Programa de São Paulo de 2017, com Sarveshwarananda
E aconteceu em Sampa mais um programa de estudos e iniciação na meditação Kriya Yoga. Conforme ensinada por Paramahansa Hariharananda, seguindo a tradição do Ashram de Karar.
O programa foi guiado pelo Yogi Sarveshwarananda, que atualmente reside no ashram em Buenos Aires. Depois de São Paulo, foi para a França, para guiar outro programa.
Neste ano 2017, as atividades foram amorosamente programadas e dirigidas pelas Mamajis Cintia Lima e Camila Bogéa. Muita gente do grupo colaborou voluntariamente. Gratidão a todos.
Fico feliz que o grupo continue se desenvolvendo, gradualmente e com vivências tão amorosas. Desenvolver a maravilhosa paz interior, de onde nascem tantas coisas perfumadas e claras, só com respiração, e sem nenhum artifício químico ou culto ilusório a falsos mestres narcisistas.
Manter a disciplina da meditação diária e de algum trabalho voluntário, uma vez ou outra, mas sempre feito com alegria.
Eis um grande feito.
Boa libertação pra todos.
Nos vemos no Oceano de Luz.
Yogacharya Céu
Sampa, outubro de 2017
Etiquetas:
Arca do Amor,
Iniciação em Kriya Yoga,
Kriya Yoga,
meditação,
sarveshwarananda,
yogacharya céu
Consciência do Nada
![]() |
| JIVA 4- PLANOS, desenho-litogravura de Céu D'Ellia |
O VEDANTA cita, entre os aspectos da mente, AHANKAARA.
Quem estuda sânscrito sabe que
traduções diretas das palavras são impossíveis ou, ao menos, não recomendáveis.
Meus professores desse idioma, que também são meus professores de meditação, diriam que o
significado do sânscrito só pode ser entendido, inicialmente, por aproximação
explicativa. E em seguida, mais que compreendido, “realizado” pela prática
constante da meditação.
Assim, uma forma aproximada de
entender AHANKAARA, é como o aspecto de nossa mente que faz a separação entre
“eu” e “outro”, ou “eu” e “resto do mundo”. É chamado também de semente da
separação. A separação, na consciência, do que se entende como “eu” e de “tudo
que não é o eu”.
Também podemos dizer, ahankaara é
o “eu que pensa que faz”, o “eu que pensa que é”. É aquela parte da mente que
esquece que o corpo é conseqüência de fatos e matéria que antecedem o próprio
nascimento. Que esquece que as próprias ideias, palavras, conceitos, existem
independe e anteriormente à percepção de “eu”. E continuarão depois da morte
desse “eu”, através do mundo e dos outros.
Costuma-se traduzir AHANKAARA
como EGO. Mas não é mesma coisa. O que se entende como ego engloba o ahankaara
e mais outros aspectos da mente. Poderia se dizer, de forma simplificada,
que enquanto uma pessoa que perde a noção de EGO, enlouquece, por outro lado,
uma pessoa que se liberta de AHANKAARA, alcança a consciência transcendental.
Ou seja, a consciência que vai além de si própria e que é capaz de enxergar o
outro como um fenômeno de uma só totalidade do qual todos fazem parte. Uma
consciência, portanto, que se torna compassiva, intuitiva e empática.
Dizemos também que ahankaara,
semente da separação, é assim também semente da “angustia primordial”. Um estado de desconforto atávico que todo ser humano comum carrega desde o
nascimento. Alguns com alguma consciência disso, outros com nenhuma. Uma
insatisfação, nunca superada, que procura ser preenchida por experiências
físico-sensoriais, emocionais e intelectuais. O motivo dessa “angústia
primordial” seria a separação que se dá na consciência, quando o ser deixa de
fazer parte do Todo e passa a se perceber indivíduo. Há o prazer de
se perceber existente e há a dor da separação da totalidade. Entre o prazer e
a dor, aloja-se a angustia.
Os aspectos da mente só podem ser
plenamente percebidos em estados específicos da própria mente. Perceba que “aspecto” e
“estado” são termos diferentes. Aspecto é uma característica, um elemento.
Estado é um local, uma instância.
A inter-relação entre aspectos e estados determinam o tipo (ou qualidade) de consciência de um ser
individual.
(Aqui, um parênteses...
