Quando Einstein encontrou Tagore: Colisão e Convergência


O que segue é um trecho do livro Science and the Indian Tradition: When Einstein Met Tagore (Ciência e a Tradição Indiana: Quando Einstein encontrou Tagore), de David Goslin.

Rabindranath Tagore e Albert Einstein, 

Berlin, 14 de julho de 1930
O livro trata de um encontro notável: a 14 de julho de 1930, o físico Albert Einstein recebeu em seu lar em Berlin o escritor e filósofo indiano Rabindranath Tagore. Traduzi uma pequena parte da conversa que tiveram. E para seu estudo comparado, ou para os que não lêem português, estou postando também o trecho original em inglês.

Palavras são o rarefeito suporte de nossa interpretação do mundo. E traduções sempre navegam no estreito limite das culturas de cada idioma e de cada época. Principalmente quando falamos de assuntos como Verdade, Deus, Beleza.

A conversa entre Einstein e Rabindranath colide sempre que a diferente interpretação das palavras leva a compreensões superficialmente diferentes. E mais controvérsia ainda geraria se não entendessemos que o que Tagore chama de Homem (com H maiúsculo) não é o Deus projetado com sexo masculino da mitologia ocidental, mas a força criativa sem forma, mas já concebida em Pessoa -Purusha-, que antecipa em um infinito de segundo o potencial da existência, esse aspecto permanentemente receptivo e aberto a conceber a realidade, a Mãe Divina, o Feminino, a Shakti.
É característico, como já repeti em outras ocasiões, que a utilização de tantas diferentes palavras para dizer “Deus”, na raiz sânscrita dessa forma de pensar de Tagore, corresponda não a simples sinônimos, mas a um aperfeiçoado entendimento da diversidade inumerável desse conceito “Deus”. Então mais a frente, no próprio diálogo, Tagore usa Ser Universal (Universal Being). Porque não está mais se referindo à projeção da forma divina no mundo humano, mas à existência que transcende a corporificação: o Verbo, o Ser.

Com Amor, Céu D’Ellia


EINSTEIN: Você acredita no Divino como separado do mundo?

TAGORE: Sem separação. A personalidade infinita do Homem compreende o Universo. Não existe nada que não possa ser absorvido pela personalidade humana, e isso prova que a Verdade do Universo é a Verdade humana.
Eu tomo de um fato científico para explicar isso – Matéria é composta de prótons e elétrons, com espaços entre eles; mas a matéria pode parecer sólida. Similarmente a humanidade é composta de indivíduos, ainda assim eles tem interconecções de relacionamento humano, o que dá unidade ao mundo humano. O universo inteiro está ligado a nós de maneira similar, é um universo humano. Eu tenho perseguido este pensamento através de arte, literatura e da consciência religiosa do ser humano.

EINSTEIN: Existem duas concepções diferentes sobre a natureza do universo: (1) O mundo como unidade dependente da humanidade. (2) O mundo como realidade independente do fator humano.

TAGORE: Quando nosso universo está em harmonia com o Homem, o eterno, nós conhecemos isso como Verdade, nós sentimos isso como beleza.

EINSTEIN: Esta é concepção puramente humana do universo.

TAGORE: Não pode haver outra concepção. Este mundo é um mundo humano- a visão científica dele também é a visão do homem científico. Existe um princípio comum de razão e apreciação que lhe confere Verdade, o princípio comum do Homem Eterno, cujas experiências se dão através de nossas experiências.

EINSTEIN: Isto é realização da entidade humana.

TAGORE: Sim, uma entidade eterna. Nós temos que tomar consciência disso através de nossas emoções e atividades. Nós realizamos em nós o Homem Supremo que não tem limitações individuais através de nossas limitações. Ciência ocupa-se daquilo que não está limitado aos indivíduos; é o mundo humano impessoal das Verdades. Religião realiza estas Verdades e as liga às nossas necessidades mais profundas; nossa consciência individual da Verdade adquire significação universal. Religião adiciona valores à Verdade, e nós reconhecemos essa Verdade como boa através de nossa própria harmonia com ela.

