces, al menos haz Kriya Pranayama.
Y síi tienes Fe Cristiana, realiza la técnica de Kriya Pranayama asociada a la oración del Padre Nuestro. También es posible asociar Kriya Pranayama con otras fórmulas espirituales. La meditación Powa del budismo tibetano, por ejemplo, es básicamente Kriya Pranayama
asociada con un sutra budista.

Deseo que te liberes de tus impedimentos y finalmente aprendas a ser tu mejor amigo. Y no
tu peor enemigo...
Pido que los Gurúes y la Madre Divina aclaren tus pensamientos y emociones.
Que tu camino sea fragante y que el Loto se abra plenamente, por dentro y por fuera.
Y que puedas verlo.
Espero que lo que escribí arriba sirva, traiga la Paz y el Amor de aquellos que llegaron a la conclusión de que el cuerpo material es inexistente, porque es impermanente, (todo está en continuo cambio nada es para siempre) mientras que el Alma es eterna, porque no cambia.


नासतो विद्यते भावो नाभावो विद्यते सत:
उभयोरपि दृष्टोऽन्तस्त्वनयोस्तत्त्वदर्शिभि:

nāsato vidyate bhāvo nābhāvo vidyate sata
ubhayorapi d
iho nta stvanayos tattva-darśhibhi

Gracias al kriyayogi Omar Tremoceiro Ji, de Argentina, por revisar la traducción final al español.


Estratégias para vencer a procrastinação e meditar diariamente

O kriyavan Sebastian Echocopar Ji, de Lima, fez uma pergunta importante:

- Como vencer as barreiras internas e conseguir meditar todos os dias?

Essa é a famosa pergunta de 1 milhão de rubis, já que todos tem essa dificuldade, e a maioria das pessoas que conheço perdeu a batalha e desistiu de lutar.
Mesmo para mim, é uma luta diária e constante. Mesmo eu tendo plena consciência de como meus dias são muito melhores quando medito, que perco menos tempo com coisas desnecessárias de todo tipo, inclusive pensamentos e emoções.

Vão aqui algumas DICAS:

- O real obstáculo não é MEDITAR, mas SENTAR-SE para meditar. Na maioria das vezes, basta tomar a decisão de sentar, que o resto flui naturalmente.

- Estabeleça um horário fixo e considere esse horário SAGRADO. É o momento em que você demonstra se tem ou não amor por si mesmo.

- SE DEIXAR para meditar quando “der” ou quando “tiver um tempo”, vai deixar para o dia seguinte, e no dia seguinte para o outro dia seguinte. E finalmente vai deixar pra lá.

- Assim como Yogananda, eu considero que a melhor estratégia, é meditar assim que se desperta, PRIMEIRA coisa do dia. Um pouco de água fria no rosto, sente-se e comece.

- Para conseguir acordar e meditar cedo, é importante lembrar que sua meditação COMEÇA na véspera: vá dormir cedo. Não fique em telinhas, telas ou telonas (celulares, tablets, notebooks e TVs) no leito. Além de atrasarem, perturbam a qualidade do sono. E faça um trato com você mesma: Meditar assim que acordar.

- Para quem, em hipótese alguma, consegue meditar logo que desperta, a alternativa é marcar um horário FIXO no seu cotidiano. Nosso amigo Ivan Bartoli, de Macaé, medita assim que chega do trabalho, primeira coisa que faz. A família já sabe e respeita seu horário e local de meditação.

- Tenha um lugar já DEFINIDO na sua casa, para meditar. Isso auxilia a decidir rápido, e também vai criando um campo vibracional favorável à prática.

- Estabeleça metas pequenas e ALCANÇÁVEIS. Ao invés de dizer a si mesmo: ”- A partir de amanhã, vou meditar todos os dias” (e esse amanhã nunca chega, você procrastina até que desiste), diga:
“- Vou meditar os próximos três dias, todos os dias,”
“- Vou meditar todos os dias desta semana.”
E vá progredindo, criando o hábito gradativamente.


- AUTOSSUGESTÃO:

Existem pequenos truques para driblarmos a nós mesmos. Se são ou não científicos (alguns chamam de Neurociência, Autocondicionamento, e outros nomes mais), é controverso. Mas o que segue são alguns desses truques que já testei e que podem funcionar em alguns casos. Podem ser usados para outras coisas também. Não só meditação, mas qualquer coisa que exija disciplina e constância.

- Truque 1: Quadro de Prêmio (ou Guru Pavlov)
Estabeleça uma meta de número de dias que vai meditar todos os dias. Por exemplo, sete.
Faça um desenho com sete bolinhas vazias formando um círculo e pendure em local visível.
Estabeleça um prêmio pra você mesmo. Por exemplo, um doce ou passeio que goste.
Agora, todo dia que meditar, sem interrupção, vá até o quadro e pinte uma bolinha.
Se conseguir meditar sete dias seguidos, e pintar as sete bolinhas, se dê o prêmio estabelecido. Caso contrário, não. Pode fazer isto quantas vezes quiser.