Talvez a Fenomenologia, que é uma corrente filosófica surgida no Ocidente, bem no final do séc. XIX, tenha aberto espaço para se perceber, no auto-proclamado mundo ocidental, que as práticas orientais de meditação não eram meros rituais supersticiosos. Um discernimento que já se esboçava ainda algumas décadas antes, com as ideias filosóficas de, entre outros, Immanuel KANT e Arthur SCHOPENHAUER.
Talvez a Fenomenologia, que é uma corrente filosófica surgida no Ocidente, bem no final do séc. XIX, tenha aberto espaço para se perceber, no auto-proclamado mundo ocidental, que as práticas orientais de meditação não eram meros rituais supersticiosos. Um discernimento que já se esboçava ainda algumas décadas antes, com as ideias filosóficas de, entre outros, Immanuel KANT e Arthur SCHOPENHAUER.
Mas é apenas em meados do século
XX, com os avanços científicos nos estudos do funcionamento do sistema nervoso
central humano, que se começa a perceber que, além de fonte de reflexões
filosóficas, meditação é uma ciência que pode ser verificada empiricamente e
que tem gradações quantificáveis de desenvolvimento. O fato objetivo é que
descrições sobre o funcionamento da mente, registradas nos UPANISHADS em tempos
remotos, hoje são verificadas em laboratórios e análises do metabolismo
humano. Por exemplo, os chamados “estados da mente” e as hoje estudadas
variações das ondas cerebrais.
... que fecha aqui)
Meditação é, em primeiro
momento, uma prática de auto-investigação. Dependendo de algumas condições, torna-se um processo de discernimento do que é periférico e do que é
central no fenômeno da consciência. Na minha prática pessoal de meditação,
assim como no acompanhamento do desenvolvimento de meus alunos, percebi que, o
ponto de transição da consciência que supera a angústia primordial é aquele que
supera a identificação com a própria forma transitória. É quando a consciência
do NADA deixa de ser um medo, para ser uma fonte de paz e prazer.
É quando se percebe que a fonte
que alimenta a própria existência, o TUDO, é o próprio Nada.
A identidade deixa de ser uma soma de projeções periféricas e se torna a consciência pura de um EU central e vazio, completamente vivo e preenchido de NADA.
A identidade deixa de ser uma soma de projeções periféricas e se torna a consciência pura de um EU central e vazio, completamente vivo e preenchido de NADA.
TUDO que existe é a moldura de
NADA. Através de tudo, se realiza o nada. Através da consciência conciliada com
o nada, cada instante se torna único, inteiro, total.
Quanto mais um indivíduo é capaz
de se aproximar da consciência do Nada, mais ela/ele desenvolve qualidades de
integração, auto-consciência e prazer transcendental (ou não limitado por
circunstâncias materiais).
Yogacharya Céu
SP 10 out 2017
Yogacharya Céu
SP 10 out 2017
Quem é o Yogacharya* Céu?
*Yogacharya: Professor autorizado
Nascido em 1963, estuda meditação e técnicas de integração da consciência e do corpo desde a adolescência, entre as quais o Sengei N’garo (arte marcial tibetana), a Natação Zen (japonesa) e o Kathakali (dança marcial masculina indiana).
Suas primeiras práticas de meditação formal começam em 1987, com a Meditação
em Movimento na linha Theravada do Ceilão, pelo Venerável Puhuwelle Vipassi, técnica da linha que deu origem ao que hoje se chama Mindfulness. Em 1997 é iniciado por Chagdud Tulku Rinpoche na prática avançada de Phowa Budista Tibetano.
Em 2000 é iniciado em Kriya Yoga, na linhagem de Sree Lahiri Mahasaya – Harirananda, do Ashram de Karar de Puri, Índia. Em 2011 é autorizado como Yogacharya Céu, dessa linhagem, pelo Swami Sarveshwarananda Giri. Conviveu brevemente com Paramahansa Hariharananda (1907-2002), de quem recebeu ensinos diretos. Hariharananda é Mestre Realizado em Kriya Yoga, discípulo direto de Yogananda e Sree Yukteshwar.