EINSTEIN: Verdade, então, ou Beleza, não é independente do Homem?

TAGORE: Não.

EINSTEIN: Se não houvessem mais humanos, o Apolo de Belvedere não continuaria sendo belo.

TAGORE: Não.

EINSTEIN: Eu concordo no que se refere à concepção de Beleza, mas não em relação à Verdade.

TAGORE: Por que não? Verdade é realizada através do ser humano.

EINSTEIN: Eu não posso provar que minha concepção está certa, mas esta é minha religião.

TAGORE: Beleza está no ideal da harmonia perfeita que está no Ser Universal; Verdade a compreensão perfeita da Mente Universal. Nós indivíduos nos aproximamos disso através de nossos próprios erros e desatinos, através de nossa experiência acumulada, através de nossa consciência iluminada – de que outra forma, se não essa, podemos conhecer a Verdade?

EINSTEIN: Eu não posso provar cientificamente que Verdade precisa ser concebida como a Verdade que é válida independente da humanidade; mas eu acredito nisso firmemente. Eu acredito, por exemplo, que o teorema de Pitágoras na geometria determina algo que é aproximadamente verdadeiro independente da existência do homem. De qualquer forma, se existe uma realidade independente do homem, também existe a Verdade relativa a esta realidade; e de certa forma a negação da primeira gera a negação da existência da seguinte.

TAGORE: Verdade, que é uma com o Ser Universal, precisa essencialmente ser humana, senão o que quer que nós humanos concebamos como verdadeiro não pode ser chamado de verdade – ao menos a Verdade que é descrita como científica e que pode apenas ser alcançada através do processo da lógica. Em outras palavras, através de um orgão de pensamentos que é humano. De acordo com a Filosofia Indiana, existe Brahman, a Verdade absoluta, que não pode ser concebida pelo isolamento da mente individual ou descrita por palavras, mas que pode apenas ser realizada pela completa fusão do individual em seu infinito. Mas tal Verdade não pode pertencer à Ciência. A natureza da Verdade que nós estamos discutindo é uma aparência – dito isso, o que aparenta ser verdadeiro à mente humana, e portanto é humano, e pode ser chamado de maya ou ilusão.

EINSTEIN: Então, de acordo o seu entendimento, que pode ser o entendimento indiano, não é a ilusão do indivíduo, mas da humanidade como um todo.

TAGORE: As espécies também pertencem a uma unidade, à humanidade. Portanto a mente humana inteira realiza Verdade; a mente indiana ou a européia encontram-se em uma realização partilhada.

EINSTEIN: A palavra espécies é usada em alemão para todos os sêres humanos, na verdade, até mesmo os macacos e os sapos pertencem a isso.

TAGORE: Em ciência nós aplicamos a disciplina de eliminação das limitações pessoais de nossas mentes individuais e assim atingir aquela compreensão da Verdade que é a mente do Homem Universal.

EINSTEIN: O problema começa se por acaso a Verdade é independente de nossa consciência..

TAGORE: O que nós chamamos verdade reside na harmonia racional entre os aspectos objetivos e subjetivos da realidade, ambos os quais pertencem ao home supra-pessoal.

EINSTEIN: Até mesmo em nossa vida diária nos sentimos compelidos a atribuir uma realidade independente do homem aos objetos que usamos. Nós fazemos isso para conectar a experiência de nossos sentidos de uma maneira razoável. Por exemplo, se ninguém está em casa, ainda assim a mesa permanece onde está.

TAGORE: Sim, permanece fora da mente individual, mas não fora da mente universal. A mesa que percebo é percebida pela mesma forma de consciência que eu possuo.