- Truque 2: Programação 3-6-9
Crie uma frase de agradecimento, curta. Por exemplo: Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
É importante que a frase esteja no passado, agradecendo como se já tivesse acontecido. E que seja objetiva. O número de dias que quer se programar, é da sua escolha, mas precisa ser um número definido.
Agora você vai reservar um caderno e, todo dia, vai escrever essa frase, repetidamente. Na parte da manhã, vai escrever três vezes:
1- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
2- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
3- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
Na parte da tarde, mais seis vezes:
1- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
2- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
3- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
4- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
5- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
6- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
Na parte da noite, mais nove vezes:
1- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
2- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
3- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
4- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
5- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
6- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
7- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
8- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
9- Agradeço a Deus como consegui meditar sete dias.
Vai fazer isso todos os dias, até conseguir realizar o que já agradeceu. Esta é uma estratégia de foco. Muitas vezes não realizamos algo que queremos, seja meditar ou qualquer outra coisa, simplesmente porque não estabelecemos foco suficiente. Com este truque, você vai priorizar o que quer. É até possível que perceba o quanto sua mente é errante e vai mudando de ideia durante o dia. Isso faz parte do processo e, também, é um tipo de meditação, em si própria. Um método de auto-observação.

- Truque 3: Gato emocional

A maioria das pessoas tem algum tipo de bloqueio psicológico (na verdade, o mais correto seria dizer bloqueio astral), que as dificulta em quererem, de verdade, a libertação espiritual. É importante entender que libertação espiritual é sinônimo de PAZ.
Mas mesmo sabendo disso, ainda assim, somos arrastados, por nós mesmos, para o caos emocional. Por causa de nossos bloqueios psicológicos (ou astrais).
Então, costumeiramente, procrastinamos continuamente para fazer uma coisa tão simples e tão boa para nós mesmos: - Sentar e meditar, para ficar em paz e viver melhor.
Uma maneira de driblar esse aspecto, que é inconsciente, é mudar o seu objetivo:
- Ao invés de ter como objetivo praticar Kriya, tenha como objetivo dissolver seu bloqueio psicológico. Entenda que esse bloqueio, não só é uma trava para sua prática de meditação profunda, mas é o obstáculo que o impede de viver bem, em todos os aspectos.
Assim, você, de agora em diante, vai direcionar sua prática nesse sentido.
Vai sentar-se e pedir aos Gurus (pedir aos Gurus, ou a Deus, ou, se não tem fé nem nos Gurus e nem em Deus, peça ao seu Inconsciente Profundo): - Peço que me oriente para que eu adquira clareza e dissolva qualquer obstáculo psicológico ou astral, que me impede de ser feliz.
Em seguida pare de pensar na sua pergunta e foque exclusivamente na prática.
Em poucos dias de prática você começará a ter resultados, que podem ser:
- Sentir-se bem sem saber porque (significa que os bloqueios estão se dissolvendo sozinhos)
- Ter insights de quais são seus bloqueios.
- Ter inspiração do que deve fazer para remover os obstáculos.
- Uma mistura das três coisas acima.
Essa forma de abordar sua prática vai cada vez mais se desenvolver em um diálogo poderoso. Mas, cuidado: - Não fique imaginando diálogos internos. Faça perguntas e pedidos, mas não force respostas. As respostas devem surgir espontaneamente, como clarões intuitivos, a partir de sua prática constante. E essas respostas podem aparecer tanto durante a prática, como ao final, como em um momento qualquer do cotidiano. Mas deixe emergir sem forçar e sem manipulações.

*Gato: Por que “gato”? Porque a estratégia do gato para se mover é em curvas, não diretamente. Quando ele quer chegar em algum ponto, faz uma parábola, parecendo que não está indo na direção que realmente quer. O gato é mestre em ultrapassar obstáculos, indo pelo ponto de menor resistência. “Gato” também é uma expressão brasileira para quando se desvia algo, de uma fonte, para outra direção.

- TEMPO:
É muito comum que a nossa principal desculpa para não meditar diariamente seja “falta de tempo”.
Mesmo aqueles que sabem que a prática diária beneficia com mais clareza, mais estabilidade emocional, sono de melhor qualidade sem precisar dormir muito etc. Ou seja, mesmo sabendo que meditar nos faz ganhar tempo.
Baba diz: - Tempo praticando Kriya Yoga, é tempo ganho.
Mas aqui vão algumas observações e mais dicas, do que você pode fazer para lidar com sua falta de tempo.