Clique aqui para conhecer melhor a linhagem Sree Lahiri-Hariharananda
entre em contato com o Yogacharya Céu através do e-mail ceu@ailhadoceu.com.br
entre em contato com o Yogacharya Céu através do e-mail ceu@ailhadoceu.com.br
Sarveshwarananda, setembro 2017 em São Paulo
Sarvesh estará em São Paulo de 14 a 18 de Setembro de 2017. Programe-se e aproveite!
Nascido na França em 1959, David Vachon recebeu o nome Sarveshwarananda quando tornou-se monge em 1998.
Desde 1988 começou a estudar com um dos mais notáveis professores de Kriya Yoga de todos os tempos, Paramahansa Hariharananda (1907-2002), mais conhecido afetuosamente por seus alunos como Baba (Paizinho). De fato, o encontro entre ele e Baba foi bem impactante. De ateu e anarquista convicto, formado em Comunicação pela Sorbonne, David tornou-se monge renunciado e cuidador direto e mais próximo de Baba, durante os últimos anos de vida deste. Ao todo estudou e conviveu diretamente com Baba por 14 anos.
Com a morte (mahasamadhi) de Baba em 2002, Sarvesh parte para um retiro de silêncio de quase dois anos, nas montanhas dos Himalayas. Retorna em seguida, para conduzir durante 10 anos, uma série de ações humanitárias na Índia e América do Sul. Em 2009 abandona o voto monástico e em 2011 tem uma filha. Atualmente mora em Buenos Aires e viaja regularmente, iniciando alunos em meditação Kriya Yoga, oferecendo workshops de auto-conhecimento e atendendo consultas particulares de medicina ayurvedica.
Em São Paulo, neste Setembro de 2017:
Se você quer se CONSULTAR particularmente com Sarvesh, para diagnóstico em MEDICINA AYURVÉDICA ou para seu DESENVOLVIMENTO PESSOAL:
- Contate José Orbino: jorbino@gmail.com/ cel: (11) 9 4144 8447.
- Preço da consulta individual: R$ 270,00
Se você quer participar de um curso rápido sobre a BHAGAVAD GITA como instrumento de auto conhecimento (workshop SOMOS UM BHAGAVAD GITA VIVO):
- Contate Marcos: mtvf@hotmail.com/ cel: (11) 9 9688 6377.
- Preço: R$ 170,00
- Duração 4 horas (14h30 às 18h30), Domingo 17 de Setembro de 2017
Se você quer se iniciar na técnica de meditação KRIYA YOGA:
- Vá na palestra gratuita, para receber todas as informações e tirar suas dúvidas.
- A PALESTRA GRATUITA (DESCOBRINDO O PROPÓSITO DA VIDA) acontecerá na quinta-feira, dia 14 de Setembro de 2017, das 19h às 20h30, no Centro Cultural da Índia. Alamenda Sarutaiá, 380. Jardim Paulista.
- Reserve o Sábado, dia 16 de Setembro para sua iniciação.
- Contate Camila Bogea: camilabogea@hotmail.com/ cel (11) 9 8409 0323.
- Quem quer se iniciar, além de estar presente na PALESTRA GRATUITA, precisa oferecer, no dia da iniciação, CINCO FRUTAS, CINCO FLORES e DONATIVO FINANCEIRO de R$ 396,00
Com Amor,
Yogacharya Céu
Nascido na França em 1959, David Vachon recebeu o nome Sarveshwarananda quando tornou-se monge em 1998.
Desde 1988 começou a estudar com um dos mais notáveis professores de Kriya Yoga de todos os tempos, Paramahansa Hariharananda (1907-2002), mais conhecido afetuosamente por seus alunos como Baba (Paizinho). De fato, o encontro entre ele e Baba foi bem impactante. De ateu e anarquista convicto, formado em Comunicação pela Sorbonne, David tornou-se monge renunciado e cuidador direto e mais próximo de Baba, durante os últimos anos de vida deste. Ao todo estudou e conviveu diretamente com Baba por 14 anos.
Com a morte (mahasamadhi) de Baba em 2002, Sarvesh parte para um retiro de silêncio de quase dois anos, nas montanhas dos Himalayas. Retorna em seguida, para conduzir durante 10 anos, uma série de ações humanitárias na Índia e América do Sul. Em 2009 abandona o voto monástico e em 2011 tem uma filha. Atualmente mora em Buenos Aires e viaja regularmente, iniciando alunos em meditação Kriya Yoga, oferecendo workshops de auto-conhecimento e atendendo consultas particulares de medicina ayurvedica.