EINSTEIN: Se ninguém estiver na casa, a mente continuará a existir da mesma forma – mas isto já está invalidado do nosso ponto de vista – porque nós não podemos explicar o que significa a mesa estar lá, independente de nós.
Nosso ponto de vista natural em relação à existência da verdade separada da humanidade não pode ser explicado ou provado, mas é uma crença da qual ninguém pode se abster – nem mesmo seres primitivos. Nós atribuímos à Verdade uma objetividade super-humana; é indispensável para nós, essa realidade que é independente de nossa existência e de nossa experiência e de nossa mente – apesar de não conseguirmos dizer o que isso significa.

TAGORE: A ciência tem provado que a mesa como um objeto sólido é uma aparência e no entanto aquilo que a mente humana percebe como mesa não existiria se essa mente fosse anulada. Ao mesmo tempo é preciso admitir que o fato, que a última realidade física é nada senão uma série de centros circulatórios de força elétrica separados, que também pertencem à mente humana.
Na apreensão da Verdade existe um conflito eterno entre a mente humana universal e a mesma mente confinada no indivíduo. O perpétuo processo de reconciliação tem sido levado adiante através de nossa ciência, filosofia, em nossa ética. Em todo caso, se existir alguma Verdade absolutamente não relacionada à humanidade, então para nós é absolutamente não-existente.
Não é difícil imaginar uma mente para a qual a sequência de coisas acontecem não no espaço mas apenas no tempo, como a sequência de notas em música. Para tal mente, tal concepção de realidade é igual à realidade musical na qual a geometria de Pitágoras pode não ter significado. Existe a realidade do papel, infinitamente diferente da realidade da literatura. Para o tipo de mente possuída pela traça que come aquele papel, literatura é absolutamente não existente, ainda que para a mente do Homem literatura tenha um valor maior de Verdade que a realidade mesmo do papel. De uma maneira similar, se há alguma Verdade que não tem sensorialidade ou relação racional com a mente humana, permanecerá como nada enquanto permanecermos seres humanos.

EINSTEIN: Então eu sou mais religioso do que você!

TAGORE: Minha religião é a reconciliação do Homem Supra-pessoal, o espírito humano universal, no meu próprio ser individual.




EINSTEIN: Do you believe in the Divine as isolated from the world?

TAGORE: Not isolated. The infinite personality of Man comprehends the Universe. There cannot be anything that cannot be subsumed by the human personality, and this proves that the Truth of the Universe is human Truth.
I have taken a scientific fact to explain this – Matter is composed of protons and electrons, with gaps between them; but matter may seem to be solid. Similarly humanity is composed of individuals, yet they have their interconnection of human relationship, which gives living unity to man’s world. The entire universe is linked up with us in a similar manner, it is a human universe. I have pursued this thought through art, literature and the religious consciousness of man.

EINSTEIN: There are two different conceptions about the nature of the universe: (1) The world as a unity dependent on humanity. (2) The world as a reality independent of the human factor.

TAGORE: When our universe is in harmony with Man, the eternal, we know it as Truth, we feel it as beauty.

EINSTEIN: This is the purely human conception of the universe.

TAGORE: There can be no other conception. This world is a human world – the scientific view of it is also that of the scientific man. There is some standard of reason and enjoyment which gives it Truth, the standard of the Eternal Man whose experiences are through our experiences.

EINSTEIN: This is a realization of the human entity.

TAGORE: Yes, one eternal entity. We have to realize it through our emotions and activities. We realized the Supreme Man who has no individual limitations through our limitations. Science is concerned with that which is not confined to individuals; it is the impersonal human world of Truths. Religion realizes these Truths and links them up with our deeper needs; our individual consciousness of Truth gains universal significance. Religion applies values to Truth, and we know this Truth as good through our own harmony with it.

EINSTEIN: Truth, then, or Beauty is not independent of Man?

TAGORE: No.

EINSTEIN: If there would be no human beings any more, the Apollo of Belvedere would no longer be beautiful.

TAGORE: No.

EINSTEIN: I agree with regard to this conception of Beauty, but not with regard to Truth.

TAGORE: Why not? Truth is realized through man.

EINSTEIN: I cannot prove that my conception is right, but that is my religion.