- Tempo 1:
Bom lembrar que uma prática de Primeira Kriya guiada, leva em geral 60 minutos. Demora porque o guia tem que repetir várias instruções, detalhadamente. Mas quando aprendemos a técnica e fazemos sozinhos, concentrados, é possível praticar tudo, com ótimo resultado, entre 15 e 30 minutos. E muitas vezes uma prática rápida, mas totalmente concentrada, dá mais resultado que uma prática longa, cheia de dispersões. E se tiver tempo para fazer longo, com boa concentração, também é bem bom.

- Tempo 2:
Se o tempo disponível está muito curto, ao invés de não fazer nada, priorize as seguintes técnicas:
- Inclinação
- Mahamudra
- Kriya Pranayama
Estas três técnicas são as que não deve deixar de fazer. Sim, o ideal, para resultados melhores, é fazer todas as sete. Mas se o problema é falta de tempo, faça ao menos essas três. Se fizer bem concentrado, são menos de 15 minutos.


- Tempo 3:

Se nem as técnicas acima está conseguindo arranjar tempo, tenha claro que está em um processo acelerado de ansiedade. Mas então, faça pelo menos o Kriya Pranayama.
E se tiver Fé Cristã, faça a técnica do Kriya Pranayama associado à oração do Pai Nosso. Também é possível associar o Kriya Pranayama com outras fórmulas espirituais. A meditação Powa do Budismo Tibetano, por exemplo, é basicamente Kriya Pranayama associado a um sutra budista.

Desejo a você que se liberte de seus impedimentos e que finalmente aprenda a ser seu melhor amigo. E não seu pior inimigo...
Peço que os Gurus e a Mãe Divina clareiem seus pensamentos e suas emoções.
Que seu caminho seja perfumado e que a Lótus se abra plenamente, dentro e fora. E que você a veja.
Faço votos que o que escrevi acima lhe sirva bem e lhe traga a Paz e o Amor daqueles que concluíram que o corpo material é não-existente, porque impermanente, e que a Alma é eterna, porque não se altera.

नासतो विद्यते भावो नाभावो विद्यते सत:
उभयोरपि दृष्टोऽन्तस्त्वनयोस्तत्त्वदर्शिभि:

nāsato vidyate bhāvo nābhāvo vidyate sata
ubhayorapi d
iho nta stvanayos tattva-darśhibhi

Gita (28/10)

Kamadhenu, Krshna & Gopis (B.G. Sharma)
Sânscrito:

आयुधानामहं वज्रं धेनूनामस्मि कामधुक् |

प्रजनश्चास्मि कन्दर्प: सर्पाणामस्मि वासुकि: || 28||

āyudhānām aha vajra dhenūnām asmi kāmadhukprajanaśh chāsmi kandarpa sarpāṇām asmi vāsuki




Bengali:

আয়ুধানামহং বজ্রং ধেনুনামস্মি কামধুক্।

প্রজনচাস্মি কন্দর্প: সর্পাণামস্মি বাসুকি:।।

Significado Literal: Entre as armas eu sou o raio; entre as vacas eu sou a vaca celestial Kamadhenu (Zodíaco). Eu sou o desejo sexual que leva à procriação; entre as serpentes eu sou Vasuki.

Interpretação Espiritual de Yogiraj Shri Lahiri Mahashaya:
Parece um raio (dentro de kutastha) - a forma de uma vaca é visível - poder de procriação sem desejo - o que ocorre naturalmente - a cobra também é visível (em estado meditativo)

Vajra

Comentário de Swami Sree Hariharananda Giri:

A vida é um campo de batalha. A verdadeira batalha é a batalha da vida espiritual, a batalha para alcançar a perfeição e a realização de Deus. Em cada ser humano existe uma mistura de boas e más qualidades. Todos devem tentar sinceramente evitar hábitos negativos através da meditação. Na batalha da vida espiritual, são necessárias as armas da autodisciplina, da veracidade, da honestidade e do amor.
O Senhor diz:
Ayudhanam aham vajra: “Eu sou vajra, o raio de todas as armas”. A verdadeira arma da batalha espiritual é a respiração. Com o controle da respiração, é possível regular e canalizar todas as atividades. Outro significado de vajra é forte determinação e força de vontade. Quem realmente deseja a evolução espiritual deve levar a vida com determinação e não se desviar da verdade. Eles devem meditar e aprender a regular a respiração.
Dhenunam asmi kamadhuk: "Entre as vacas, eu sou Kamadhenu." Kamadhenu é uma vaca mitológica que cumpre todos os desejos, ambições e expectativas. A alma no corpo é a vaca que realiza desejos. Quem quer sentir prazer, consegue-o e desfruta-o pela alma e pelo poder da respiração; aqueles que desejam a realização em Deus, podem conseguir isso através da graça do Ser. O homem é seu próprio amigo ou seu próprio inimigo. O homem pode mudar sua vida e as suas atividades, mas isso depende do desejo. Se o desejo for forte pelo progresso espiritual e pela autorrealização, pela graça do Ser e por levar a vida divina, esse desejo, ou autorrealização, será satisfeito.
Prajanash chasmi kandarpah: “Eu sou o desejo da procriação sexual”. Prajana significa poder criativo. Em cada ser humano existe um poder criativo. Não se trata apenas do desejo sexual, da energia procriativa, mas de todos os aspectos do poder criativo. O agricultor, o artista, o cientista – cada um tem o seu próprio poder criativo que vem da respiração. “Eu sou a alma que habita em tudo, respirando e dando o desejo de criação e procriação.” A criação é feita acima do centro do umbigo e a procriação é feita abaixo do centro do umbigo.
Sarpanam asmi vasukih: "Eu sou Vasuki entre todas as serpentes." Muitas cobras têm joias na cabeça. Vasuki é vasu, joia, e ka, a cabeça. Aquele que vê a luz auto-refulgente na cabeça é Vasuki. Muitas pessoas também chamam o poder das serpentes de vasuki.