Em São Paulo, neste Setembro de 2017:
Se você quer se CONSULTAR particularmente com Sarvesh, para diagnóstico em MEDICINA AYURVÉDICA ou para seu DESENVOLVIMENTO PESSOAL:
- Contate José Orbino: jorbino@gmail.com/ cel: (11) 9 4144 8447.
- Preço da consulta individual: R$ 270,00
Se você quer participar de um curso rápido sobre a BHAGAVAD GITA como instrumento de auto conhecimento (workshop SOMOS UM BHAGAVAD GITA VIVO):
- Contate Marcos: mtvf@hotmail.com/ cel: (11) 9 9688 6377.
- Preço: R$ 170,00
- Duração 4 horas (14h30 às 18h30), Domingo 17 de Setembro de 2017
Se você quer se iniciar na técnica de meditação KRIYA YOGA:
- Vá na palestra gratuita, para receber todas as informações e tirar suas dúvidas.
- A PALESTRA GRATUITA (DESCOBRINDO O PROPÓSITO DA VIDA) acontecerá na quinta-feira, dia 14 de Setembro de 2017, das 19h às 20h30, no Centro Cultural da Índia. Alamenda Sarutaiá, 380. Jardim Paulista.
- Reserve o Sábado, dia 16 de Setembro para sua iniciação.
- Contate Camila Bogea: camilabogea@hotmail.com/ cel (11) 9 8409 0323.
- Quem quer se iniciar, além de estar presente na PALESTRA GRATUITA, precisa oferecer, no dia da iniciação, CINCO FRUTAS, CINCO FLORES e DONATIVO FINANCEIRO de R$ 396,00
Com Amor,
Yogacharya Céu
Primeiro Programa de Kriya Yoga em Manaus
De 15 a 19 de Junho de 2017, aconteceu em Manaus o primeiro programa de Kriya Yoga nessa cidade. Segundo a tradição da linhagem transmitida de Lahiri a Yukteshwar, Yogananda, e até Hariharananda*, do Ashram de Karar.A Kriya Yoga é uma prática de meditação profunda. Não é religião e nem somos um grupo sectário. Qualquer pessoa, atéia ou de qualquer credo espiritual, pode aprender e praticar. É baseada em técnica científica, de desenvolvimento mensurável, segundo antigas tradições que circulam há milênios no subcontinente Indiano. Traz benefícios comprovados por pesquisas científicas recentes. Para a saúde física, mental e para o amadurecimento psicológico.
Inúmeras vezes ao longo dos séculos a transmissão dessa prática sutil foi perdida. Nem sempre os professores alcançam o estágio de pleno desenvolvimento e, gradualmente, de geração em geração, perde-se a pureza necessária para a correta iniciação de novos alunos.

O iniciador moderno da linhagem, Lahiri Mahasaya*, alertava quanto aos riscos de transformar a difusão da prática em atividade de grandes instituições. Apenas quem se aprofunda de verdade na consciência imaterial pode entender os alertas de Lahiri, e o processo de diluição e perda da pureza da transmissão. Mas o que posso dizer, de forma mais pragmática, é que quanto maiores os grupos, mais política, mais disputa de poder e maiores quantias de dinheiro envolvidas. Substitui-se o estudo pelo culto de personalidades e pela ganância material. Consequentemente, menos foco na prática e na realização Kriya. Mais narcisismo e menos pratyahara.
Sou grato à vida por ter podido olhar nos olhos de Hariharananda (1907-2002), pouco menos de um ano antes de sua morte. Eu não poderia saber o que sei hoje sobre o que se esconde nos olhos dos seres viventes, se não tivesse tido essa oportunidade reveladora. Também não poderia ter aprendido o que aprendi (e continuo estudando) se não tivesse estado tão próximo de tão dedicado, amoroso e generoso professor.
Era ele um iluminado? Como posso saber?
Dizemos que ele é um Mestre Realizado, porque atingiu o desenvolvimento mais elevado da Kriya Yoga, atingindo o raro estágio de Nirvikalpa Samadhi, que entre outras coisas tem como características físicas, a ausência de pulso e respiração.