TAGORE: Beauty is in the ideal of perfect harmony which is in the Universal Being; Truth the perfect comprehension of the Universal Mind. We individuals approach it through our own mistakes and blunders, through our accumulated experiences, through our illumined consciousness – how, otherwise, can we know Truth?

EINSTEIN: I cannot prove scientifically that Truth must be conceived as a Truth that is valid independent of humanity; but I believe it firmly. I believe, for instance, that the Pythagorean theorem in geometry states something that is approximately true, independent of the existence of man. Anyway, if there is a reality independent of man, there is also a Truth relative to this reality; and in the same way the negation of the first engenders a negation of the existence of the latter.

TAGORE: Truth, which is one with the Universal Being, must essentially be human, otherwise whatever we individuals realize as true can never be called truth – at least the Truth which is described as scientific and which only can be reached through the process of logic, in other words, by an organ of thoughts which is human. According to Indian Philosophy there is Brahman, the absolute Truth, which cannot be conceived by the isolation of the individual mind or described by words but can only be realized by completely merging the individual in its infinity. But such a Truth cannot belong to Science. The nature of Truth which we are discussing is an appearance – that is to say, what appears to be true to the human mind and therefore is human, and may be called maya or illusion.

EINSTEIN: So according to your conception, which may be the Indian conception, it is not the illusion of the individual, but of humanity as a whole.

TAGORE: The species also belongs to a unity, to humanity. Therefore the entire human mind realizes Truth; the Indian or the European mind meet in a common realization.

EINSTEIN: The word species is used in German for all human beings, as a matter of fact, even the apes and the frogs would belong to it.

TAGORE: In science we go through the discipline of eliminating the personal limitations of our individual minds and thus reach that comprehension of Truth which is in the mind of the Universal Man.

EINSTEIN: The problem begins whether Truth is independent of our consciousness.

TAGORE: What we call truth lies in the rational harmony between the subjective and objective aspects of reality, both of which belong to the super-personal man.

EINSTEIN: Even in our everyday life we feel compelled to ascribe a reality independent of man to the objects we use. We do this to connect the experiences of our senses in a reasonable way. For instance, if nobody is in this house, yet that table remains where it is.

TAGORE: Yes, it remains outside the individual mind, but not the universal mind. The table which I perceive is perceptible by the same kind of consciousness which I possess.

EINSTEIN: If nobody would be in the house the table would exist all the same – but this is already illegitimate from your point of view – because we cannot explain what it means that the table is there, independently of us.
Our natural point of view in regard to the existence of truth apart from humanity cannot be explained or proved, but it is a belief which nobody can lack – no primitive beings even. We attribute to Truth a super-human objectivity; it is indispensable for us, this reality which is independent of our existence and our experience and our mind – though we cannot say what it means.

TAGORE: Science has proved that the table as a solid object is an appearance and therefore that which the human mind perceives as a table would not exist if that mind were naught. At the same time it must be admitted that the fact, that the ultimate physical reality is nothing but a multitude of separate revolving centres of electric force, also belongs to the human mind.
In the apprehension of Truth there is an eternal conflict between the universal human mind and the same mind confined in the individual. The perpetual process of reconciliation is being carried on in our science, philosophy, in our ethics. In any case, if there be any Truth absolutely unrelated to humanity then for us it is absolutely non-existing.
It is not difficult to imagine a mind to which the sequence of things happens not in space but only in time like the sequence of notes in music. For such a mind such conception of reality is akin to the musical reality in which Pythagorean geometry can have no meaning. There is the reality of paper, infinitely different from the reality of literature. For the kind of mind possessed by the moth which eats that paper literature is absolutely non-existent, yet for Man’s mind literature has a greater value of Truth than the paper itself. In a similar manner if there be some Truth which has no sensuous or rational relation to the human mind, it will ever remain as nothing so long as we remain human beings.

EINSTEIN: Then I am more religious than you are!

TAGORE: My religion is in the reconciliation of the Super-personal Man, the universal human spirit, in my own individual being.