Kamadhenu
(Zodíaco, Plêiades no topo da cabeça,
Via Láctea no úbere)

Comentário do Professor Ankur Raysarma:

"Ayudh" significa um instrumento através qual se pode lutar. Vajra ou raio é sempre seguido de fogo, em sânscrito é frequentemente usado como vajranal (vajra + anal, fogo). Destrói tudo onde quer que atinja. Quando um buscador espiritual vê vajra dentro de kutashtha, sua ignorância, qualidades negativas e más propensões são destruídas. O poder indomável do vajra pode ser comparado à determinação, tenacidade e força de vontade de um aspirante espiritual; quanto mais essas qualidades uma pessoa possui, mais facilmente ela progride na jornada espiritual.
O próprio Deus cumpre todos os desejos e ambições de todos os seres humanos. Porque, de acordo como uma pessoa pensa, assim ela se torna. As pessoas comuns oram por ganhos materiais ou prazeres mundanos, elas os adquirem com a ajuda da sinceridade e da determinação. Os buscadores sinceros, que desejam a realização espiritual, também a realizam por meio de sua força de vontade, sinceridade e determinação. Quando um iogue atinge a perfeição em khechari, um líquido semelhante a um néctar começa a jorrar do sahasrar, esse líquido é comparado ao leite de Kamadhenu. Quando o iogue quase se torna um com o Supremo, todos os seus desejos são realizados. Este estado alcançado por um iogue é conhecido como kamdhuk.
O poder por trás de cada criação é o desejo. Deus habita em cada criação na forma de respiração. O poder de atração entre sexos opostos deriva da respiração, que é a única responsável pelo sustento da humanidade através da procriação. Este poder, quando gerado a partir do centro naval inferior, é usado para gerar a progênie, mas quando esse poder é gerado a partir do centro naval superior, pode-se usá-lo no campo da ciência, tecnologia, literatura, arte, música, etc.
Uma cobra que carrega uma joia auto-refulgente em sua cabeça é conhecida como vasuki. De acordo com a mitologia, Vasuki mantém nosso planeta em sua cabeça. De acordo com a interpretação iogue, vários vayus (ar) dentro do corpo humano são comparados a cobras; entre eles, o vayu estático situado em muladhara é conhecido como vasuki. O iogue, no momento da meditação, vê vasuki dentro de kutashtha.

Vasuki
Comentário de Yogacharya Céu:

Quando, através da autêntica prática de Kriya Yoga, em respiração Kriya, elevamos a consciência dos chakras baixos para acima do sexto centro, isto é, os conectamos aos vácuos desses chakras na kutashtha, passamos a perceber a luz como emanação da luz interior. Percebemos que a verdadeira luz não está no mundo físico, que este é apenas um reflexo da fonte original -realizamos o Vajra.
Vamos então perceber que a mesma força da luz das estrelas (e planetas) - Vajra-, em especial aquelas alinhadas através do cinturão zodiacal -Kamadhenu-, estão vinculadas aos centros de realização material.
Nosso desejo se unifica à vontade celestial e atingimos Paz Suprema. Nosso poder de realização e criação entra em harmonia com o Dharma, que é a Vontade Cósmica, é Amor Divino. Passamos a estar em sincronia (Luminosa) com o destino de elevação e liberação desta dimensão planetária – Vasuki.


🌺*Calma e plenitude são a mesma coisa. Se você está experimentando a incompletude, então você não consegue ficar calmo* 🌺
🌹
Sree Baba Hariharananda Giri

JONAS Y LA BALENA / JONAS & A BALEIA


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Basado libremente en la conferencia/libro de Jean-Yves Leloup, "Caminos de realización".