Sei também que aconteceram alguns fenômenos muito incomuns entre eu e ele, no período de poucas semanas em que estivemos fisicamente juntos. Mas afirmar que esta ou aquela pessoa é iluminada... É melhor ter cautela com isso.
![]() |
| O primeiro grupo de kriyayogis de Manaus |
Fui confirmado Yogacharya, podendo iniciar interessados em conhecer e praticar Kriya Yoga, por outros dois alunos diretos de Baba Hariharananda: Yogi Sarveshwarananda e Yogacharya Don Baba. Ambos estudaram e conviveram com Baba por algumas décadas. O primeiro me confirmou em 2011 e o segundo mais recentemente, no início deste 2017. É uma grande responsabilidade. Faço o melhor possível para aprimorar, todos os dias, a todo momento, a minha própria prática. Porque quero oferecer o melhor possível para quem se aproxima de mim para aprender algo. Mas sou apenas um minúsculo yogacharyazinho. Um ser humano perfeitamente imperfeito, como todos os outros.
Fiquei muito feliz com a iniciação em Manaus. Organizada com Amor pelos inspirados Marcelo Calegare e Fernanda Priscilla. Contei também com o Amor, apoio e colaboração de minha esposa Fedra de Faria e do amigo Moacir Biondo (e toda sua família). Grato a todos eles.
Realizamos duas palestras gratuitas e abertas a interessados. Uma delas em auditório no prédio da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas. Iniciamos 23 pessoas.
A qualidade dos alunos é EXCELENTE. Uma grande alegria ter tido essa maravilhosa oportunidade. Todos com grande potencial e poderão superar facilmente este pequeno professorzinho, se dedicarem-se.
O dinheiro arrecadado foi utilizado para pagar as passagens aéreas e outras despesas. O restante foi doado: parte para que o grupo de Manaus comprasse materiais de estudo, parte para o grupo de São Paulo pagar passagens aéreas dos próximos programas que trarão Yogi Sarveshwarananda e Yogacharya Don Baba.
Fique atento porque muito em breve postarei aqui sobre o próximo programa de nosso amigo Sarveshwarananda, em São Paulo, em Setembro de 2017.
Agradeço com Amor a Todos os envolvidos.
Yogacharya Céu
*Conheça nossa linhagem aqui: Nossa linhagem de transmissão Kriya Yoga
O Amor é o mais importante. (parte 1 de 5)
- A instrução de Hariharananda.
- Maior que a Fé e a Esperança.
- Eros, Philia, Ludus, Pragma, Philautia e Ágape.
- Ódio e Medo.
- Kriyavans definem o Amor.
No fim de semana de 27 e 28 de Maio de
2017, o grupo de São Paulo reuniu-se em um sítio para um Retiro de
Aprofundamento em Kriya Yoga. O tema de estudo: "O Amor é o mais
importante."
O que segue é o texto base que foi desenvolvido
nesse retiro:
Ao ser iniciado em Kriya Yoga na
linhagem de Hariharananda, o aluno aprende uma sequência de sete técnicas,
precedidas de sete preparações preliminares. A sétima e última preparação é: -
Faça com Amor.
- O
Amor é o mais importante.
Essa é uma citação comum do Guru,
Paramahansa Hariharananda (1907-2002). Baba, como nós mais afetuosamente o
chamamos, sempre repetia, quando guiava as meditações: - Amor, amor, amor. O
Amor é o mais importante.
Sempre lembro dessa fala. De fato, uma
frase bem poética e simpática. Mas foi somente após 16 anos de prática, quando
havia mudado para New York City, já meditando nos Kriyas mais avançados, que
dei o clique: há muito mais nessa frase do que poesia e acolhimento. Baba não
repetiria algo tão insistentemente, se isso não fosse realmente muito
necessário. Não é apenas um conselho amoroso e camarada. Para realizar a
conexão Kriya, de fato, mais que nada, o Amor é o mais importante.
E por que? Por que, para a prática de
Kriya Yoga, o Amor é o mais importante?
Sim, você pode me dizer, fazer qualquer
coisa com amor é bom, porque nos coloca em uma melhor disposição diante do que
temos que fazer.