SEMINÁRIO INTERNACIONAL KRIYA YOGA & ANIVERSÁRIO DO BABA



Baba como o conheci: Cuidando sempre do jardim.




Dia 27 de maio é o aniversário de nascimento de Paramahansa Hariharananda. 














Em São Paulo iremos comemorar com satsang e meditação. Em breve divulgo detalhes. Mas quem quiser, tem a ótima opção de ir nessa data para o ashram de nosso grupo na Colômbia, que terá uma programação especial, dirigida por Sarveshwaranandaji. 
Seguem detalhes dessa e de outras atividades programadas para o ashram em 2012. Com a colaboração amorosa do kriyayogue  Luciano Gosuen, que traduziu o texto de Swamiji que segue:

SEMINÁRIO INTERNACIONAL KRIYA YOGA & ANIVERSÁRIO DO BABA
Ashram Jardim da Humanidade de Hariharananda
Subachoque, Colômbia 24-27  de maio, 2012

Yogi Sarveshwarananda tem o prazer de convidá-los para um seminário especial de Kriya Yoga para comemorar no ashram o aniversário do nosso mestre Paramahamsa Hariharananda (27 de maio, 1907). Este programa é aberto a todos, iniciado em Kriya Yoga ou não. Além disso, haverá uma oportunidade para receber a iniciação em Yoga Kriya durante o programa (ver abaixo).
As pessoas podem participar em dias específicos , ou se inscrever para o programa todo de 4 dias e ficar no ashram (ver detalhes abaixo).

Programa

Quinta feira 24 de maio
09:30 - 10:00 horas: Cerimônia de Abertura e puja;
10:00 - 11:00: Meditação guiada;
11:00 - 11:30: Chá Ayurvédico;
11:30 - 13:00: Classe 1: "As Bênçãos e desafios de ter um Guru";
13:00 - 13:45: Almoço preparação seva;
13:45 - 14:30: Almoço e descanso;
14:30 - 16:00: Classe 2: "Vida e Ensinamentos de Baba - Parte 1";
16:00 - 16:30: Chá ayurvédico e lanches;
16:30 - 17:30: Satsang (Perguntas e Respostas, Contar histórias e Cantar);
17:30 - 18:30: Meditação guiada.

Sexta feira 25 de maio 09:30 - 13:00: Kriya Yoga iniciação (apenas sob marcação prévia);
13:00 - 13:45: Almoço preparação seva;
13:45 - 14:30: Almoço e descanso;
14:30 - 16:00: Classe 3: "Vida e Ensinamentos de Baba - Parte 2";
16:00 - 16:30: Chá ayurvédico e lanches;
16:30 - 17:30: Satsang (Perguntas e Respostas, Contar histórias e Cantar);
17:30 - 18:30: Meditação guiada.

Sábado 26 de maio 10:00 - 11:00: Meditação guiada;
11:00 - 11:30: Chá Ayurvédica;
11:30 - 13:00: Classe 4: "A relação guru-discípulo";
13:00 - 13:45: Almoço preparação seva;
13:45 - 14:30: Almoço e descanso;
14:30 - 16:00: Classe 5: "Vida e Ensinamentos de Baba - Parte 3";
16:00 - 16:30: Chá ayurvédico e lanches;
16:30 - 17:30: Satsang (Perguntas e Respostas, Contar histórias e Cantar);
17:30 - 18:30: Meditação guiada.

Domingo 27 de maio (aniversário do Baba) 06:00 - 07:00: Meditação guiada;
07:00 - 07:30: Café da manhã preparação seva;
07:30 - 08:00: Café da manhã;
08:00 - 09:00: Guru cerimônia Puja;
09:00 - 10:30: Classe 6: "Quem eram Gurus Baba?";
10:30 - 11:00: Chá Ayurvédico;
11:00 - 12:00: Satsang (Perguntas e Respostas, Contar histórias e Cantar);
12:00 - 13:00: Meditação guiada e Cerimónia de Encerramento;
13:00 - 14:00: Almoço preparação seva;
14:00 - 15:00: Almoço e final do seminário.