 "Cada personaje representa un estado de conciencia”. 

 JONAS Y LA BALLENA 



Jonás recibe un mensaje de Dios (Jean-Yves prefiere decir !El que es”):
- Levántate, despierta, ve a Nínive, la gran ciudad, capital de Asiria, predica en ella para que sea consciente de su maldad y locura.
Pero Jonás, en cambio, prefiere ir en la dirección opuesta: compra un pasaje en un barco para transportarlo a Tarsis.
En alta mar, se desata una gran tormenta que amenaza con hundir el barco. Jonas se va al fondo del barco a dormir.
La tripulación consulta al oráculo y la respuesta es que la tormenta fue provocada por la presencia de Jonás en la barca. El capitán se dirige a Jonas y le pide que haga algo.
Jonas acepta que él es el responsable de la tormenta y se lanza al mar.
La tormenta amaina inmediatamente, salvando a la tripulación.

2
Un gran pez se traga a Jonás y lo lleva al fondo del mar. Durante tres días, en la oscuridad, dentro del pez, Jonás ora a Dios, hasta que decide aceptar su destino de ir a predicar a Nínive. Inmediatamente el pez lo devolvió a tierra cerca de Nínive.
Allí, Jonás comienza a predicar: - Si continúas viviendo en la violencia y el error, en cuarenta días Nínive será destruida. No pueden seguir viviendo así.
Y la ciudad es tan grande que se necesitan tres días en recorrerla. Pero la gente escucha sus palabras y empieza a darse cuenta de que lo que dice es verdad. Y todos comienzan a ayunar y despojarse de lujos, volviéndose todos iguales. Incluso el rey de la ciudad escucha y está de acuerdo, y ayuna y se desnuda. Y todos se arrepienten de su violencia e ira (que es lo opuesto a la hermandad). Y Dios, al ver el arrepentimiento de Nínive, la perdona y la salva de la destrucción.

3
Pero Jonás no está contento con la decisión de Dios.
Como odiaba a Nínive, quería ver su fin. Y se alejó, a una choza que había construido al este de la ciudad, para ver qué pasaba.
Y Dios dio a luz una planta, que creció sobre la cabeza de Jonás. Y la planta le daba sombra y lo protegió del calor. Y Jonas tomó simpatía por ella.
Pero durante la noche, Dios envió un gusano a la planta, y cuando amaneció, estaba muerta. Y Jonás, cuando despertó, y el sol estaba fuerte sobre su cabeza, vio la planta y dijo que prefería morir antes que continuar en este mundo de un Dios injusto.
Entonces Dios le dijo: - Tuviste misericordia de una planta que no te costó ningún esfuerzo, que nació y murió como todas las cosas.
- ¿Por qué no he de tener compasión de la gran ciudad de Nínive y de sus 120,000 habitantes, que no saben distinguir entre su mano derecha y su mano izquierda, y también de muchos animales?


ANÁLISIS RESUMEN: EL CARÁCTER

- Jonas es el que prefiere permanecer acostado, y cuando su Alma lo llama, se resiste.

- Jonás representa nuestro rechazo a ver más allá de nuestro propio ego, nuestro rechazo y miedo a ver más allá del sistema de creencias en el que nos encerramos, ya sean esas creencias, ideológicas, materialistas, políticas, religiosas o lo que sea.

- La historia de Jonás es una invitación a buscar en nuestro interior algo más profundo, más esencial y menos idealizado. Acepta la invitación de la Vida, a vivir.

- Jean-Yves nos recuerda que cada uno de nosotros puede comprender y buscar su propio significado para cualquier narrativa metafórica. Que no hay un solo significado, y lo importante es encontrar algo que amplíe tu propia visión, tu comprensión. Y propone algunas interpretaciones.

- JONAS es hebreo. En ese idioma, IONA, significa "paloma”, pero un tipo de "paloma” que tiene las alas recortadas.

- Así surge la representación de la conciencia humana que tiene la dimensión espiritual, pero la niega. Representa nuestro deseo de volar, pero sin cambiar nada, sin arriesgarnos a despegar los pies del suelo. Quieres un cambio, pero en realidad no cambia nada.


ANÁLISIS RESUMEN: LA NARRATIVA

- Su voz interior le comunica algo, pero quiere seguir siendo el mismo, tiene miedo al cambio y huye de sí mismo.

- Nínive es el nombre hebreo de Ninua, una gran ciudad de Asiria, enemiga de los hebreos. Así que ahí está la razón de la negativa inicial de Jonás, de no ir a advertir a las personas que considera sus enemigos.

- Cierra los oídos y huye, yendo en otra dirección. Aquí representa la conciencia humana que huye de sí misma, que no quiere levantarse.

- Esta huída traerá, como consecuencia, la tormenta. Y vuelve a intentar esconderse de sí mismo, yéndose a dormir al fondo del barco.