Você pode citar o lindo capítulo 13 da Primeira Epístola de
São Paulo aos Coríntios:
“Ainda que eu falasse as línguas dos
homens e dos anjos, e não tivesse Amor*, seria como o metal que soa ou como o
sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os
mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que
transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que
distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que
entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me
aproveitaria. A Caridade é sofredora é benigna; o Amor não é invejoso, não
trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não
busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a
injustiça, mas folga com a verdade. Tudo Sofre, tudo crê, tudo espera e tudo
suporta. O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo
línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos,
e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que é em
parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como
menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as
coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos
face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou
conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas
o maior destes é o Amor.”
(* A palavra “amor” na epístola é
originalmente, em grego, “agape” que, em algumas traduções, aparece com o vocábulo
“caridade”.)
Você pode dizer tudo isso pra mim e eu
vou concordar. Mas tem mais. Baba está nos orientando que o aspecto mais
importante da meditação é o Amor. Não é o Guru, ou a técnica, a concentração, o
professor, ou o grupo do qual fazemos parte. Não são os anos de experiência e
muito menos a quantidade de informações que acumulamos sobre o que é meditação
ou espiritualidade. É o Amor. O Amor é o mais importante.
Mas o que é o Amor? A que Amor Baba se
refere?
Uma das formas mais comuns de se tentar
explicar o Amor é através de seis palavras gregas que definem seis tipos
diferentes de amor:
Eros, Philia, Ludus, Pragma, Philautia e
Ágape.
- Eros é a paixão sexual, a atração
física. Pode ser uma forma de aproximar intimamente as pessoas, mas também pode
aflorar o desejo de dominar e possuir.
- Philia é a amizade profunda. O amor que
se desenvolve entre pessoas que compartilham a vida com solidariedade e
lealdade.
- Ludus é o compartilhar em brincadeira.
Comum entre as crianças, surge também entre adultos que se reúnem para uma
festa, para dançar ou praticar um esporte.
- Pragma é o amor duradouro, aquele que se
desenvolve entre pessoas que compartilham a vida juntos, como os casais. É
fruto de paciência e dialogo compassivo.
- Philautia é o amor por si mesmo. Pode se
tornar algo perigosamente narcisista, mas pode também ser o amor da
auto-confiança, da busca interior pelo auto-conhecimento.
- Ágape é o amor incondicional,
desapegado. Considerado a forma mais elevada de amor, porque é aquele
dedicado à humanidade inteira. O amor de quem se preocupa em amparar estranhos,
sem esperar nada em troca.
Há também quem explique o que é o Amor,
pelo seu oposto. E o oposto do Amor não seria o ódio, mas o medo.
Porque o ódio é um estado de atração
invertida. Quem odeia, sente-se ligado ao objeto do ódio. Assim como quem ama,
sente-se ligado ao objeto do amor. Mas o medo, desliga, afasta. Enquanto o Amor
liga, reúne.
Quem tem medo se recolhe, esconde, se
fecha. Quem ama se abre, vai à vida.
Tudo isso é muito interessante e ecoa
dentro da maioria de nós como verdadeiro. Mas ainda tem mais. Todas essas
explicações acima, por exemplo, dizem respeito às pessoas, ao amor como algo
que nasce nos seres humanos. E o Amor pode ir mais além da gente. Pode ser
transcendental.
Após discutir com os participantes o que vai acima, pedi que eles conversassem entre si e encontrassem definições sintéticas para dizer o que entendem como amor. Isto é o que eles escreveram:
" O Amor nos une, torna indiferente nossas
diferenças. Não apenas entre humanos, mas entre todos seres viventes. É
indizível, inefável. Cada um exerce o Amor que lhe é possível."
" Amor, força que integra, mobiliza, reúne, dá segurança, através de Compaixão, tolerância, doação, empatia, entrega e outras manifestações. Estratégia evolutiva."
" O Amor é uma força poderosa e transformadora, que faz compreender o incompreensível. Por Amor se faz o que é preciso mesmo no fim das forças."
" O Amor é a força que une e transforma. O Amor está em tudo e em todos."
" O Amor é uma escolha. Escolher estar inteiro em cada momento, em cada ação. Dar o nosso melhor, buscando não um ganho pessoal, mas que tudo se ajeite da melhor maneira possível."
" O Amor é uma sensação, uma energia, uma força não-racional, universal, transcendental. Seja para com si próprio ou o outro, e que integra e nos une."
" Energia criadora, mantenedora e provedora."