Custos (em pêsos colombianos):

Programa do aniversário do Baba: 22.000 COP por dia (não inclui refeições ou permanência).

Refeições: as pessoas poderão comer no nosso Café Terapêutico no ashram por um custo adicional de 7.000 COP por refeição (café, almoço ou jantar). Chás ayurvédicos e lanches são livres.

Permanência: 30.000 COP adicionais por noite (inclui todas as refeições).


Outras atividades

Seva para as pessoas que ficarem no ashram:
As pessoas que optam por ficar no ashram durante a totalidade ou parte do programa irão desfrutar das seguintes atividades e Seva (serviço altruísta):
07:00 - 08:00: Meditação guiada;
08:00 - 08:30: Café da manhã preparação seva;
08:30 - 09:30: Café da manhã;
19:00 - 20:00: Jantar preparação seva;
19:00 - 21:00: Jantar ;
21:00 - 22:00: Estudo individual ou cinema espiritual;
22:00: Retiro para a noite.

Iniciação em Kriya Yoga:
Haverá uma oportunidade excepcional para iniciação em Kriya Yoga na sexta-feira, 25 de maio. Os candidatos são convidados a contactar o ashram de antemão. Para a iniciação, cada candidato deverá trazer 5 frutas, 5 flores e uma doação financeira de 180.000 COP. Esta é uma doação separada, que não inclui a participação no Seminário de aniversário ou a estadia no ashram.

Opção de Retiro de Silêncio:
Às pessoas que desejarem passar o aniversário em Retiro de Silêncio, será dado regime especial e instruções adicionais pelo Yogiji.


Próximos Eventos

Marque na sua agenda os dois próximos eventos orientados pelo Yogi Sarveshwarananda no ashram:
                
  Treinamento em Massagem Thai
1 - 2 e 8 - 9 de setembro para o Nível 1;
15 - 16 e 22 - 23 de setembro para o Nível 2;
Mais detalhes sobre este treinamento profissional único serão enviados futuramente.

                  
Retiro de Natal
13 - 16 de dezembro;

Mais detalhes sobre esta celebração amorosa serão enviados futuramente.





Espero vê-los logo para juntos aprofundarmos a nossa paz!



Com amor e bênçãos sempre,
Humilde,
Sarveshwarananda.



Lahiri Mahasaya






- Se a mente está sempre arrebatada e absorvida no Eu Divino, Deus será encontrado.


- Ao remover a ansiedade através de sadhana, você irá alcançar o estado da calma.

- Aqueles que entregam tudo a Deus enquanto continuam no caminho, resgatam dividendos imediatos.

- Liberação é a meta máxima a ser alcançada.

- Nosso principal dever é apaziguar a mente. Se a mente não é controlada, sadhana é falho. Se os deveres mundanos são não executados propriamente, o ser humano perde sua própria humanidade.

- Enquanto o ser humano não subjugar sua natureza animal, não estará apto a descobrir a Divindade dentro de si.


- Não seja negligente em suas tarefas.


- Amor efêmero não é amor real. Amor eterno é necessário.


- Deus vive em você. Ao invés de procurá-lo na distância, procure-o próximo e principalmente dentro de você.


- Permaneça fixo no nada.


- Nunca coma demais. Sirva-se apenas do que pode ser facilmente digerível. 


- Sendo humilde você pode alcançar grandeza.


- Esqueça seus sofrimentos passados e problemas. Se você sintoniza sua mente em Auto-realização e trabalha sua elevação espiritual, irá receber imensos benefícios.


- Esforce-se firme e você alcançará tudo.


- Não é verdade que você não tem tempo para Realização em Deus.


- Apêgo é um obstáculo. Se não há apêgo, então não há obstáculo.


- O mesmo espírito existe em todos os seres vivos. Devido a isso, não há obstáculo no caminho da cultura espiritual.


- Se uma pessoa está sintonizada em Realização em Deus, essa pessoa pode alcançar isso mesmo vivendo uma vida mundana.