- Pero el capitán viene a buscarlo. El capitán aquí representa el llamado de la conciencia.

- Y en el fondo de sí mismo, en su conciencia, Jonas sabe que él es el responsable de la tormenta. Y en ese momento decide dejar de retroceder.

- Y aquí Jonas representa nuestro estado de conciencia cuando nos responsabilizamos de lo que sucede en nuestra vida. Y cuando hacemos eso, aunque el problema no se resuelva, al menos cesa la tormenta, que es la angustia y el ormento psíquico, y surge algo de paz. Dejamos de culpar al mundo y a los demás, y asumimos nuestra persona, nuestro poder sobre nosotros mismos.

- Entonces Jonás es llevado a lo más profundo de sí mismo: La metáfora del pez gigante que se lo traga representa el Alma Eterna del propio Jonás, que lo lleva a las profundidades psíquicas y astrales de su propia conciencia, su Centro. Y allí, finalmente acepta su destino y es devuelto a su camino. Este es nuestro estado de conciencia cuando aceptamos nuestra propia oscuridad y volvemos a emerger a la verdad.

- Jonás va a Nínive y hace lo que tiene que hacer. Pero todavía, a pesar de esto, aún no se había reconciliado con el otro, con los que creía sus enemigos. Porque transmitió el mensaje, la advertencia, pero con la esperanza egoísta de ver a todos castigados. No le agrada que se hayan convertido en buenas personas a los ojos de Dios. Sigue siendo arrogante, pensando que es superior a aquellas personas que desprecia y odia. No los acepta como hermanos y hermanas. Y no está contento de que Dios los haya perdonado.

- A Jonás todavía le falta lo más importante, que es la humildad. Conquistó el centro de sí mismo, conquistó el miedo a sí mismo, pero todavía no ha superado su arrogancia, su incapacidad para aceptar a los demás como iguales. “Has vencido el miedo a ti mismo, pero todavía tienes el miedo de amar incondicionalmente, para lograr la compasión”.

- Y entonces la Vida, su Alma Inmortal, le trae una lección más. Note que Jonás se aleja para mirar hacia el este, como si de alguna manera fuera a meditar y buscar nuevamente la fuente de su Ser.

- Y este Yo, por la Naturaleza, por la Vida, siempre ella, esta Madre Divina, le muestra a Jonás que la compasión que tiene por la planta a la que se ha aficionado es la misma compasión suprema que está más allá del egoísmo que nos divide, que nos impide de ver la totalidad, el Gran Espíritu, el Gran Amor.


LA BALLENA EN EL ACUARIO
John Lilly, el tipo que dice que puede hablar con los delfines, dijo que estaba en un acuario y estaba hablando con una gran ballena que nadaba en su tanque.
Y la ballena siguió haciendo preguntas telepáticamente.
Y una de las preguntas que la ballena seguía haciendo era:
- ¿Todos los océanos tienen paredes?


EL YO, LA CONCIENCIA, EL ESTADO DE CONCIENCIA Y EL MUNDO

El dormir espiritual es la NO conciencia del verdadero YO.
Ocurre cuando nos apegamos a nuestras ideas y emociones, confundiendo CONCIENCIA con ESTADO DE CONCIENCIA.
En este estado latente, proyectamos nuestras limitaciones sobre el MUNDO, convirtiéndonos en nuestros propios verdugos.


COMENTARIO FINAL
Hay dos puntos que considero fundamentales para el desarrollo de la madurez psíquicoespiritual. Uno de ellos puede desarrollarse a partir de la comprensión del desarrollo de esta historia, pero sobre todo aprendiendo a discernir entre CONCIENCIA y ESTADO DE CONCIENCIA. Y eso no es posible a través del pensamiento, es un estado meditativo: observar al observador.
Este discernimiento es la clave de lo que Yajnavalkya en el Brhad-Aranyaka Upanishad llama "conocer al que sabe", o "instrucción para la inmortalidad”.
Una lectura superficial de la historia de Jonás puede contentarse con el aspecto compasivo de la Deidad. Una lectura aún más superficial sólo verá una fábula moral. Pero en este proceso de Jonás, hay más: Está la descripción del propio flujo espiritual y ecológico del ser humano, de las fuerzas que lo retienen (sus miedos) y la fuerza que lo inspira y lo lanza a la LUZ del AMOR.
Dije dos puntos. Este, discernir entre Conciencia y Estado de Conciencia, es uno de ellos. La otra, de la que nos ocuparemos en su momento, se refiere a nuestro hábito de RECHAZAR y ocultarnos a nosotros mismos cuál es realmente la causa de nuestras fobias. Un punto que mantenemos ciegos y ocultos de nosotros mismos, a través de nuestras creencias de todo tipo. Tu vida cambiará por completo cuando despiertes a esto

Jonas y la Balena (1621), por Pieter Lastman

PORTUGUÊS

Livremente baseado nas aulas/livro de Jean-Yves Leloup, “Caminhos da Realização”.

