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Andando a esmo



Existem muitos mestres no mundo, mas existem muito poucos discípulos que são verdadeiros buscadores.
(Paramahansa Hariharananda)

Por que andais a esmo pelo campo? Para verdes um caniço agitado pelo vento? Ou um homem vestido de roupas finas, como vossos reis e vossos grandes personagens? Esses é que vestem roupas finas, mas não poderão conhecer a verdade.
(Jesus, logion 78, Evangelho de Tomé, Nag Hammadi)

O bode tem uma barba longa. Ele é um guru?
(Paramahansa Hariharananda)

E para aqueles que pensam que O conhecem, deixe-os conhecer. Quanto a mim, qual o alcance de muitas palavras, Oh, mestre? Sua glória não está ao alcance de minha mente, corpo ou palavras... O que não podem esquecer aqueles cujas mentes estão desnorteadas pelo véu da ilusão? Afinal de contas, este inteiro mundo ilusório consistentemente esqueceu a si mesmo. 
(Bhaagavata Puraana, Livro X, capítulo 14, 38/44)

Todo dia e noite são para você observar: -Quem sou eu.
(Paramahansa Hariharananda)


Metáfora



Uma metáfora que pode auxiliar a discernir a rota:


O ESPÍRITO é como o OCEANO


O EGO (AHAMKARA) é como um REDEMOINHO.


O GURU é como uma CORRENTE MARÍTIMA. 


O oceano é vasto e se espalha, queiramos ou não. O redemoinho faz muito movimento, mas não sai do lugar e eventualmente nos afoga. A corrente marítima guia até um lugar, desde que se saiba navegar.




Também é bom lembrar que a meditação exige CONCENTRAÇÃO. 


Qualquer tipo de concentração traz paz. Concentrar-se em uma pequena tarefa: traz paz. Mas às vezes é necessário esforço para concentrar-se. Focar o pensamento em único ponto, em uma ação integrada.


Concentrar-se na meditação, além de paz, traz também libertação interior. Porque nos liberta do turbilhão do ego e nos faz entregar à guia do guru, no caminho dentro da imensidão.