(Shri Shyama Charan Lahiri Mahasaya, 30-set-1828 / 26-set-1895)



Arca ao mar 2012



No próximo sábado, dia 10 de Março de 2012, após o período de planejamento, em fevereiro que passou, retomam as atividades voluntárias com crianças, da Arca do Amor.

O grupo estará saindo às 9h00 da manhã, do Bairro do Glicério, e indo para o Espaço Raja, em Itapecerica da Serra. Crianças, voluntários e familiares das crianças participarão da atividade. 

Qualquer um que queira colaborar com nossas atividades, pode. Leia o convite abaixo:


Convidamos você a praticar Seva.

SEVA é uma forma de expressar AMOR.

Seva é servir desinteressadamente, sem interesse em benefícios pessoais.
É uma maneira de melhorar as relações de uma comunidade, promover o bem comum e elevar o padrão moral de quem pratica.

Nosso grupo de voluntários, A Arca do Amor, está aberto a todos que queiram colaborar. 
Não importa de qual religião ou crença pessoal, iniciado em kriya-yoga ou não. Basta acreditar em Amor.

Há onze anos atendemos em São Paulo, voluntariamente, crianças em situação de risco social no Bairro do Glicério.

Responsáveis: Beatriz Alvez & Gilberto Sato
Mais informações, escreva para Beatriz: bellatrix.alves@gmail.com

Com Amor, 
Céu D'Ellia

Colabore com uma criança e estará colaborando com sua própria criança divina

Mudança de dia



Atenção:
As reuniões semanais de Satsang e Grupo de Kriya Yoga mudaram de dia.


A partir de 6 de Março de 2012, os encontros passam a se realizar às TERÇAS-FEIRAS.


Horário Início Satsang: 20h30
Horário Início prática Kriya Yoga: 21h30


Local: Estúdio Yoga Flow. Rua Dina, 100- Vila Nova Conceição. São Paulo - SP



Nabhi Kriya

O livro INFINITO NO FINITO está dividido em três partes, cada uma delas de um autor diferente. 
A primeira parte, que dá o título do livro, é um relato de Rajarshi Raghabananda sobre sua experiência com o mestre realizado Paramahansa Hariharananda e sua vivência em Samadhi. Rajarshi é o único discípulo de Baba Hariharananda que atingiu o estado mais elevado de samadhi por Kriya Yoga, e sua experiência é uma referência única para quem realiza essa prática.
A segunda parte do livro é de autoria do próprio Paramahansa Hariharananda. São instruções para o Samadhi, com destaque a uma detalhada explicação sobre o Nabhi Kriya. 
A terceira parte do livro é um minucioso glossário escrito por Sarveshwarananda Giri, aluno de Hariharananda. São 27 páginas de termos traduzidos e explicados.





IMPORTANTE: 
Se você ler INFINITO NO FINITO e atentar para o estudo de Nabhi Kriya, vai encontrar a localização do Vishnu Granthi: Formado pelo Anahata Chakra (Centro do Coração) , lótus de doze pétalas, e a metade superior do Manipura Chakra (ou Nabhi Chakra, Centro da Digestão), soma dezessete pétalas. 
O Vishnu Granthi começa no centro do umbigo e vai até a região ABAIXO da pituitária
Mas não é assim que está escrito em outro livro, a página 110 da edição em português do livro KRIYA YOGA, do próprio Paramahansa Hariharananda, pela Editora Lótus do Saber. Mas é um erro de tradução. Na edição em inglês do mesmo livro, texto original do próprio Baba, confirma-se a informação de INFINITO NO FINITO. Que afinal, também foi escrito pelo Baba.


Com Amor,
Céu D'Ellia



Transcendência e vitória









Transcendental é aquilo que está além do mundo material, matemático e cheio de medidas (Maya = medir).
Mas atenção: Isto quer dizer, livre da dualidade. Transcendental não é o polo oposto da materialidade e nem um grau em uma escala de valores. É a DISSOLUÇÃO (Laya) da dualidade e das referências. E no entanto, em Consciência e Existência.