“Cada personagem representa um estado de consciência”

JONAS e a BALEIA


1
Jonas recebe uma mensagem de Deus (Jean-Yves prefere dizer “Aquele que É”):
- Levanta-te, desperta, vai a Nínive, a grande cidade, capital da Assíria, prega nela que tenha consciência de sua maldade e loucura.
Mas Jonas, ao invés, prefere ir na direção oposta: Compra passagem em um barco para o transportar para Társis.
Em alto mar, cai uma grande tempestade que ameaça afundar o navio. Jonas vai para o fundo do barco dormir.
A tripulação consulta o oráculo e tem como resposta que a tempestade foi causada pela presença de Jonas no barco. O capitão vai até Jonas e pede que ele faça algo.
Jonas concorda que é ele o responsável pela tempestade e se atira no mar. A tempestade imediatamente cessa, salvando a tripulação.

2
Um grande peixe engole Jonas e o leva para o fundo do mar. Durante três dias, no escuro, dentro do peixe, Jonas ora a Deus, até que resolve aceitar seu destino de ir a Nínive pregar.
Imediatamente o peixe o devolve à terra, nas proximidades de Nínive.
Ali, Jonas começa a pregar: - Se vocês continuarem a viver em violência e erro, em quarenta dias Nínive será destruída. Não podem continuar a viver assim.
E a cidade é tão grande que são necessários três dias para atravessá-la. Mas o povo escuta suas palavras e começa a ter consciência de que o que diz é verdade. E todos começam a jejuar e se despir de luxos, ficando todos iguais. Até o rei da cidade ouve e concorda, e jejua e se despe. E todos se arrependem de sua violência e cólera (que é o avesso da fraternidade).
E Deus, vendo o arrependimento de Nínive, a perdoa e poupa da destruição.

3
Mas Jonas fica inconformado com a decisão de Deus.
Como odiava Nínive, queria ver seu fim. E se afastou, para uma cabana que construiu a leste da cidade, para observar o que aconteceria.
E Deus fez nascer uma planta, que cresceu por sobre a cabeça de Jonas. E a planta lhe dava sombra e protegia do calor. E Jonas se afeiçoou a ela.
Mas durante a noite, Deus mandou um verme para a planta, e quando amanheceu, ela estava morta. E Jonas, quando acordou, e o sol ficou forte em sua cabeça, viu a planta e disse que preferia morrer, do que continuar neste mundo de um Deus injusto.
Então, Deus lhe disse: - Você teve piedade de uma planta que não lhe custou esforço algum, que nasceu e morreu como todas as coisas.
- Porque eu não haveria de ter compaixão da grande cidade de Nínive e de seus 120 mil habitantes, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?


ANÁLISE RESUMIDA: O PERSONAGEM


- Jonas é aquele que prefere continuar deitado, e quando sua Alma o chama, ele resiste.

- Jonas representa nossa recusa em ver além de nosso próprio ego, nossa recusa e medo em ver além do sistema de crenças em que nos fechamos, sejam essas crenças, ideológicas, materialistas, políticas, religiosas, ou qualquer outra.

- A história de Jonas é um convite a buscarmos dentro de nós algo mais profundo, mais essencial e menos idealizado. Aceitar o convite da Vida, para viver.

- Jean-Yves nos lembra que cada um de nós pode compreender e buscar seu próprio significado para qualquer narrativa metafórica. Que não há um significado só, e o que importa é encontrar algo que amplie sua própria visão, seu entendimento. E ele propõe algumas interpretações.

- JONAS é hebreu. Nesse idioma, IONA, significa “pomba”, mas um tipo de “pomba” que tem asas aparadas.

- É assim a representação da consciência humana que tem a dimensão espiritual, mas a nega. Representa nosso desejo de voar, mas sem mudar nada, sem se arriscar a mover os pés do chão. Quer a mudança, mas não muda realmente nada.


ANÁLISE RESUMIDA: A NARRATIVA

- Sua voz interior lhe comunica algo, mas ele quer permanecer igual, tem medo da mudança e foge de si mesmo.

- Nínive é o nome hebraico para Ninua, uma grande cidade da Assíria, inimiga dos hebreus. Então aí, o motivo da recusa inicial de Jonas, em não ir alertar as pessoas que considera seus inimigos.

- Fecha os ouvidos e foge, indo para outra direção. Aqui ele representa a consciência humana que foge de si mesma, que não quer se levantar.

- Essa fuga vai trazer, como consequência, a tempestade. E ele tenta se esconder de si mesmo novamente, indo dormir no fundo do barco.