" O Amor = Presença divina que cria, mantém e transforma o universo."
" Amor, a percepção e atenção com o próximo, aceitação, o que nutre."
" Amor: Força e consciência, criadora, nutridora, transformadora, curativa. Permeia o Tudo e o Nada. Está em tudo, é tudo. Rege a natureza, a vida. Se propaga, reverbera no universo."
" O Amor é o sentimento de dissolver-se (eu) plenamente em algo maior (Eu maior, Eu cósmico)."
" Amor é a força harmônica incondicional universal de atração que une e sustenta todos os versos, numa dança."
" Amor é estar sempre inteiro em cada momento. Suas várias formas são como camada superpostas. Cada uma é única, e de cada uma se vê apenas uma parte, mas estão juntas."
" Amor, querer o bem, pensar o bem e fazer o bem, dentro de nós e para alem de nós mesmos."
" Amor é ter paixão pela vida e compaixão pelo próximo. É energia que renova. É doação"
" O Amor é a força incondicional, que une e sustenta o Universo."
" Amor, força que integra, mobiliza, reúne, dá segurança, através de Compaixão, tolerância, doação, empatia, entrega e outras manifestações. Estratégia evolutiva."
" O Amor é uma força poderosa e transformadora, que faz compreender o incompreensível. Por Amor se faz o que é preciso mesmo no fim das forças."
" O Amor é a força que une e transforma. O Amor está em tudo e em todos."
" O Amor é uma escolha. Escolher estar inteiro em cada momento, em cada ação. Dar o nosso melhor, buscando não um ganho pessoal, mas que tudo se ajeite da melhor maneira possível."
" O Amor é uma sensação, uma energia, uma força não-racional, universal, transcendental. Seja para com si próprio ou o outro, e que integra e nos une."
" Energia criadora, mantenedora e provedora."
" O Amor = Presença divina que cria, mantém e transforma o universo."
" Amor, a percepção e atenção com o próximo, aceitação, o que nutre."
" Amor: Força e consciência, criadora, nutridora, transformadora, curativa. Permeia o Tudo e o Nada. Está em tudo, é tudo. Rege a natureza, a vida. Se propaga, reverbera no universo."
" O Amor é o sentimento de dissolver-se (eu) plenamente em algo maior (Eu maior, Eu cósmico)."
" Amor é a força harmônica incondicional universal de atração que une e sustenta todos os versos, numa dança."
" Amor é estar sempre inteiro em cada momento. Suas várias formas são como camada superpostas. Cada uma é única, e de cada uma se vê apenas uma parte, mas estão juntas."
" Amor, querer o bem, pensar o bem e fazer o bem, dentro de nós e para alem de nós mesmos."
" Amor é ter paixão pela vida e compaixão pelo próximo. É energia que renova. É doação"
" O Amor é a força incondicional, que une e sustenta o Universo."
Eu acho todas essas ideias e definições,
que os participantes do retiro escreveram, muito lindas. Mas, voltando ao
início do meu texto, ainda assim não parece que explicam muito claramente
porque Baba Hariharananda diz que, para a Kriya Yoga, o Amor é o mais
importante.
Nos próximos quatro textos desta série eu
vou continuar aprofundando isto e apresentando parte do material que foi desenvolvido para esse retiro.
Yogacharya Céu, São Paulo, maio-agosto 2017
O Amor é o mais importante, parte 2 de 5
O Amor é o mais importante, parte 3 de 5
O Amor é o mais importante, parte 2 de 5
O Amor é o mais importante, parte 3 de 5
![]() |
| O Amoroso Grupo de Kriya Yoga de São Paulo: - Reunído para estudar o que é mais importante. |
Etiquetas:
Ágape,
Amor,
Coríntios,
Eros,
hariharananda,
Kriya Yoga,
Ludus,
O Amor é o mais importante,
O que é o Amor,
Philautia,
Philia,
Pragma,
São Paulo,
yogacharya céu
Sree Yukteshwar em Shambhavi Mudra
Nestas duas
fotos de Sree Yukteshwar pode-se entender melhor a posição dos olhos
físicos na prática da técnica de Shambhavi Mudra.
Etiquetas:
Kriya Yoga,
Shambavi Mudra,
Sree Yukteshwar
Subscrever:
Mensagens (Atom)