Em um Satsang recente conversamos sobre a batalha do Mahabharata e como no final, tanto a família virtuosa como a viciosa, ambas estavam derrotadas. 
Surpresa! 
Tanto os Kaurava como os Pandava, ainda que estes últimos tivessem nominalmente vencido a batalha, não puderam evitar o sofimento, a mutilação e mesmo a morte dos entes queridos. Sim, todos estavam derrotados. Então, qual o sentido de lutar com virtude, se no final também seremos derrotados? 


Não é possível vitória no mundo material. Pois ninguém escapa da morte, da degeneração do corpo e do sofrimento, por mais riqueza ou poder material que adquira. Foi esse entendimento precoce, por exemplo, que levou o jovem Siddhartha Gautama a abandonar sua luxuosa vida no palácio e buscar o intelecto Transcendente. 
Tal entedimento é o que chamamos de Real Vitória. É acompanhado da Libertação (da ignorância vivida em dualidade), da Imortalidade (que é o atributo de superar a restrição da percepção material) e da Alegria Suprema (pois não se identifica e apega mais ao sofrimento). 


Assim, a vitória no campo de batalha é de outra ordem. É a Vitória Espiritual (Jaya). E a experiência da luta é a oportunidade de alcançar esse entendimento. É a oportunidade da Vida. 


Então, saber que não existe vitória no mundo material, não significa abandonar o esforço na luta de viver. Ao contrário. É ter a clareza de qual o real foco de nossa existência. Qual a verdadeira oportunidade que nos é oferecida. Encontrar a ação pura e amorosa.


Viver com virtude não é uma questão de moralidade. É viver na plenitude do anseio da clareza, do entendimento, da luz do Amor. Pois muitas questões supostamente morais, mascaram apenas desejos velados de poder, dominação, apêgo, egoísmo e mesquinhez. E porisso a ação realmente pura e isenta de vício não pode ser alcançada seguindo apenas um manual qualquer, uma lista de certos e errados. A ação Amorosa e Libertadora nasce apenas quando ancorada na fonte suprema do Espírito. E é disso que trata a Alta Yoga. A União integrada entre o corpo, agente no mundo material, e o Espírito, fonte suprema da existência.


- Um santo é um pecador que não desistiu, nos lembra Yogananda. 
- O mundo não é um sonho vazio, pois tudo que vivemos é resultado do que nós mesmos criamos e provocamos, acerta Hariharananda. Nós somos os criadores do mundo, em ação e pensamento. E nisto reside a oportunidade da Libertação.


A Alta Yoga, como o verdadeiro Kriya Yoga, é uma forma de lapidarmos a clareza de nossa ação tendo o Espírito como fonte imediata. Conscientemente. Não exite ação que não provenha do Espírito, pois é a Fonte mesmo da Vida. Mas nem toda a ação é consciente. Diz Hariharananda que existem 50 formas diferentes de respirar, mas apenas uma é consciente. Todas as outras estão envolvidas no mundo da dualidade, das medidas e da ilusão. 


O Caminho da Vida iluminada dentro do turbilhão de impulsos é o encontro libertador com nosso Eu Supremo. Eu sou o Caminho, a Verdade, a Vida, afirma Jesus.


Kriya Yoga é o estudo de Si. Fazer pelo menos uma vez na vida, é bom. Mas praticar de vez em quando, é melhor. Praticar regularmente, é ainda melhor. Mas para alcançar de fato o benefício e entendimento de qual dádiva de consciência é a Kriya Yoga, é preciso praticar diariamente. 
Pois o DIA é a marca do pulso celeste neste plano em que vivemos. Todo o metabolismo vital de todos os seres é ritmado desde o Cosmos e até a ponta de nossas unhas,  pela alternância do Dia e da Noite. Nossa realidade se constrói dia após dia. Assim, a prática diária de Kriya Yoga constrói gradativamente a Consciência do Real, afirmando dentro da dualidade a Consciência Transcedental.


Com Amor,
Céu D'Ellia