- Mas o capitão vem procurá-lo. O capitão aqui representa o chamado da consciência.

- E, no fundo de si, de sua consciência, Jonas sabe que é ele o responsável pela tempestade. E nesse momento ele decide parar de recuar.

- E aqui Jonas representa nosso estado de consciência de quando assumimos nossa responsabilidade pelo que se passa em nossas vidas. E quando fazemos isso, ainda que o problema não esteja resolvido, pelo menos a tempestade, que é a angústia e tormento psíquico, cessa, e surge alguma paz. Paramos de culpar o mundo e os outros, e assumimos nossa pessoa, nosso poder sobre nós mesmos.

- Então Jonas é levado à profundeza de si mesmo: A metáfora do peixe gigante que o engole, representa a Alma Eterna do próprio Jonas, que o leva para as profundezas psíquicas e astrais de sua própria consciência, seu Centro. E ali, ele finalmente aceita seu destino, e é trazido de volta para seguir seu caminho. Este é nosso estado de consciência quando aceitamos a nossa própria escuridão e emergimos de volta à verdade.

- Jonas vai a Nínive, e faz o que tem que fazer. Mas ainda assim, apesar disso, não tinha ainda se reconciliado com o outro, com aqueles que acredita serem seus inimigos. Porque transmitiu a mensagem, o alerta, mas na esperança egoísta de ver a todos castigados. Não lhe agrada que tenham se tornado boas pessoas aos olhos de Deus. Continua arrogante, se achando superior a essas pessoas que menospreza e odeia. Não as aceita como irmãos e irmãs. E fica inconformado que Deus as tenha perdoado.

- Falta ainda a Jonas o mais importante, que é a humildade. Conquistou o centro de si mesmo, venceu o medo de si, mas ainda não superou sua arrogância, sua incapacidade de aceitar os outros como iguais. Venceu o medo de si, mas ainda tem o medo de amar incondicionalmente, para alcançar a compaixão.

- E então a Vida, sua Alma Imortal, traz a ele mais uma lição. Repare que Jonas se afasta para observar, na direção leste, o nascente, como se de certa forma fosse meditar e procurar novamente a fonte de seu Eu.

- E esse Eu, através da Natureza, da Vida, sempre ela, essa Mãe Divina, mostra a Jonas que a compaixão que ele tem pela planta com a qual se afeiçoou, é a mesma compaixão suprema que está além do egoísmo que nos divide, que nos impede de ver a totalidade, o Grande Espírito, o Grande Amor.


A BALEIA NO AQUÁRIO
John Lilly, o cara que diz que pode falar com golfinhos, disse que estava em um aquário e estava conversando com uma grande baleia que estava nadando em seu tanque.
E a baleia ficava fazendo perguntas telepaticamente.
E uma das perguntas que a baleia não parava de fazer era:
- Todos os oceanos têm paredes?


O EU, A CONSCIÊNCIA, O ESTADO DE CONSCIÊNCIA E O MUNDO
O sono espiritual é a NÃO consciência do EU verdadeiro.
Acontece quando nos apegamos a nossas ideias e emoções, confundindo CONSCIÊNCIA com ESTADO DE CONSCIÊNCIA.
Nesse estado adormecido, projetamos no MUNDO nossas limitações, nos tornando os algozes de nós mesmos.


COMENTÁRIO FINAL
Há dois pontos que considero fundamentais para o desenvolvimento da maturidade psíquica-espiritual. Um deles pode ser desenvolvido a partir do entendimento do desdobramento desta história, mas especialmente por aprender a discernir entre CONSCIÊNCIA e ESTADO DE CONSCIÊNCIA. E isso não é possível através do pensamento, é um estado meditativo: observar o observador.
Esse discernimento é a chave para aquilo que Yajnavalkya, no Brhad-Aranyaka Upanishad chama de “conhecer aquele que conhece”, ou “instrução para a imortalidade”.
Uma leitura superficial da história de Jonas pode-se contentar com o aspecto compassivo da Divindade. Uma leitura ainda mais superficial, enxergará apenas uma fábula moral. Mas nesse processo de Jonas, há mais: Há a descrição do próprio fluxo espiritual e ecológico do ser humano, das forças que o retêm (seus medos) e da força que o inspira e arremessa à LUZ do AMOR.
Eu disse dois pontos. Esse, o discernir entre Consciência e Estado de Consciência, é um deles. O outro, trataremos oportunamente, e diz respeito ao nosso costume de RECHAÇAR e esconder, de nós mesmos, o que realmente é a causa de nossas fobias. Um ponto que mantemos cego e oculto a nós mesmos, através de nossas crenças de todos os tipos. Sua vida mudará completamente, quando acordar para isso.

Jonas e a Baleia, por Jami al-Tavarikh (circa 1400)